Versos de Interesse para uma Mulher
Construímos amizade em meio às diferenças entre nós,
Entre risos e discórdias, entre confissões e perdões…
Cada uma tinha um universo inteiro para demonstrar à outra,
Porém, partes desses universos eram lugares comuns e, por estes existirem, foi como se encontrar em outra pessoa.
Sabe-se que a vida te leva para lá e para cá, sozinha para realizar seu próprio caminho,
Entretanto, as amizades em sua jornada te acompanharão, compartilhando tesouros inestimáveis sem pedir nada em troca,
Assim como vocêfaráporestas e outraspessoas.
Uma amizade autêntica é mais do que um tesouro inestimável, elatemodomdeiluminarumavida.
MISTÉRIO DAS ESTRELAS
Se há mistério no mundo,
digo-lhe às estrelas,
que se mostram e se escondem.
Correm elas da alegria justa e
se entregam as tristezas vãs.
Ah quanto mistério, carregam as
estrelas... Ardem ao desprezo
e se enturvam ao regozijo verdadeiro.
De todo modo aos astros não se impõe regras, pois preferível
a liberdade é, de quem vai e vem. Do que se pode e do que se tem,
restam apenas o mistério da vida, qual se carrega alguém.
TÃO POÉTICO E SUAVE
Tão poético e suave se apresenta
Um verso, quando, então, poeta
O amor. E que a paixão completa
Com suspiros e emoções secreta
Sente-se louvada e mais profeta
A sensação, mais cheia de meta
De acaso, que na rima se aquieta
Sobre a alma de graciosa faceta
Fascina tanto a quem lê e tanta
Fascinação enfeitiça e encanta
Que não o crera quem não lera
Dos seus versos emanar parece
Cânticos ternos que enternece
O sentimento cheio de quimera.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
16/10/2024, 12’05” – cerrado goiano
História do valente Tenente Antônio João:
Na vastidão dos campos da Colonia dos Dourados, Ergue-se a história de um bravo soldado. Tenente Antônio João, nome que ecoa, Na memória de um povo, sua história ressoa.
Quatro nações em guerra, um conflito sul-americano que parecia sem fim, Brasil e Paraguai protagonista desta história, defendendo seu jardim.
Na Colônia distante, o tenente se ergueu, Com uma dúzia de homens, seu destino escreveu.
Cem inimigos à frente, sem hesitar, Antônio João e seus homens prontos a lutar. “Sei que morro”, disse, com coragem no olhar, “Mas meu sangue será protesto, a Pátria a honrar.”
O chão da Colônia dos Dourados, com sangue regado, Testemunhou o sacrifício de um herói consagrado. Seu nome gravado na história, jamais esquecido, Tenente Antônio João, o valente, para sempre querido.
VERDE.
Quando se ouve um trovão
dos vocais da natureza
é sinal que a irrigação
vai suprir nossa represa
e quando chove no sertão
a riqueza vem do chão
e é servida em nossa mesa.
Quem vive da plantação
no peito tem a certeza
daquele que ara o chão
não falta nada na mesa
quem é filho do sertão
é herdeiro da natureza.
INCÚRIA
Um dia a conta chega
E a ficha cai
O chão desaparece...
O equilíbriose esvai
Há sempre um preço a se pagar
Há sempre um erro a se acertar
Tanta incúria
Recebe a fúria
No vindouro, amargura
Agouro de agora é alguria
A mágoa no peito perfura
Contorce a procura da cura
Cara é cada dose... cada dor
Cada angustia também
E cada passo rumo ao seu futuro.
É uma vida que se refaz e desfaz seu monturo
Duro é o caminho em que se volta
Ao pisar nas pedras de sua ruína
Quando a liça é puramente genuína
A colheita no interior é a paz
AS LENTES DO OLHAR.
(Soneto)
Duas vezes que aprende-se a olhar:
A primeira é quando se fala e o mundo
Vai criando forma bem devagar
E Deus diz "haja luz" e vemos tudo.
Na segunda vez é que se define:
Vê-se o contraste entre o real e o mito.
Esperamos que o caos se desatine...
Não ficamos só a espreitar o Espírito
Que sobre a face do mistério adeja
- A abismada face da inocência -
Num assalto mergulhamos mais fundo.
Aprimorando as lentes do olhar, veja
O Espírito que agora adorna o mundo
Amalgama o novo na consciência
Estamos nos reinventado
Erguendo dos escombros
Não deixe o assombro
Pesar-lhe nos ombros
À sombra do tempo
Plantamos a esperança
Eu te dei todo amor que eu pude dar
e recebi de você o amor mais puro
te disseram que eu andei pulando o muro
do castelo que fizemos pra morar
e você achou por bem acreditar
e nunca mais foi a rainha que sonhei
e quem disse pra você que eu errei
já tinha feito tudo de caso pensado
e a quela amiga que acabou com teu reinado
hoje anda de mãos dadas com teu rei.
V- iver é muito diferente de apenas
E- xistir, como é bom poder
R- ir e chorar! Ser por querer
O- melhor da vida é se expressar
N- avegar no mais profundo do
I-nconsciente,vivendo o presente. E
C- rer que o nosso existir de
A- manhã será um novo Ser. Seja
Não pense que o nordestino
desconhece a sua razão
mesmo se for franzino
é mais brabo que Lampião
quem tem medo do destino
não sabe o que é sertão.
Saudade desse lugar
do aconchego do povo
mesmo no sol de rachar
no prato feijão com ovo
mas se o destino deixar
e a chuva me convidar
vou pro nordeste de novo.
Dê bom dia a natureza
e valorize o que tem
por cada prato na mesa
agradeça e diga amém
e seja sempre a fortaleza
do alicerce de alguém.
Aqui o sol está brilhando
o nosso mar azul celeste
e o vento vem soprando
de bombordo pra boreste
e é tanta gente visitando
que o Caribe vez em quando
tem inveja do nordeste.
Carro de luxo aqui não tem
roupa de grife também não
não se ver nota de cem
e nem casa de barão
mas o nosso maior bem
é a sinfonia do Vem Vem
no amanhecer do sertão.
A seca traz desilusão
traz descaso e aperreio
se na mesa falta o pão
no prato falta o recheio
mas se chover no sertão
toda nossa população
amanhece de bucho cheio.
...✍️
Durante a minha vida,
eu percebi com muita reflexão,
que as lágrimas
sempre seriam rimas
para compor os versos do meu coração." 💗
***
Poema: "O Início da Última Temporada"
Autor: Diego Fernandes @devoidvessel
fisicamente fraco, mentalmente fragilizado.
em completa desesperança me encontro.
sinto como se estivesse no início da última e trágica temporada de uma ficção barata.
o drama, sempre exagerado, já transborda.
o medo, tento ignorar, finjo não existir.
me divirto, faço tudo o que eu quero, e como quero,
não me envergonho de meu hedonismo barato,
pois, ao escolher meu último dia, quero olhar para trás,
e romantizar tudo que vivi: todos os prazeres e gargalhadas,
todas as desgraças e derrotas,
cada lágrima derramada,
e concluir, então,
que se tudo foi em vão,
ao menos tive uma grande história,
daquelas que ninguém vai contar.
