Versos de Estrelas
Cão vadio em Noite de Natal
as pessoas passam sem se cumprimentar. o céu é o mesmo, estrelas espelhadas e uma lua. Volta o cão vadio e deita-se em canto qualquer pois todo canto é um novo e pobre santo que se deve respeitar. ninguém o ver e quando enxerga é apenas um cão vadio em noite de natal. uma lágrima corre pelos cantos dos olhos e chora sua dor, e cachorro chora? sente dor? se ainda existir amor, existe um cão vadio em noite de natal a espera de alguém, que não sabe se vai chegar.
[Verse]
Vidas vagam pela noite no fio da navalha
Como se fossem estrelas caindo de um céu escuro
Vivendo um abandono onde se escondem
Para jamais se encontrarem
[Verse 2]
Tranquei meu coração guardei nele
Mágoa e solidão profundas
Procurando luz nas sombras dos meus dias
Desfazendo esperanças em ruínas
[Chorus]
Corações perdidos sem direção
Navegando nos mares da ilusão
Olhos fechados pra não ver o fim
Da jornada que escrevemos assim
[Verse 3]
Pintando paredes com lágrimas veladas
Esfriando memórias com o frio do olhar
Cantando tristezas em melodias quebradas
Sonhando com um mundo que nunca vai voltar
[Chorus]
Corações perdidos sem direção
Navegando nos mares da ilusão
Olhos fechados pra não ver o fim
Da jornada que escrevemos assim
[Bridge]
No labirinto dos meus pensamentos
Ecos de dor ressoam sem cessar
Procurando por um pouco de alento
Pra curar as feridas que o tempo não quis sarar
Composição Valter Martins
Sussurros suaves sob a lua rara serena
Semeando sonhos sob estrelas sem fim
Sorrisos se espalham, suavemente serenos
Sob o céu silente, sinto-me assim
Sigo a senda dos sonhadores solitários
Sobrevoo sentimentos, sinto a sublime
Saudades suspiro, em silêncios solidários
Sob a sombra suave, o sonho se exprime
Sinfonia suave, a alma desassossegada
Sentimentos se fundem, simples e sugados
Sob a luz das estrelas, sem vida segue
Serenamente seguro, nos sonhos seguros sem som
Nas estrelas da noite, eu te buscava.
Eu queria te encontrar; tentava, no barulho do meu mundo, decifrar meu coração. Meu amor, Deus então te revelou, e teu rosto e tua voz transformaram meu universo. A tua voz fala ao meu coração, toda a tempestade passou, e o sol do teu amor brilhou no horizonte do meu coração.
Na tempestade serei o sol que forma o Arco-íris, na noite serei a constelação de estrelas que ilumina o céu, na vida serei como a imensidão do mar, rumo a Eternidade de Deus!
Nem todo brilho do sol, nem todas constelações de estrelas, nem mesmo todas luzes da Terra, são mais luminosas, que o esplendor da Luz de Deus que ilumina todaEternidade!
Você tem o dom de fazer as estrelas brilharem aqui mesmo na Terra, basta que a luz do seu coração pulse na frequência do amor!
Nem todas as manhãs são douradas pelo sol.
Nem todas as noites são sem estrelas cortando o céu.
Nem todo sorriso fala de alegria.
Nem toda casa tem gente viva morando nela.
Nem tudo é colorido e vestido de amor.
Nem sempre o viver é recolher os cacos quebrados no chão, mas também é reconstrução.
Nildinha Freitas
"Sombras das Estrelas"
Oh! Quando as estrelas caem na noite,
Elas desenham sombras no infinito.
Ah! Cada brilho carrega mil açoites,
E um sussurro antigo, quase inaudito.
Ah! Sob seu olhar, o mundo adormece,
Enquanto os céus guardam segredos de fogo.
Oh! Mas as sombras prometem um destino,
Que vai além do véu do agora.
Ai! As estrelas guiam os perdidos,
Por caminhos que ninguém escolheu.
Oh! E em suas sombras, sonhos ocultos,
Tornam-se as pontes entre a terra e o céu.
Ah! E mesmo quando a luz se extinguir,
Elas deixarão um mapa celestial.
Oh! Pois as sombras das estrelas persistem,
Na eternidade de seu brilho imortal.
Se Não For Para Me Levar as Estrelas Não Me Ofereça o Céu Nublado!
Se Não For Para Ser Oceano Não Me Ofereça Poças Rasas!
Se Não For Para Ser Cheio Não Me Ofereça O Vazio!
Se Não For Para Eu Ser Prioridade Não Me Ofereça Sua Falta de Opção nas Horas Vagas!
Se Não For Para Eu Ser Mais do Que Sou, Não Me Venha Com Seu Mínimo!
Me Amando Demais Para Me Contentar Com o Mínimo!
Sonho
És tu que estremas de ouro
o crepúsculo da manhã.
E cobres de estrelas
O infinito azul da existência humana.
'JOSÉ ERA SINOPSE'
José era sinopse,
linhas vazias,
extinção.
Apanhara estrelas,
sonhos avulsos.
Jogara com o destino.
Equilibrou partidas.
Abandonou-as.
Caiu,
levantou-se...
José era sinopse
Imbuíra melancólicas pressuposições,
caminhos tortuosos,
veredas.
Correra de encontro aos ventos,
equilibrando-se em cordas,
fumaredas.
Sem orações,
abraços,
ou reiterações...
José era sinopse,
mas transformou-se é compêndio,
documentários.
Fixou amor,
caracteres,
permanência.
Redige a própria história.
Com seus conglomerados temas,
tenta haurir reflexões,
escrever trajetórias,
poemas...
'NÃO DESISTA!'
Não desista das estrelas quando elas se forem,
tudo ficará bem!
Insista nas boas lembranças dos tempos de outrora,
das brincadeiras atravessando ruas,
lagoas.
Não adormeça os lugares que se vai tão facilmente quando se estar triste,
faz parte viajarmos distraído respirando o ontem...
Não desista dos novos amores que baterão a velha porta empoeirada,
abra-o sem medo de ser feliz.
Não esqueça dos rastros perdidos na chuva ou dos pingos molhando o velho espírito,
as flores na varanda podem já não ter tanta importância,
mas elas continuam exalando vida,
abraços...
Não seja tolo confinando mágoas no escasso tempo,
ele é verdadeiro em curar dores,
angústias,
sofrimentos.
Seja fã dos temporais,
não pelos fortes ventos ou a violência dos estragos,
mas pelos rastros das aprendizagens,
ensaios...
Quando estiver triste e sem rumo, olhe para o céu e veja as
estrelas e se não conseguir vê-las, olhe mesmo assim, pois mesmo
não as vendo no céu, saberá que elas sempre vão estar lá e só então
poderá encontrar refúgio e o seu próprio porto seguro.
O sol beija o mar e o céu azul empresta o seu brilho ao fundo do mar, as estrelas são vistas na escuridão do mar e são confundidas com o cintilar dos olhos lanterna dos peixes e os cardumes que se movem para sítios incertos vão mostrando, um peixe duas estrelas, por fim um mar de estrelas no fundo do mar até o sol raiar.
