Versos de Carinho de Deus
Persiste o teu perfume
floral em mim,
O tempo não perdoa,
ele é ampulheta;
O toque de doçura
faz o diferencial,
Os grãos de areia
dançam o minueto,
Persiste o desejo,
eu jamais o esqueço.
O meu arfar praiano
é o meu feitiço,
Lembrarás de mim
perdendo o 'juízo',
O teu coração é meu..., confio;
Em dias de Sol
e noites de frio,
Aqui em Balneário Barra do Sul
- eternizo.
Você é como as dunas
que mudam de lugar,
O teu coração não resiste
em me levar,
Ele bate sempre forte
de tanto me amar,
Em Salinas será
para sempre o teu lugar,
Está aqui o beijo doce
capaz de te adoçar.
A minha poesia viverá
para sempre em ti,
E jamais os meus versos
hão de se apagar,
O teu beijo pode alcançar
outras moças,
Vive a certeza que você
não deixará de me amar.
O amor é um rio tranquilo de flores,
Ele congrega os nossos sabores,
Os nossos fulgores primaveris,
Flui em toques bem sutis,
Ora arisco e ora feliz,
É contente em todas as cores.
O caleidoscópio do amor atenta,
É um convite à boa degustação,
Doce experimentos de segredos,
Lindos são os teus olhos negros,
Que ocupam dia e noite o meu coração.
Não te ponhas fugidio com os teus ais!...
Eles fazem uma falta que não esquecerei
(jamais)!...
Volte sempre com aromas, fendas e carícias;
Eu te aceitarei sem orgulho,
E jogarei fora todas as reprimendas.
Tons em todos os tempos conduzem o curso
do rio das flores,
Respire fundo,
Não fique longe de mim nem por um segundo;
Porque hei de amar-te cada vez mais,
te darei o melhor,
e mais inesquecível de todos os amores.
Ah! Contempla...
A lente atenta,
- alenta o olhar
A cidade coberta,
De neve mansa,
- o tempo passa
Devagar e serena
A alma humana.
Ah! Espera...
A vida revela,
- modifica
Percorre, renova,
- suscita
Gelada ou quente,
- vibra
Intensamente...
Aos passos,
Em cada floco,
Ao despertar,
De cada manhã,
Semeia o sonho,
Cativa de verdade,
Dá o quê de eternidade
A cada momento de felicidade.
Ao ouvir a música do vento,
Percebi os teus olhos zelosos,
Deparei-me com os teus passos
- macios
O balançar das amendoeiras
- doces ritmos
Fizeram-me contemplar:
os nossos instintos.
Ao sentir a tua presença,
Senti-me protegida,
Amparada, e tua amada,
A minha alma afagada,
- terna -
E feminina,
Distante das angústias,
Rendida por tuas ternuras.
Ao cair da noitinha,
À beira mar,
Sereno luar,
Amando a tua presença,
- vigilante
Aprendi o que é amar.
É inverno!
Celebremos,
Não é eterno,
Sempiterno.
- momento
Não recusemos.
É eterno!
Não recuemos,
- é extremo
Enfrentemos,
- o tempo
E o eternizaremos.
É sempiterno!
Como um afeto,
Reconhecemos,
É terno,
Intenso,
Logo, o passaremos.
Com fascinação própria,
- arte e luz
Fui agraciada ao ver,
A Lua cor-de-rosa,
- maravilhosa
Beijando o mar.
Aos passos, tateando,
- experimentando -
E exortando a delícia
De contemplar a cena,
Que talvez não se repita,
O mar se deixando beijar.
A Lua ao beijar o mar,
- acabou beijando-me
E seduzindo-me,
Acabou enfeitiçando-me,
E completamente doce:
acabei entregando-me.
A mulher deve ser elegante,
Suave e ao mesmo tempo,
- marcante -
Como um perfume insinuante,
Deve ter alma, maciez e calma;
Deslindando os mistérios e dar o tom
De amor, paixão e ternura;
Conduzindo a intenção com doçura,
Amando infinitamente, sempre.
A mulher marcante de verdade,
Será lembrada pela virtude,
E grande capacidade de amar;
Espalhando a graça,
- por onde passa
Como uma felina mansa,
Que só no olhar recebe
O seu colo e afeto.
A elegância feminina,
Ilumina o mundo,
Pacifica,
Engrandece,
Enternece,
Aproxima e conjuga,
Acarinha e aquece,
Eterniza a lembrança,
É presença que permanece.
Deveríamos ter a gravidade
- das estrelas
Que brilham sem cessar,
E sem se esbarrar;
Lecionam poesia,
Inundam o Universo
Com beleza e nos iluminam.
Lição existencial,
- ignorada
Lição luminosa,
- ditosa
Lição celestial,
- esquecida
Lição de harmonia.
Deveríamos ter a profundidade,
- do Universo
Que sempre se reinventa,
Renovando cada espaço,
- celebrante -
Das estações da vida,
Com júbilo e toda a gratidão.
Densas em braços,
Correntes que ligam,
Em espirais,
Ventando ou não,
Prosseguindo,
Com destino
Em busca de renovação;
Sugerindo,
Caos positivo,
Irradiando,
Girando,
Se interligando,
As estrelas azuis ou não,
Sempre nos ensinam:
a viver, a gravitar...
Todo ser é poesia,
É delicadeza,
E toque interestelar.
Espalhadas as espumas,
leveza e anunciação.
A pétala se aproximando
levada pela emoção...
Reunidas e atentas,
algas e conchas.
Para tomares contas,
enfeitando as areias.
Nada se vai,
E sei que tudo vem,
- nada vai-
A queda nunca trai,
ela nos eleva e reúne.
Tudo se vê,
Se sente, e se crê;
- não lamente -
Sê forte, e resiliente,
E viva carinhosamente.
Temos um oceano e conchas,
- e um só destino
Colorido como os corais,
Para escrevermos silentes,
Navegando sobre as ondas...
E agora? Eu te desafio...
Entre o espaço e o tempo,
Perco-me entre os dois,
O meu nome é pensamento,
Muito é o prazer!
De vencer cada um deles,
- um grande desafio -
Que julgam ser um desatino,
- Um brinde ao desafio! -
E agora? Eu me apoio...
A vida de pernas para o ar,
Imito-a, enfrento-a,
O meu nome é bravura,
Eu sou atleta!
Dessas letras, e das que virão,
Eu sou poeta!
Do olhar ao clique,
- uso a minha sensibilidade -
Enfrento o julgamento,
- Esforçando-me ao máximo!-
E agora? Eu reafirmo...
Tentando alcançar as estrelas,
Mergulhando na tua alma,
O meu nome é desafio,
Ouso, nada sublimo,
Guerreio, enfrento,
Carinhosamente alento,
Sou feita de audácia e arrepio,
Venço os obstáculos, eu os desafio...
Escuta o barulho do vento,
Brinde o que vem de dentro,
Tudo requer rito e celebração,
Viva intensamente a sua paixão.
A mística divina não se explica,
Ela dá sinais, e sempre convida
À olhar para frente e para cima,
Ela é fonte de toda a sabedoria.
Escuta o barulho de dentro:
É o coração que está batendo
Avisando que o amor chegou,
E dentro de você está vivendo.
Como as ondas do mar,
Para lá e para cá
Estou a embalar, e a pensar:
Que um dia eu hei de te 'amar'!
A celebração será ao pé do altar,
Nós vamos juntos jurar:
Que nos amaremos sempre mais...,
Em dias solares e em noites de luar
À espera de todas as mil auroras,
Austrais e boreais,
Todos os dias nunca nos bastarão,
Nos amaremos sempre e muito mais...
A vida sempre surpreende,
- explicitamente
E até secretamente...,
A vida nunca mente,
- cedo ou tarde
A vida revela a verdade.
A vida em plenitude,
Corporificada em ti,
Amante e cintilante,
A vida é alucinante...,
- ela conduz a gente
Escandalosa ou silente.
A vida luminescente,
- incandescente
Sólida, líquida e gasosa,
Sempre é um presente,
- que se renova
E nos brinda plenamente!...
Não sossegue,
- enfrente!
A vida é feita de lutas,
siga em frente!...
É com coragem é que se vence
Todas as disputas... Gloriosamente!
Observo de cima,
Lá do alto dos montes,
Não há tempo que oculte,
- Ninguém que esconda
E ninguém que se esqueça;
Do Bem que fizeste,
Tal como o riacho cortando,
Os montes e prados verdejantes.
Como o Ofício cantado,
Pelos monges entoado,
Não há mal que permaneça,
- Deus sempre vem em socorro
Ele não nega o auxílio;
Ao órfão, à viúva e ao peregrino,
Ele é a Luz que alumia o caminho,
Verdade, Caminho e Vida que nos guiam.
Cada certeza dedicada,
Em prece ofertada,
Deste coração contrito,
- Tenho em ti a minha fortaleza
E cada desvio por ti remido;
A fé de quem carrega o teu perfume,
Embalando a tua misericórdia infinita,
Que és o verdadeiro amor da minha vida.
Longe de mim,
Proclamar-me poeta,
Eu não sei rimar,
Não sei o que é poesia,
- e muito menos diferenciar
A poesia de um poema,
Não sei se uma é melhor
Do que a outra,
É verdade! Eu sou doida!
Eu sou muito doida!
Porque quando escrevo
Faço uma confusão danada,
- e quase sempre -
Não sei quando uso a rima,
E a hora de fazer métrica;
Escrevo como uma fugitiva
Em nome da estética
E da razão que surge do nada,
Fugindo com a poesia nas costas.
Escrevo de forma bem atirada,
Do jeito que o Diabo gosta,
E deixa Deus bem corado...,
Estes versos sem propósito,
Seguindo pela rua desvairados,
Beijando doidamente,
Todas as bocas e aos bocados,
Eu realmente não sei escrever,
Longe de mim deixar-vos enganados...
O barco no exato lugar
Desse jeito a navegar,
Tudo é poesia,
- Até o teu olhar
Assim é o amor:
um suave navegar.
Com encaixar,
Balançar,
E embalar;
Assim é o amor
A nos encantar...
Aqui em Balneário
Guarda algo secreto,
Doçura, poesia,
Generosidade,
A História de um amor,
O nosso particular universo.
Eu deveria viver sempre assim:
em plena contemplação
com um bloco de escrever,
e com você no meu coração.
E sempre que surgisse a inspiração,
eu a simplesmente colocasse no papel.
Eu deveria viver sempre assim:
encontrando bons motivos
em todos os sinais da Natureza,
para escrever versos de amor sem fim.
Porque você é a minha inspiração,
A minha poesia e canção do céu.
Tenho todos os motivos para ser assim,
Escrevendo mesmo até sem motivo,
Encontrei o meu maior presente do destino.
Respirando a brisa noturna,
E a leveza de todo o amor;
Olhei para o universo,
Procurando pelo meu amor.
Ainda vive no peito,
Nem o tempo acabou,
Com esse grande amor,
Que um dia ainda toma jeito.
O verbo se fez presente,
Emanado pelo coração,
Pedindo o teu amor ausente,
A tua volta através da oração.
As estrelas são letras do céu
Como as tuas letras feitas de mel,
Você é a calma que me falta
Sem você perco até a alma.
Ainda vive aqui dentro
Como rosas de todas as cores,
A lembrança e o soneto.
Por ti ainda morro de amores,
Mas sempre em poesia,
Nascendo, morrendo e ressuscitando
Em letras e com todas a letras,
Para que me guardes e nunca me esqueças.
Devagar pela
minha rua
porque o meu
tornozelo
ainda me exige,
e não posso
mais ir longe.
Ah, ao menos
os verdes morros
me fazem tranquila!
Venho assim
sentindo os efeitos
da queda,
e da temperatura.
Ah, como essa
Humanidade
anda estúpida!
Dessa maneira
e todos os dias
venho nutrindo
a utopia de salvar
a mim mesma
e de quem da
salvação precisar.
É dos pássaros
que tenho a melodia
para musicar
e condensar a poesia.
Felinamente escalaste o meu corpo
E bateste abrindo a porta do meu coração,
Explorando o bom dos teus miados
Maliciosos com os meus afetos delicados.
Pegaste este coração desprevenido
E agora deixando-o partido,
Presenteando com um silêncio imerecido
Este mal feito jamais será esquecido.
Não duvide disso,
O afeto foi enorme, e você desperdiçou;
Deixando tons e ritmos de saudades
Ainda que não fomos além do que foi dito.
Ainda eu tenho a chance de ser feliz
Eu hei de encontrar um amor mais bonito,
Que faça valer cada verso escrito
Construindo comigo um caminho para o amor infinito.
Escondendo o que eu sinto por ti,
Sou como a Lua ocultando Júpiter,
Todos me veem, e logo percebem:
que esse verso que escrevo é para ti.
Eu não deixo ninguém subtender,
Que sou como a Lua que de tanto esconder,
Não resiste, e sempre acaba por aparecer.
A minha natureza é como a tua,
Quanto mais a gente se esconde,
- mais o amor aparece.
De manhãzinha até o anoitecer,
- isso sempre acontece.
Todo mundo vê, qualquer um percebe,
Que eu adoro (você)!...
Talvez esses meus desalinhos,
E até falta de jeito,
É o jeito que tenho, tento e atento,
Para fazer o nosso amor a cada dia mais
- perfeito -
é o jeito que encontrei de tê-lo.
Sempre arrumo um pretexto, quero revê-lo;
Ir além, fazer carinhos e namorar em paz.
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