Versos de Carinho de Deus
O duro na vida não é saber que você não tem irmãos, é saber que mesmo os tendo, é ter a certeza de não poder contar com eles.
Agora o melhor disso tudo é saber que você tem amigos que estão do seu lado, tendo ações que você esperaria de um irmão.
Contradição
Folhas do outono
Tão paradas quanto o tempo
Sem rumo, sem dono
Se não fosse pelo vento.
Ah! O vento que arrasta minhas dores
Seca minhas lágrimas, leva letras aos leitores.
Sou a folha de outono
Sem rumo sem dono.
E a maldita hora
Para sempre marcará meia noite de outono
E eu não saberei dizer sobre o vento de fora
Ou qual folha hei de ser dono.
Homenagem
O Poeta
na floresta,
A Mãe
que o contesta
Lenta e minuciosamente.
Estão chorando
rios de água doce
e queimando
raízes de sangue branco.
Índio, onde Tupã está?
"Onde está meu verso Mãe?"
Na árvore de corpos, em seu coração.
Na natureza dos humanos
hei de encontrar a poesia
Esta nutrida de toda nação
Do lado de fora
Lá fora garoa...
possuo estes quadros empilhados
e esses tenros rostos em fotos de pessoas.
São a minha curta vida! os passos molhados.
Na vida, no lá fora, trovejaram tristes sonhos.
Tomo chá; perco a hora com poetas nublados risonhos.
O agora longíquo no tempo é uma epifania no presente,
o que é antigo (amor) conduz um raio vidente.
E floresce a janela com orvalho nas gotas.
Onde velar no mar um mar de memórias?
Já se enxurraram-se, na parede balançam soltas.
Lá fora, um vento; uma tempestade de histórias.
Carta de amor
Escrever cartas de amor:
símbolo do vulgo platonismo.
Escrito na guerra quando choramos calor
ou quando distantes estamos entre um abismo,
que separa meu coração
do teu, da dele, da tua.
Mas, por que me torturas, Platão?
Enquanto escrevo, para lá já é lua.
A saudade que existe dentro
talvez culpa da poesia
não sei porque me contento
com a comum dor da filosofia.
VALORES DO VERDADEIRO AMOR. ❤
Algumas pessoas não são totalmente felizes e realizadas, porque não se permitem viver "O" e "NO" AMOR.
1- Não se amam e se valorizam como realmente deveriam.
2- Querem, mas, não aceitam serem amados e apreciados como poderiam.
3- Acham, mas, no fundo não vivem na prática do amor pleno em Deus pois seus olhares ainda estão enraizados meramente no amor HUMANO e assim, não compreendem a extensão, a intensidade e as facetas do amor sincero.
Amar é uma dádiva de Deus.
Feliz é quem ama. Paz e bem, amém.
( I João 4, 7 e 8 )
RESQUÌCIOS
Resquícios do fim de tarde
tornaram as palavras invisíveis.
Secaram os olhos e os sonhos.
FLOR DE LUZ
Das cinzas nasce a flor do encantamento.
Beira do asfalto.
Cantinho iluminado.
Movem-se as areia do tempo.
Frágeis galhos abraçam o céu.
Vislumbram azuis em olhar infinito.
Pétalas brancas rescendem a sol.
Melodias dos lábios bailam ao vento.
Resplandecem doces devaneios.
Deixa-se colher por mãos repletas de nuvens.
E sonha.
Atitude
Já é o que se foi
Já foi o que se faz
Agora acabou
E não tem como voltar atrás
Muita gente ali dançou
Tentando um dia ser feliz
Mas pra isso acontecer
Tem que rebolar um pouco mais
E tentar fazer de uma vez
O que sonho nenhum desfaz
Por isso eu entrego nas mãos
A chave do mundo ao destino
Pra ver do que o menino é capaz
E se ele tiver um bom coração
Não serar jamais um cretino
Todo amor ele há de doar
E se precisar ele até refaz.
Domingo Ensolarado
Faça de mim
Um domingo ensolarado
E que não seja
Essa ordem o meu fim
Acordar de manhã na bandeja
Ou na mira de algum soldado
Faça de mim
Um domingo ensolarado
E que não seja
Esse não confuso do sim
A se esconder no copo de cerveja
E acordar de manhã do seu lado
Faça de mim
Um domingo ensolarado
E que não seja
Esse um querer sem estar afim
Á se arrepender numa peleja
Por tudo que se tem guardado
Faça de mim
Um domingo ensolarado
E que não seja
Esse qualquer jardim
Pra que você veja
E sinta também amado
Faça de mim
Um domingo ensolarado
E que não seja
Esse qualquer jasmim
Á que se corteja
Quando estar apaixonado
Faça de mim
Um domingo ensolarado
E que não seja
Esse qualquer latim
Á dificultar o que se deseja
Como um fio de linha enrolado.
Forasteiro
Chegou na cidade
Um estranho forasteiro
Ninguém sabe de onde ele veio
E qual seria a sua idade
Ele tinha um sotaque rasteiro
E no seu olhar uma certa maldade
Parecia esconder de todos
Uma grande verdade
E veio cantar de galo
Logo no meu terreiro
Chegou na cidade
Meio assim de repente
Parecia que cometeu
Alguma atrocidade
E veio pra cá
Esconder a sua mente
Forasteiro de cara amarrada
E coração valente
Diga logo quem é você, camarada
Ou vá procurar outro batente
Eu não te conheço
Nem você é meu parente
Você ver tudo ali
Mas nada que ver é meu
Eu ainda sou o mesmo começo
De uma estrada que se perdeu
E se na sua vida aventureira
Cada passo é um tropeço
Vá buscar em outro lugar
O que a sorte te escondeu
Pra que faça dela um bom lugar
E um outro recomeço.
Exagerado
Dizem que eu sou exagerado
Mas eu quero ver quem não é
Deixa ficar apaixonado
Pra ver se não beija
Até os seus pés
Exagero é o que se sente
Verdade é o que se representa
Nada te faz ficar contente
E a vontade só aumenta
Daí é que vem o exagero
Em querer te mostrar
Um pouco mais
As vezes parece loucura
E já não dar mais
Pra olhar pra trás
É um certo mal que não tem cura
E um bem que não acaba mais
Exagerado eu sei que sou
E pra sempre assim vai ser
O mesmo caminho que eu vou
Há de ser com você
Sou exagerado pode crê
E só quem sabe é quem já amou
Eu sou exagerado
E não tenho outra razão
Pra não ser assim
Parece ser engraçado
Mas não se brinca com o coração
Porque razão ele tem pra te amar
E motivo também pra sofrer
Quando um amor chega no fim
E o coração é despedaçado.
A Ponte
Por cima daquela ponte
Muita gente tem passado
Eu só não sei o que se passa
Pra tanta gente ela ter suportado
Não é pelo peso da roupa
Quando a mulher vai pra fonte
Nem pela barriga cheia
Do menino que come a sopa
E depois enche os bolsos
Com pedrinhas lá do monte
É pelo peso lá da cúpula
Que nos obriga e nos ocupa
Deixa a mente encabulada
E por quase nada faz intriga
Quando esses pés pisam na ponte
Eu não sei porque ela não desaba
Talvez porque ela seja tão forte
Ou esse mundo nunca acaba
Não sei se chama isso de sorte
Ou de grande sina macabra
Que nos faz berrar até a morte
Como se fosse uma cabra
Por tudo isso eu já não sei
Como essa ponte suporta
Tantos pés á inibir essa lei
Como quem chuta uma porta
Com tanta força amarrada
Presa á nossa revolta
Com tantos pés na enxurrada
Implorando quem solta.
A Resposta De Um Silêncio
O silêncio me ensinou
Ter respostas pra tudo
Desde o milênio que passou
À essa geração sem estudo
Não se constrói uma nação
Só com braços no ar
E pernas no chão
É preciso que haja
Um pouco mais de cintura
Se quiser alcançar
E chegar à sua altura
É preciso que haja
Um pouco mais de perdão
E sobretudo
Um pouco mais de doçura
Liberdade é fundamental
Pois é ela quem faz
O nosso corpo dançar
E esconder a nossa loucura
É preciso que saiba
Que todo mundo é igual
E sobretudo que haja
Um pouco mais de compaixão
Pois é ela quem traz esse amor
Que invade o seu coração
Como a notícia que dar no jornal
E a beleza que traz uma flor.
A Vida E A Morte
Porque a vida
É mais curta
Que a morte?
Se as duas chegaram
Juntas no mundo
Uma mostrando
Que viver é uma sorte
E a outra querendo
Provar que é mais forte
Por quê a vida
É mais curta
Que a morte?
Se as duas chegaram
Juntas no mundo
Uma te furta
Quando vai embora
Deixando por dentro
Um profundo corte
Por quê a morte
É mais certa que a vida?
E se viver é uma sorte
Ela tem andado meio destraida
Porque a estrada já nasceu torta
E a vida uma grande iludida
Por quê a morte
É mais certa que a vida?
E se viver é uma sorte
Por quê existe a despedida?
Se o amor já nasceu pobre
E o coração uma grande ferida
Mais cedo
Ou mais tarde
A sua alma descobre
E não precisa estar despida
Nem ser ela assim tão nobre.
Dom
Todo mundo
Tem um dom
E sempre da voz
Pra aquele que não tem som
Todo mundo
Tem um dom
E há de pintar
Essa vida de verde
Em vez de marrom
Todo mundo
Tem um dom
E isso não é nada comum
Não é estranho
E nem pra ter medo
Pois ele é só mais um
Á apontar o dedo
Mas no fundo também
Acha isso tão bom
Todo mundo
Tem um dom
E com ele há de ir mais além
Destacando-se na multidão
Feito uma mulher
Que se encantou por alguém
Quando ela chega
Te acenando a mão
E com a boca pintada de batom.
Caminhos Da Escola
Escondam a coca-cola
Da boca desse menino
E mostrem pra ele
O caminho da escola
Se ele não quiser
Passar a vida inteira
No sinal pedindo esmola
Leia o jornal pra esse menino
Pra que ele entende
A verdade profana da rua
Fale pra ele desse cruel destino
E que amanhã
Essa mesma manchete
Também pode ser sua
Dê pra esse menino
Lápis e papel
Antes que o destino
Vem e te faça réu
No breu malino
Desse aranha céu
Mostre pra esse menino
Que esse mundo tá cheio
De homem mal
E se te pegam na rua
Em vez de estar
A brincar no recreio
Já é chamado de marginal
E o que te acontece depois
Eu até receio.
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