Versos de Amor Autor Desconhecido
O amor é chama que acende corações vazios, alegra mentes cansadas, iluminando todos os dias de sua vida.
O amor é mais do que dinheiro, é mais do que as posses e qualquer riqueza que vocês tenham. Amor é algo que brota do coração de Deus para o nosso coração humano.
Disseram-me que sou toda amor... pois antes ser amor... que morrer sem saber o sabor de ser amada...
Assim como te amei... amei uma só vez! Dizem que cada amor é diferente... mas o amor que por ti devotei... este ninguém mais tem!
O importante não é ser AMADO, mas saber AMAR! Ser amado pode vir a ser um reflexo do amor que você propaga, mas não o é obrigatório, pois sentimento não se cobra, ou você sente ou não sente. Ser amado vem da capacidade do outro de amar, você não controla. Por isso, o mais importante é desenvolver a sua máxima capacidade de AMAR, pois é isto que o tornará alguém mais feliz e completo.
A gratidão olha para o passado e o amor, para o presente; já o medo, a avareza, a luxúria e a ambição têm os olhos no que está por vir.
O abraço carinhoso de um filho ou uma filha é uma das coisas mais gostosas e gratificantes da vida...
O PRIMEIRO BEIJO
O beijo é uma isca
Experimente-o ligeiro,
Como quem belisca,
Se arrepia o corpo inteiro
Ou se sai apenas faísca
O momento é prazenteiro.
Depois, pode seguir á risca:
Ninguém quer só o primeiro,
Quer experimentar tudo... Por inteiro.
APRENDIZADO PELA DOR
Não se cobra, não se exige qualquer tipo de sentimento.
A Vida já me vinha ministrando esse ensinamento.
Todavia, não fui bom discípulo,
Repeti a lição, mais que o triplo.
E a Mestra de todos os viventes
É especialista em didática,
Para cada discípulo, coloca um método em prática.
Para os discípulos várias vezes repetentes,
Ela usa o método “chorar e ranger os dentes.”
Nunca exigi amor de uma mulher
Ou de outra pessoa qualquer;
O mais nobre dos sentimentos
Não é para um Ser pobre de sentimentos.
Mas, quando, a alguém dedicava amizade,
Exigia retorno na mesma intensidade.
Tive de perder boas amizades,
Afastar de mim, pessoas especiais de verdade,
Para aprender que não se exige sentimentos,
Nenhum tipo de sentimento;
Eles são livres como o vento,
Que “sopra onde quer.”
Tão grande foi a dor que senti,
Na última lição que vivi:
Valeu-me como Exame Final;
Agora é Saber indelével em meu cabedal
SER INEXPLICÁVEL
Sou como sou, porque,
um pouco:
A Vida me lapidou.
Um pouco:
Meu sangue herdou.
Um pouco:
O meio, a época marcou.
Um pouco:
A evolução se realizou.
Um pouco:
É o que se estagnou.
Um pouco:
Nunca se explicou.
Um pouco:
Minha livre escolha optou.
Falou, falou,...
E nada explicou.
Afinal, por que sou
O que sou?
Por que sou
como sou?
CALMA AÍ!
Vivi até hoje
Com sofreguidão
Agora a vida
Me impõe lentidão
Vivi até hoje
Com avidez
Agora as coisas
Vão de vagar
Uma de cada vez.
“VOCÊ É COMO EU SONHAVA”
Depois que te conheci,
Parece que todos os poemas
Que escrevi
Foram escritos para ti!
Depois que te conheci,
Todos os olhos que vi,
Esqueci!
Só tenho olhos para ti!
DESENCANTO
Meu quarto outrora,
Habitava sonhos encantados – hoje,
Pesadelos (sombras de sonhos não realizados)
São meus anfitriões, aguardando-me
No limiar do meu sono de desencanto.
Meus pensamentos, que outrora
Deslizavam audazes e intrépidos
Através de minha boca,
Hoje se recolhem e só viajam
Por suas confidentes estradas secretas.
O que me constitui transformou-se
Numa silenciosa montanha
Aguardando a passagem do tempo,
Na certeza de que forças ocultas corroem-lhe a base,
Preparando-lhe a queda final.
O que guardo de belo em mim
São flores de cacto na aridez
Do deserto em que me tornei,
Castigado por “fenômenos climáticos”
Das minhas experiências de vida.
O que ainda me alenta
É a possibilidade de ter sido inventado,
E vivido e sofrido e usado,
Por um engenhoso e mágico inventor
Que saiba e queira e recicle
Os farrapos que sobraram de mim,
Quiçá até queira dar brilho novo
À luz que outrora
Fulgurava em meus olhos
EVOCAÇÃO
Vem a mim, ó alegria!
Quero escrever-te em poesia.
Vem a mim, ó felicidade!
A tristeza já vai tarde.
Vem a mim, ó otimismo!
Dei um basta no velho pessimismo.
Vem a mim, ó esperança!
Quero fazer-te música para dança.
Vem a mim, ó fé!
Viver na dúvida não dá pé.
