Versos de Amor Autor Desconhecido
O amor, o apego, o sossego...
Das almas calma...
É o meu o canto...
Vieram hoje dizer-me mentiras a meu respeito...
Diga lá companheiro...
Mostre-me o que tem no peito...
Só quero hoje a verdade...
Despida de vaidade...
Mentiras, fora daqui...
Deixai-me à vontade...
Vontade de sono no corpo...
Vontade de não saber de nada...
Apenas vontade...
De ficar longe das maldades...
Não sei aonde vou...
Nem vejo o que persigo…
Sou só um momento...
Deixai-me ser como sou...
Mistério alegre e triste...
De quem vive à parte...
Seguindo...
Sem temer as tempestades.
Sandro Paschoal Nogueira
Assim se desenterra toda a sede...
Todo o amor...
Todas as noites...
Uma a uma...
Toda a luz de cada dia...
E o meu coração que a ti espera...
Se alegra enquanto definha...
Vejo coisas que nunca antes tinha visto...
Coisas que sempre soube mas que nunca quis olhar...
Tão certo que me aperto...
Que meu mal tanto me dura...
Vou mais fora de caminho...
Sem ti vou tão deserto...
Recantos escuros, em segredo...
Atrás das sombras que me procuram...
Desiludido ainda me iludo...
No que meus olhos mais indagam...
Pelas palavras que nunca disse...
Pelos gestos que me pediste...
E com este cuidado todo...
Perco de vista o meu ser verdadeiro...
E bem sabes...
Que até me ignorando...
Sou teu...
Por inteiro...
Sandro Paschoal Nogueira
Como queiras amor...
Como queiras...
Entrego a ti todo o meu abandono...
Tudo quanto espero...
Tudo quanto sonho e desejo...
Toda minha loucura...
Todo meu desespero...
A chama estremece...
No momento em que os deuses invejam e concedem...
A ventura e o castigo...
Por tudo que vivemos e sentimos...
Ao amor que tomou posse...
De coração que já não mais sossega...
Há um fogo que devora…
Que me devora a mim...
Rendido pela paixão...
Tendo começo...
Não tendo fim...
A paixão traz a dor...
Quem é que se acalma nessa estranha brincadeira de gato e rato?
Nesses pensamentos e gestos todos emaranhados?
O teu tempo ao meu se seguirá...
Encontrarás aqui o amor tranquilo?
Tão triste estou na noite escura...
Sem levar nos olhos meus...
O teu derradeiro olhar...
Sandro Paschoal Nogueira
Eu não sofro, meu amor...
Espero-te apenas...
Os ventos me arrastam...
Não é fácil amar o vencido...
Amo e não sou amado...
Onde hoje me sentei a perguntar...
Que sortilégio a mim próprio lancei?
Tenho esta contemplação...
Mas não chego a desfazer...
Das velhas ilusões que achei no meu caminho...
No desolado coração...
O vácuo mudo adormece o meu pensamento...
Porque na noite, farto de sofrer…
Interrogando o destino...
A sua sombra escondida...
Procuro e não encontro...
E perante esse abismo...
Da única realidade no momento possível...
Escondendo os meus gritos...
Continuo a te esperar...
Sandro Paschoal Nogueira
#Flores...
Hoje me vesti de #flores...
De amor vivido...
Vagando entre o real e o imaginário...
Sonhos postos de lado...
Tanto por mim sentido...
Perdidos no amanhã...
Pus um sorriso tímido ...
Um brilho no olhar...
Pelas ruas de pedras azuis...
Suspiro pelo que hoje ponho-me a buscar...
Que o meu coração não me impeça de ir além do horizonte...
Abrir minhas asas e voar...
Para bem longe...
Que a felicidade não me doa...
Sempre e tanto, a ponto de assustar...
Somente assim ...
Poderei lhe amar...
Que eu possa sempre contemplar os céus...
E nele querer estar junto com você...
E se eu um dia qualquer sentir a tristeza...
Que ela não me tire a clareza...
Não se sem aposse de minha alegria...
Não me tire o gosto da vida...
Se eu for abandonado pelo seu amor...
Trazendo ao meu espírito grande dor...
Que esse abandono...
Não seja para sempre...
Eterna companhia...
Sandro Paschoal Nogueira
#Este #é #um #poema #de #amor...
Que te ofereço em forma de flor...
Talvez tu possas entender...
Todo o meu bem querer...
Já está declarado e estampado...
Para ti todo o meu cuidado...
Vim para te amar neste mundo...
Tecer flores sobre o próprio coração...
Meu espírito é sol neste dia...
Te quero bem...com alegria...
Me dê sua mão...
Peço perdão por te amar de repente...
Mas quero que saibas...
Enquanto os céus existirem...
Amarei eternamente...
Por tudo o que me deste...
Um pouco de ternura...
Me apaixonei por um olhar...
A vida passa num instante...
E um instante é muito pouco para te amar...
Nada é pequeno no amor...
E para você...
Inteiro me dou...
Sandro Paschoal Nogueira
O dia seguinte ao do amor
Quando a luz estender a roupa nos telhados
E for todo o horizonte um frêmito de palmas
E junto ao leito fundo de nossas duas almas
Chamarem nossos corpos nus, entrelaçados,
Seremos, na manhã, duas máscaras calmas
E felizes, de grandes olhos claros e rasgados...
Depois, volvendo ao sol as nossas quatro palmas,
Encheremos o céu de voos encantados!...
E as rosas da Cidade inda serão mais rosas,
Serão todos felizes, sem saber por quê...
Até os cegos, os entrevadinhos... E
Vestidos, contra o azul, de tons vibrantes e violentos,
Nós improvisaremos danças espantosas
Sobre os telhados altos, entre o fumo e os cataventos!
Menina pequena aventureira,
Risonha e de esquerda
Ama as flores e os animais.
Cuida do seu amor com tanta paz.
Me fale sereia dona do mar, aonde tu queres chegar? Se numa única prosa ingênua e delicada ou no fim do mundo sem freio de ser arrebatada.
Coisas acontecem a mil,
Sensações surgem e desaparecem em um piscar dos olhos. Buscando algo novo em um cantil de sentimentos, aonde o autor não sou eu e sim o meu livramento.
o doce das flores seduzem as abelhas.
O amor dos pássaros atraem o perigo.
A paixão dos felinos persuadem suas presas e o gostar do eu-lírico alicia ainda mais seu amor por escrever.
Quanto mais intenso for
a dúvida sobre o amor,
Mais vasto será a certeza
de que é pouco o tempo
de aproveitá-lo...
Só percebemos o valor da água
Quando a fonte seca
E no amor é a mesma coisa
Talvez ele esteja em sua frente
As vezes não conseguimos enxergar
Quando percebemos, muita água já rolou,
aí já é tarde
O que fica é um coração partido
Cheio de saudade
o que é o amor ?
O amor é o cuidado, é escutar o que outro tem pra dizer, é o ato de se preocupar como o outro está se sentindo.
Eu aprendi no amor esperar. No prazer me deliciar. Na cama com carinho uma pele masagiar. Aprendi a amar sem interrupções. Onde só o sim se ouve. Nada pela metade ou pedaços. Aprendi a dar e receber amor por completo. Olhos. Boca. E coração tudo numa só junção na mesma função. sou de fazer amor como amar um amor. Aprendi a ser o prazer repleto de prazeres. Não a não. Tudo fica por conta da imaginação. Não existe não talvez ou porquê. Será do começo ao fim apenas o som da palavra sim. Assim me guio na forma mais linda de fazer amor. Assim sou e serei com o meu amor.
A única prova de amor existente e verdadeira é aquela que não proponha exigência. Porque o amor resistente é aquele que a tudo supera e se doa por inteiro. O amor duradouro é aquele que permanece por uma eternidade. E quem ama. Ama por uma intensidade de motivos sem limites.
Jose A Nascimento
Deixa-me prova meu amor a ti. Me deixando livre pra ir em todas direções. Mais sempre retornando a um coração onde só tenho amor pra entregar
Jose A Nascimento
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Ao fim da luz, a alma exausta e cega,
Cobra o afeto que o outro então lhe nega.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando o afeto qual vulgaridade.
"Dai-me atenção", o peito assim implora,
Como um mendigo que lamenta e chora.
Lembrar ao outro que inda estamos vivos,
Torna os amantes míseros cativos.
Rogar carinho, suplicar clemência,
É o triste fim de toda a inocência.
Porém, se é lei pedir, já tudo errou-se;
Não há decreto que o faça mais doce.
Se o bem-querer não nasce por vontade,
Qualquer esforço é pura falsidade.
Rasgo, portanto, as folhas da ilusão,
Não sou o banco de outro coração!
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Ao fim da luz, a alma exausta e cega,
Cobra o afeto que o outro então lhe nega.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando o afeto qual vulgaridade.
"Dai-me atenção", o peito assim implora
Lembrar ao outro que inda estamos vivos,
Torna os amantes míseros cativos.
Rogar carinho, suplicar clemência,
É o triste fim de toda a inocência.
Porém, se é lei pedir, já tudo errou-se;
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando afeto como vulgaridade. "Dai-me atenção", o peito assim implora,
Lembrando ao outro que ainda estamos vivos.
Mas tal súplica torna os amantes cativos,
Rogando carinho, suplicando clemência —
É o triste fim de toda a inocência. Porém, se é lei pedir, já tudo errou-se;
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
