Versos de Amor Autor Desconhecido
Sente-se, vamos tomar um café?
Por aqui, senhor, por aqui...
Luz dilacerante no olhar
Som encantador dos trilhos quentes
Olhar de despedida...
Embarques e desembarques
Aglomerados, dispersos, sonhadores
Orvalho dos olhos nos dedos
Marcam uma história sem segredo
Malas cheias, tudo pronto
Deixando para trás um cordel de ilusões
Arrependimento? Medo? Que nada!
Na próxima estação, novas ilusões virão
Banco macio, janela aberta...
Pai? Mãe? Vocês aqui?
Ora! O próximo trem só na outra vida.
O amigo sabe a arte de fazer sorrir e tem o dom de consolar.
O amigo lê a alma, conhece o outro pelo olhar.
É amigo quem passa no teste de reconhecimento de fraternidade pelo DNA:
o Dom Natural da Amizade.
Amigo é um irmão por escolha do coração.
Mãe, amiga especial.
Todas as pessoas
Que Deus colocou em meu caminho
Todas são importantes pra mim
Mas há alguém que está sempre comigo
Se está tudo bem
Se tudo está mal
É quem me deseja sempre o melhor
Minha mãe, minha amiga especial
Meu amor por você não vai acabar
Nem a distância vai nos separar
Agradeço por tudo o que fez por mim
Pelo carinho e os cuidados seus
Conte comigo todo momento
Mamãe, você é um presente de Deus
Sei que sou criança
E ainda vou crescer,
Mas comigo vai crescendo
Meu amor por você
Enquanto as pessoas se preocupam
com a opinião das outras sobre elas,
deixam de usufruir momentos preciosos de vida,
esforçando-se para desfazer uma imagem que,
absolutamente, não corresponde ao que de fato são.
Energia e tempo desperdiçados, apenas isso...
Cika Parolin
Restringe-se para precisar, mas perde-se pela precisão quando se alcança o oráculo da especialidade
(Do texto "A imprecisão resolutiva e uma lição de Heisenberg")
SER MÃE *** Poetetra desafios da alma 35 ***
Ser mãe, sincera felicidade
Tristeza quando não há maternidade
Mas adoção maravilhosa solução
Vivendo todos em cumplicidade
SER MÃE *** Poetetra desafios da alma 35 ***
Ser mãe, sincera felicidade
Tristeza quando não há maternidade
Mas adoção maravilhosa solução
Vivendo todos em cumplicidade
Ser alma beleza apaixonada
Por vida presente abençoado
Toda relação completando ser
Ser lágrimas puras dedicando
Ser mãe, única compreensão
Quando todos vão embora, acalento
Não abandona fica rezando
Pés da cama, doença, insistente
Mesmo perdendo a fé, recuperação
Céus e terras, buscando, movimentando
Sabedoria e amor, paz consolo
Torcendo com alma, motivando
Mãe mulher divina abençoada
Sempre no cuidado simplesmente
Almas pequeninas, dependem vidas
Vidas cruzadas na luz intensamente
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Resta-me dizer que, de Charles Richet a Feyerabend, de uma época a outra, o inabitual tece um susto acadêmico; e o que dizer atualmente, se o susto ainda existe?
(Do texto "O inabitual como susto: De Feyerabend a Charles Richet")
"Te odeio"
Te odeio profundamente
E sabes bem o porquê!
Quero pular de um avião
Do que falar com você.
Ao invês de apertar tua mão,
Prefiro apertar um espinho,
Se um dia me ver na rua,
Por favor, mude o caminho.
Só em ouvir tua voz,
Faz ferver meu coração.
Você não merece nem
Um pouco de minha atenção.
Se te vejo de longe,
De raiva a alma transpira!
Não quero nem respirar
O mesmo ar que respira.
Te odeio intensamente
E muito mais te maldigo,
Prefiro ir à sepultura,
Do que falar um dia contigo.
Pentecoste/CE
O menino corre, pula,
O menino, ele tem a pele escura,
Ele corre e pula, mas sozinho,
Pois ninguém quer brincar com o escurinho.
O menino vai pra casa, chora,
Chora e se pergunta, porque comigo?
Porque ninguém quer ser meu amigo?
Mas que vida injusta!
A vida é injusta? Eis a pergunta,
Porque ninguém quer ser amigo do escurinho?
Só por ter a pele escura, isso lá é motivo de tal tortura?
Ele também é gente, ele também sente.
Solidão, triste solidão,
Ela cria um enorme buraco no peito,
O qual só se preenche, no leito
No leito de morte, mas veja que sorte,
Você não passa por essa tortura, então pense duas vezes antes de desprezar quem tem a pele escura.
“As vezes levamos umas porradinhas da vida, balançamos e cairmos de pé, outras; caímos “em si”. E assim o ringue da vida segue intimando... “
Pastora Meracilina (ATAB)
Preciosos segundos de paz...
sonhava que estava a sonhar,
onde todos seus desejos poderia realizar,
chegava ao fim de todas suas dores
que alimentavam uma dor profunda,
ao menos uma única vez,
encontrar o dia de não olhar pra trás,
cronologia das marcas de amarras e âncoras,
dos medos que sempre o impediram de ir
a todos lugares com gentes de todos os cantos do mundo,
em que as lágrimas de sofrimentos se transformariam
em rios d'água cristalina a desembocar no mar,
aonde tudo se transmuta, numa espécie de magia,
os vestígios permaneceriam, não mais para lembrar e sofrer,
mas para lá buscar a energia sem fim,
sutil, delicada, a do amor que cresce seguro,
fechando feridas que não param de sangrar,
aquietando mente e coração ansiosos,
apropriando-se de preciosos segundos de paz...
Tempo...
...tive uma conversa amistosa com o Tempo e acordamos,
aceito a deleteriedade do corpo,
os cabelos brancos, não importa quantos,
as limitações no andar,
todas as rugas no rosto,
a audição, visão, tato, olfato e paladar precários,
mas, preserva-me a lucidez,
um mínimo de independência e autonomia,
a imprescindível sensibilidade para não ferir ninguém,
que possa perdoar e pedir perdão,
sentir alegrias, tristezas e amor,
derramando assim, espontaneamente,
as lágrimas que aliviam,
o completo desapego de tudo que não me fará falta
na vida que se seguirá,
aceitar e sofrer a indiferença sem o ser,
reconhecer os velhos amigos e,
por fim,
que tenha a humildade,
que me permita uma serena desconstrução e reconstrução a cada novo
saber, até o último suspiro, ainda com todo o amor...
Silêncio...
O silêncio suscita,
uma mera expressão de desprezo,
se passa indiferença, com certeza doída, deixa ferida,
não duvides, quiçá um grito de socorro,
talvez um medo que paralisa,
muitas interrogações,
acusações, cumplicidade
ou um carinho,
uma das mais puras expressões de amor,
quem sabe um apelo,
mas, por certo,
acredite,
não será jamais
apenas silêncio...
Algo ainda a fazer...
sinto ainda o cansaço e o desânimo,
forças invisíveis ameaçam alguns poucos sonhos,
sussurram insistentemente,
chega, não dá mais,
o tempo de hoje e de amanhã,
totalmente incerto,
se ainda está em aberto,
é porque há algo ainda a fazer nessa vida,
está comigo desde sempre,
a percebo viva,
em muitas das vezes, de tão perto,
inspira o quê, quando, aonde e o porquê,
outros sons trazidos pelo silêncio,
estão a dizer,
continue a olhar, sentir e
escutar...
Reflexões para velhos de amanhã...
Quem serei velho?
Quem estarei velho?
Quando serei velho?
Quando estarei velho?
Como serei velho?
Como estarei velho?
Onde serei velho?
Onde estarei velho?
Quem serei nesse lugar?
Quem estarei nesse lugar?
Quando serei nesse lugar?
Quando estarei nesse lugar?
Onde serei nesse lugar?
Onde estarei nesse lugar?
Terei lugar nesse lugar?
Terei nome nesse lugar?
Nenhum tipo de onde, como, quando, quem e ter deveria preocupar ninguém,
Nem o recém-nascido,
Nem a criança,
Nem o adolescente,
Nem o jovem adulto,
Nem para o adulto velho?
Será sofrido para os velhos enquanto os escondermos e deles nos esquecermos...
Apenas humano...
Sem que ela percebesse, eu chegaria de mansinho, delicadamente e com todo o carinho me achegaria no mais fundo do seu coração, dele retirando tudo o que a machucou, curando todas e quaisquer feridas que ainda existam, a começar pelas mais antigas, por mínimas que sejam.
À memória ruim eu daria um jeito de apagar, deixando apenas o seu ensinamento, ainda aprendemos mais com a dor.
Pediria que ela sorrisse sem receio abrindo espaço para um novo registro de paz, carinho e amor.
Longe do preceito de que todos somos obrigados a ser "felizes", como se fosse um produto disponível nas vitrines dos megashoppings, eu lhe diria para ser feliz naturalmente, sabendo que por certo surgirão momentos acompanhados de sofrer.
Quando se pensa que hoje não há mais segredos, talvez possamos entender que a maior utopia é sermos apenas humanos, com muitas contradições, melhor que assim seja e sem culpa.
Segredos que não nos pertencem...
O outro é um universo a ser explorado, conhecido, para tanto há que se ter paciência, carinho, acolhimento, e só será possível se ele assim o permitir.
Nenhuma pessoa tem o direito de devassar o interior da outra, ainda que se pense que será para ajudá-la.
Mal sabemos de nós mesmos porque, em geral, ficamos na superfície do que e do porque somos e o que fizemos.
As muitas construções que nos moldaram ao longo do tempo, em uma jornada de incertezas, descobertas e medos, nos pertencem.
O que há em nossas entranhas só descobriremos se o quisermos, daí a partilhar, só se for com alguém especial, que nos queira bem e nos inspire absoluta confiança, com uma dose dupla de amor e sinceridade.
Se formos escolhidos por alguém que queira e precise dividir seus segredos que tenhamos muito cuidado com o que soubermos pois, ainda assim, não nos pertence.
Sem machucar
falar de sentimentos, dos mais simples,
ou os mais íntimos, parecem incomodar,
vigiar a própria sensibilidade e
ceder a esse mundo impessoal
e performático é aceitar amarras ao que é puro,
um olhar mais atento à natureza escancara
a delicadeza e beleza num minúsculo ponto da
terra, da água, do céu e de quem está ao lado,
podemos sim admirar, tocar e amar,
sem machucar....
Onde andará...
Desde ontem eu sei,
Não posso reclamar, escolhi sem brincar,
Deixei o coração assumir, tomar conta,
Saudade teima em voltar,
Onde estão o suor frio e as pernas a bambear,
O trêmulo sussurro juntinho ao rubor da face acanhada,
Aquela rua,
A sessão de cinema e o sorvete depois,
As promessas ante o primeiro olhar de ciúme,
O primeiro beijo e nossos olhares encabulados,
A despedida de quem queria ficar...
Onde andará? O que será?
Cura...
É difícil se isolar do passado sem com ele se reconciliar, seguir adiante carregando densas lembranças, muitas das vezes registradas de formas equivocadas em função da idade, da inexperiência ou do medo, beira à impossibilidade, ainda que inconscientemente.
Algumas pessoas (nós mesmos) e suas ações, permanecem em nosso íntimo e teimam em reclamar quando pensamos tê-las esquecido.
Ainda que difícil, quase insuportável, remexer em feridas ainda abertas é uma forma de cura, isso só é possível quando nos dispusermos a admitir que é preciso parar, voltar para poder seguir adiante, mais confiantes e seguros, sem medo de errar.
