Versos de Amor Autor Desconhecido

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O amor mais obcecante para alguém é sempre o amor de outra coisa.

O começo e a terminação do amor defrontam-se uma à outra, como enigmas.

O amor é como as epidemias: quanto mais o tememos, mais expostos a ele estamos.

Por mais descobertas que se tenham feito nos domínios do amor-próprio, ainda ficarão muitas terras por descobrir.

Qualquer amor encerra um abismo, que é o prazer.

Muitas vezes o amado desencadeia a força lentamente acumulada no coração daquele que ama. O amor é uma coisa solitária. É esta descoberta que faz sofrer.

O amor lança fora o medo, porque o medo produz tormento. Aquele que teme não é aperfeiçoado.

Amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus.

Fugi do fogo para não me queimar e fui cair no mar, onde me afogo.

Deus não é o autor das nossas quedas, porém Ele permite que elas aconteçam, para que possamos estender nossa mão e levantarmos juntos com os que já estavam no chão.

Só deixa saudades quem foi amor, mas só tem saudades quem ama. Saudades, sim. Tristeza não.

O amor tem frequentemente o rosto da violência.

Desculpe amor. Prometi que iria te esquecer, mas me esqueci da promessa que lhe fiz.

A magnitude de ser humilde é poder cultivar, em paz, o amor com as próprias mãos.

Dão-me pós, comprimidos, banhos, injeções, clisters, quando tudo o que eu preciso é amor.

Nostagia de um amor que me animasse. É isso que me torna desajeitada, a falta de prazer. Desejo de amor. Desejo de amar.

Onde há amor, nunca é realmente escuro.

Você pode estar sozinha nesse momento, mas algum dia, você definitivamente achará compenheiros! Ninguém nasce neste mundo para ser completamente sozinho!

A certos respeitos, aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei; mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta, e, de memória, conservo alguma recordação doce e feiticeira.

Machado de Assis
Dom Casmurro (1899).

Para demonstrar o erro era preciso alguma coisa mais do que arruaças e clamores.

Machado de Assis

Nota: Trecho do conto O Alienista (1882).