Versos de agradecimento

Cerca de 8847 versos agradecimento Versos de

Como peixes correm na água
palavras correm num poema
pensamento acima
ocorrem versos livres na rede
correm pra cena

No tecido dessas frases
sobre a haste desses versos
a poesia tremula inquieta
a bandeira da leitura
no poema que mais
esse vento completa




(Leonardo Mesquita)

Mude uma palavra de um poema alheio
Cultivando-a em versos próprio
Ponha-a para tomar olhares


Regue-a compartilhado


Quando olhares neles pousares
Leve pelo açúcar que há
Levará na orelha


Versos


Mude palavras


Cultivando...


Salve a poesia incendiando o pensar


Esse grito queimando
Pede iluminar


Cultivar palavras
Para educar


E não arrancar do
Coração a moral da história


Vai xandão salva a Amazônia


Plant/ e boca é tigela e açaí


(Leonardo Mesquita)

Criar versos para ter tempo pra babar
a beleza da linguagem.
Como as palavras são capazes; aqui são um pensamento, em outras frases outros...
Olhar olhar elas causando pensamentos só porque elas podem
Olhando os traços parecendo que em
vez de tinta na caneta o poeta tinha mel; mais uma olhada, uma olhadinha nada de boba...
Tirar uma casquinha não custa nada
-- ah linguagem -- tu passa balança os sentidos de qualquer jeito não importa a palavra...




Leonardo Mesquita

Palavras são letras empregadas
Frases são palavras bem empregadas
Versos são emprego de pensamento
Pensamento é cair em si
Final de estrofe letras em caixa


Saca essa...
Ganhe criatividade de poeta
Gaste vocabulário
Saindo daqui...
Com os bolsos cheio de letras...




Leonardo Mesquita

Uma ideia leve e graciosa
Pintando a mente — flor
Na cor que esses versos
Lhe chega ao gosto
Leitura que pincela um
Rosto em tela — verso epousa
Letras que sabor
Graciosa a mente fica
Pelo gesto de olhar
Com amor
A ideia leve e graciosa
A imaginação é — flor
Que desabrocha
Com o brilho do leitor
Exalando como
A mais — a mais
Palavras com sede
Sede de como
Como — flor






Leonardo Mesquita

Vou te enrolar com versos
mas nessa tu vai ganhar
é só ler esperto, e ganhar vocabular
não é palavra nova ou velha — difícil,
daquelas que não ajuda a pensar
em vez de correr pro dicionário,
desenrola o teu jeito de falar
cá olhando os versos descendo
os degraus com um valor
difícil de largar — não é verbo
para conjugar: olha só
vou te pagar; pega esse poema
ele vale quantas palavras?
eu não sei — põe ele na conta
se essa tu pode sacar!


(Leonardo Mesquita)

Palavras voam em bando e terminam em versos,
elas vêm e passam sobre do que se tratam e vão....
o caçador calcula o ponto do pouso...
ele quer palavras pra poucos...
quando ele tem uma na mira
só atira se ela cai bem
no verso...




(Leonardo Mesquita)

É nítido que há muita alma nos seus versos. Só espero que, por trás do escritor genial, a pessoa saiba que nenhum fardo precisa ser eterno e que o isolamento não é a única forma de proteção. O papel aceita tudo, mas se um dia precisar de um par de olhos humanos para ler o que não vira poesia, estamos aqui. Continue escrevendo, sua voz é potente."


(Marilene lira)

⁠A esquerda tem o dedo podre para escolher ídolos: quebre esses versos na cachola, coloque a data de hoje 15/09/2026 a gosto...




(Leonardo Mesquita)

Minh’alma calada
Trancada numa escuridão tranquila
Mentalmente escreve versos
Descrevendo histórias que não duram nada

Pensamentos que divergem de si mesmos
Tardes de alegria, noites de saudade
Saudade de manhãs que só choviam
Monstros e fantasmas
Que assustavam bem menos que a vida lá fora

Nem mesmo a escuridão de agora
Jamais a trocaria por sorrisos do passado

Minh’alma está calada
De andar pelo mundo
Conhecer a vida e receber sorrisos
Hoje escreve versos solitários
Briga consigo mesma

Não sabe responder se está feliz
Se um dia, alguém lhe perguntar se está em paz
Essa resposta ela tem
Tem, mas não revela nem pra mim.

Edson Ricardo Paiva

O baluarte deste poema não denota versos vãos; Patrícia,
anda, é agora,
nosso filho tá pra nascer.
Eu lhe amo e sou meio insano
como o metal
que nada pode deter; O que mais gosto de ti
é quando me faz carícias
e fere o fogo
de chão
sem piso.

Haicais para Brasília




Neste horizonte,
há curvas do arquiteto:
planalto em versos


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Concreto e verde,
tesourinhas que dão nó,
céu e cobogó


_____________________


Planos em recorte:
seu lindo abrir de asas
em sul ou norte






(Fernanda Santoro)

Os poetas já estão censurados,
já, já, não poderemos mais falar de amor,
no lugar de versos apaixonados,
falarão apenas de ódio, guerra e dor!

Esparjo os meus versos
entre lençóis bordados
com pétalas de lua
e folhas de estrelas..


e enquanto o olhar suspirante
do oceano captura a minh'alma
o céu boceja poesia...
✍©️@MiriamDaCosta

Um círculo vital
exala a energia
de emoções coloridas
em mim...


E eu,
arqueira de versos
absorvo o arco-íris
e lanço palavras
matizadas com a poesia...
✍©️@MiriamDaCosta

Chuva de cores
irriga os canteiros floridos
da minh’alma...
e versos perfumados de luz
germinam de mim...


Uma chuva de cores me invade,
despeja sementes de poesia
sobre os canteiros secretos
da minh’alma inspirada ..
E então, de um lugar que nem sei nomear...
brotam versos, vivos, intensos
e nutridos do perfume
que só a emoção derramada sabe ter...


Cai sobre mim uma chuva mansa de cores,
tocando, com delicadeza antiga,
os canteiros floridos da minh’alma...
E é nesse gesto sutil do céu
que nascem meus versos:
docemente perfumados,
como flores noturnas
que se abrem ao clarão do luar...
✍©️@MiriamDaCosta

Os versos dos poetas
são unguentos sagrados
derramados em silêncio
sobre corações cansados
de atravessar o tempo.


Tocam onde as palavras comuns
não alcançam,
curam fendas invisíveis,
acendem pequenas luzes
nos templos da memória.


Ah! As palavras poéticas
das almas aladas
( sacerdotes do indizível )
são sopros de eternidade
emprestados às almas humanas
que ainda creem
no milagre do sentir.
✍©️@MiriamDaCosta

Perfumes na mão


A alvorada
chuviscando versos,
o jardim
germinando cores,
a alma
inalando essência,
a natureza
doando pétalas de vida
E eu,
simplesmente,
colhendo gotas de poesia.
✍©️@MiriamDaCosta

É verão,
mas lá fora
a chuva declama seus versos
com a teimosia
dos que não pedem licença.


Não há trégua.
Ela sequestra o sol e o seu calor,
faz dele refém
entre paisagens cinérias,
onde o verão existe
apenas como promessa suspensa.


Quase como aqui dentro,
no meu âmago,
essa fonte inesgotável
de chuvas e tempestades,
correntes internas
que transbordam palavras,
versos.


E mesmo quando chove
em mim,
há versos solares
insistindo nascer e florescer
em estações que nunca
obedecem ao calendário,
mas ao pulso teimoso da alma.


Sou clima indomável,
ora dilúvio,
ora clarão insistente
rasgando nuvens
para lembrar
que o sol,
mesmo "sequestrado",
nunca deixa de existir,
brilhar e iluminar.
✍©️@MiriamDaCosta