Poemas de reflexão curtos que dizem muito em poucos versos

⁠Neste chão ressecado, teu milésimo encontra o meu:
finalmente estou vivo.

Inserida por marison_ranieri

⁠As vezes você tem que deixar ir...
nunca vi uma árvore insistindo para a folha ficar!

Inserida por Jeanclepton1

⁠Cifras

O grito veio do fundo mudo
e ecoou oco, aos poucos.
Não era um grito de susto,
não era um grito de raiva,
tampouco era um grito de empolgação ou de alegria.
Era, sim, um grito ressentido;
era, sim, um grito gritado para que todas as lágrimas fossem choradas.
O mais belo de todos os gritos,
feito de um fôlego só,
de uma só dor,
Ade uma dor só,

Inserida por TerezaDuzaiBrasil

⁠Saudade é uma magrela
Com uma fome sem limite.
Sedenta, com apetite
Fita quem serve a ela.
No centro da mesa dela,
Vê-se a bandeja vazia:
Sequer escapou a vela.
Como nada mais servia,
O garçom, em agonia,
Foi devorado por ela.

Inserida por osaviovinicius

⁠Nasci e me criei no Ceará.
E tendo alma de poeta,
A dor não me afeta
Pois a sina é superar.
E se vejo alguém rimar
Sobre chuva no Sertão
Dou graças pelo feijão,
A canjica e o bovino.
Eu também sou Nordestino
Do jeito que vocês são.

Inserida por osaviovinicius

⁠Cante a beleza da ave
Que desconhece gaiola
E, bem que a viola,
Canta sem nenhum entrave.
Fale de um erro grave
Que é pra memória gravar
De quem vive a maltratar
O que a natureza projeta.
Cante o que eu sinto, poeta,
Que eu sinto e não sei cantar.

Inserida por osaviovinicius

⁠Canção do amor impossível

Como não te perderia
se te amei perdidamente
se em teus lábios eu sorvia
néctar quando sorrias
se quando estavas presente
era eu que não me achava
e quando tu não estavas
eu também ficava ausente
se eras minha fantasia
elevada à poesia
se nasceste em meu poente
como não te perderia

Antonio Cicero
A cidade e os livros. Rio de Janeiro: Record, 2002.
Inserida por pensador

⁠As livrarias

Ia ao centro da cidade
e me achava em livrarias,
livros, páginas, Bagdad,
Londres, Rio, Alexandria:
Que cidade foi aquela
em que me sonhei perder
e antes disso acontecer
aconteceu-me perdê-la?

Antonio Cicero
A cidade e os livros. Rio de Janeiro: Record, 2002.
Inserida por pensador

⁠Orelha, ouvido, labirinto:
perdida em mim a voz do outro ecoa.
Minto:
perversamente sou-a.

Antonio Cicero
Guardar: poemas escolhidos. Rio de Janeiro: Record, 1996.
Inserida por pensador

⁠Em cada olhar, um universo se revela,

Teus sorrisos, como estrelas, iluminam a tela.

Teus gestos suaves, um doce encantamento,

Na dança do amor, encontro meu sentimento.
Teus lábios, um verso que eu quero decifrar,
Um poema escrito no vento a soprar.

Teu nome é canção que embala meu ser,

Nas notas da vida, só quero te ter.

Inserida por DouglasKivinny

⁠Um dia, quem sabe, eu encontro

O amor que tanto sonhei,

Aquele que vem com calma,

Que fica, que nunca errei.
Será um amor sem pressa,
Que chega quando o vento parar,

Trazendo nos olhos o brilho

De quem também quer amar.
Um dia, talvez ao acaso,

No meio de um dia comum,

Encontrarei, eu sei,
O amor que tanto sonhei.

Inserida por DouglasKivinny

⁠viva! Viva! Tente! Tente!
Mude!
Apriveite experimente!
Pense repense reflita
Reage age ame!
Desfrute

Desta maravilha
Que é todo sigilo
E perfeição a vida!

A vida! É Boa demais
Para ser desperdiçada.

Inserida por xz_sagaz

⁠Toca aqui
Você foi mais um convidado na festa da mentira e da ganância
Na Terra onde a cédula domina a célula
E o cérebro é o celular
Agora você já não sabe o que acredita e em quem confiar
Bem-vindo ao mundo em que não se vive e não queremos mudar

Inserida por pjsales

⁠Que me falte cãibras
Que me falte sossessogo
Que me falte esperança
Que me falte alimento
Que me falte a paixão
Que me falte o vil metal
Que me falte a felicidade
Que me falte o estar
Que me falte o ser
Que me falte o lugar
Que me falte o amigo
Que me falte a poesia
Que me falte a energia
Que me falte o amanhã
Mas que nunca me falte a ousadia de ter coragem.

Inserida por r_maraja

⁠Rói dentro do mundo
O queimor do sem nem o quê
Rói o ácido espalhado
No mundo interno
Do corpo extenso
Rói o rueiro
Sem medo
Corrói a fome.


*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.

Inserida por r_maraja

⁠Será que não vê mais
Os mais do tempo
Os ais dos casos?
Que não sente mais
A mão que afaga
E apedreja outro olhar?
Não mais está no caso
Pelo ódio desprezar
O ar tirado?


*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.

Inserida por r_maraja

⁠É a maneira como você vê a cidade que a cidade vê você.
Viva cidade, ver a cidade, seja a cidade.

Inserida por engelsmiranda

⁠milímetro de mágoa


foi uma dor cruel
pior que corte feito por papel
pequena, constante
e até revoltante
não era para acontecer.
e a gente vê
que o detalhe pode ser, então
imensidão.

Inserida por leromundointeiro

⁠"Temida por muitos, desejada por poucos,
Um dia despertará da sua finitude terrena.
Nada nessa vida é certeza,
A não ser sua mortalidade tão plena.
Esteja ciente que não é imortal,
Pratique o bem e preserve seu final."

Inserida por Muhhbr2007

⁠ Sonho. O desejo,
sonho o desejo
que desejo e não vejo
realizar pra mim.
O sonho que sonhei
nem mais sei,
sonhei outra vez.
Sonhe novo,
sonhe um
novo sonho,
Sonhe um sonho sem fim.

Inserida por JeffersonRodriguesPe