Poemas de reflexão curtos que dizem muito em poucos versos

⁠acontece
infelizmente
Amor ser tudo
que se sente
e o Amor não
ser suficiente..

Inserida por arremedos_poeticos

⁠tempo de sonhar,
tempo de acordar,
tempo em que
os sonhos não
sabem criar caminhos,

tempo de morrer,
tempo de perceber,
que se morre quando
se percebe sem vida, sozinho,

tempo do fim, do que morre antes do início..

Inserida por arremedos_poeticos

⁠Andas desacompanhada, sozinha nesse longo caminho, que se repete...
Cercada, mas só.
Trazes consigo um brilho que nem é seu... És algo imperceptível, mas que se percebe não por causa de si, porém sua existência já é algo fascinante.
Forjas o júbilo daqueles que se deleitam em sua essência.

Inserida por In_finitys

⁠Há poemas que habitam
o olhar das pessoas...
Exorbitam o silêncio das noites
e perduram, no rimar dos dias...

.

Inserida por mariajoaodumas

⁠Sobre o teu dorso sou homem
sou criança, filho do vento
Luz-me um sorrir por dentro
que meus olhos não escondem...
.

E um dia, que honrar-te eu tenha
Só aceitarei nobre a valentia
Daquele que me não tente a revolta
.

Porque a nobreza não diminui, enobrece
E a liberdade...é valor supremo!

Inserida por mariajoaodumas

⁠neste intenso leito de odores
quando passas, que fica
quando voltas, que paira
que permaneça enquanto vivas

neste embriagar louco das flores
que fique, que paire
permaneça, que baile
que sobreviva, se fores
..

Inserida por mariajoaodumas

⁠A PRIMEIRA

E tudo era nada
e o nada era trevoso
E a treva, num súbito suave
pariu a estrela vertiginosa
E a refulgência foi feita
E era boa E era bela
Recendia primavera
E o verbo chamou, à lux, rosa
Foi a primeira Poesia

Inserida por janet_zimmermann

⁠LÍNGUAS E LAVAS

nos céus
das bocas,
palavras soltas.
meias vozes.
odes! brados!
entre brasas
e águas vivas,
espadas de Eros
radioativas
em batalhas
amuralhadas
por pétalas
carnívoras,
vigias armadas
até os dentes
dos beijos
sem paz.

Inserida por janet_zimmermann

⁠APRESSE-TE!

a manhã noviça
escorre
c’a areia movediça.

aos poucos,
com precisão inglesa,
morre no bojo da tarde.

hoje amanheci com a pá virada
pra lua de saturno:
pise leve nesta seara,
tire os coturnos a pressa os medos os remorsos.
voe revigorado
e pouse em mim pólen desgarrado

& beije-me para sempre!

que a manhã é noviça
e escorre
c’a areia movediça
.
.
.

Inserida por janet_zimmermann

⁠OUTROUTONO

Outro outono entra
sem bater. Entra
para abater.
Para reabastecer
a máquina putrefaciente.
Para dar de comer
à máquina viva
que nos dá de comer.
Para vivermos.
Para morrermos.

[Deus, preciso beber algo
que esteja a salvo!

Dai-me de Vós, Senhor!]

Inserida por janet_zimmermann

⁠A poesia rosa olhos,
açucena angústias,
dália feras.
Poesia gérbera amor.

Inserida por janet_zimmermann

⁠Vírgulas

preciso vírgula
com urgência vírgula
desapegar-me das vírgulas vírgula
essas asas inversas vírgula
reguladoras dos voos livres

Inserida por janet_zimmermann

⁠ESQUECIMENTO LENTO

Rutilava coisamentos
que lhe abrandavam a pensamentarada.
De déu em déu
domava o coração da saudade.

Inserida por janet_zimmermann

⁠Quando não escrevo poesia sofro a falta do lápis.
Quando não escrevo poesia sofro a falta.
Quando não escrevo poesia, sofro.
Quando não, escrevo poesia.

Inserida por janet_zimmermann

a dor e as lágrimas
do profundo
do profundo de
minha alma

o homem que
preferiria morrer
a soltar suas mãos

e uma vez que
soltei
acabei por morrer..⁠

Inserida por arremedos_poeticos

⁠acordou de seu devaneio
do dia que se foi,
o para sempre nunca,

o sonho se desfez
na realidade nua e crua
da poesia que o rejeitou,

e ante as palavras
que sangram
desistiu de concluir
este expressar..

Inserida por arremedos_poeticos

⁠e soprou o vento
de um pra sempre
de ontem
que o hoje tornou
em nunca,

trouxe um aroma
do sal do mar
que veio suave
pelo ar embalado
pelo voo de pelicanos..

Inserida por arremedos_poeticos

⁠Minha Doce Helena

eu soube que era Amor
quando cada palavra sua

ficou gravada em minhaalma

tal qualtatuagemem minha pele

perpetuou..

Inserida por arremedos_poeticos

⁠todo esse tempo que pareceu um século, dói tanto, tanto

e ainda assim o Amor cresceu a cada dia confirmando o pra sempre,

eu preferia o pra sempre quando vivíamos nossos pequenos infinitos..

Inserida por arremedos_poeticos

⁠a calmaria veio com teu Amor,
a tempestade veio com sua partida,
chovem lágrimas no seu adeus

encharcando de sentimentos

[...]

mais uma vez busco palavras,
não as encontro, o vento as levou,
lhe dedico então todas as palavras,

que habitam no meu silêncio..

Inserida por arremedos_poeticos