Poemas de reflexão curtos que dizem muito em poucos versos
A minha realidade.
No teu sorriso me apaixono;
Você me tem da forma que quiser;
Nos teus braços me abandono;
Do teu lado sou Mulher...
Quando você me chama...
Quando você me chama de "gatinha",
eu ainda penso que um dia você será minha,
quando você me chama de "anjo",
eu te desejo, sinto que te mereço,
Quando você me chama de "amor",
minha vida se enche de cor.
"...Ainda posso sentir teu olhar penetrar minha alma lentamente...".
(Fragmentos do livro "O diáro tardio de Lígia Castelli")
A infância logo passa,
feito avião de papel,
voa rápido no céu.
Brinque e de tudo faça,
pois logo perde a graça.
Solte pipa e peão,
com papel faça avião.
Essa fase passará,
um dia só haverá
lembranças no coração.
Mas ainda assim, sou um poeta de silêncios
De inquietudes flácidas
Um coração que respira letras
E pulso, que pulsa palavras ainda não escritas.
Durante noites em claro, criei monólogos
Para que minha loucura se esquivasse
Dos paradigmas e prepotências ainda vivas em mim
E fizessem um acordo com as letras sem nexo,
De algumas folhas em branco.
Aquela era a trilha sonora
De uma vida, sobreposta
Aos pequenos erros seus.
E o piano que tocava
Era o coração que já amava
Sem o pianista, que era eu
Andei mais de mil léguas
Lugares foi mais de cem
Conheci muitas pessoas
No Brasil e mais além
Gente de toda idade
Só não sei se deixei saudade
No coração de alguém
Quando penso em ti
Arrepios me trazem
Tais quais nunca senti
Aqueles que não se fazem.
Lembro-me somente,
De quando te conheci
Nunca saiu da minha mente
Aquilo que senti.
Neste teu olhar,
Meigo de se ver
Penso em só te amar
E nunca te esquecer.
Manuela
Olho no seus olhos e vi
A mais bela perfeição em ti
E quanto mais te vejo percebi
Que especiosidade está no seu sorrir
Você é pura e singela
Pura ternura, minha cor de canela
Menina, princesa e donzela
Te amo minha linda Manuela
POESIA PERDIDA
Poesia perdida
Não é a que não foi lida
Não é a que não foi recitada
Não é a que nao foi escutada
Não é a que não foi copiada...
Poesia perdida
É a que não foi escrita
É a que não foi terminada
É a que o poeta não externou...
É a que não foi pro papel.
A inveja é uma esponja
que apesar da imensidão
do mar
quer pra si
a porção de água
que já está
em outro
entranhada.
Eu não escrevo pra exorcizar o meu medo
Eu escrevo pra transbordar minha loucura
Eu escrevo por que foi a única utilidade
Que encontrei pra minha dor
Eu escrevo pra não explodir de raiva
E nem de amor
Eu escrevo por que só
Quem experimentou a vida
Sabe o horror de mastigar
E ter de engolir a ferida
Quando chegar a hora
De ser quem tu és
Esquece todas as outras abordagens
Mostra teus originais bordados
Não deixe que puxem o fio
Do centro de tudo, que te move.
Fui edema, celeuma.
Nocauteada, certeza.
Fui oceano, super-humano.
Mapa múndi, engano.
Hoje brisa, mansa.
Desejo forte de ser genuína:
Sem ira!
Só não posso mais adiar,
Arriscar é preciso
Me jogo, agora,
No abismo de mim mesma:
Então,
Somente eu
Sem dó, nó
Recomeço sem só.
