Poemas de reflexão curtos que dizem muito em poucos versos
BR 232
Nessa BR dois três dois
Muita gente vai e vem
A estrada tem saudade
E quem passa nela também
Pois quem fica sente falta
E quem vai deixa em alguém
(Jefferson Moraes)
Arcoverde, Pernambuco
07/07/2014
Quase dez horas da noite
Num sítio perto do Ambô
No chão, sanfona e forró
No céu, a bela lua de hoje
No peito, a força do coice
Que a saudade vem dando
Só me resta ir lembrando
De quem não está comigo
No frio, falta-me o abrigo
Do abraço de quem eu amo.
Dor(mente)
A dor que guardo na mente
Debruça-se sob meu peito
Com tanta força dum jeito
Que já ficou foi dormente
Mas meu medo, tão perene
Não é que venha formigar
Mas que de tanto esperar
Ele se acostume parado
E meu fim chegue calado
Antes mesmo d'eu te beijar
(Jefferson Moraes)
01/08/2014
Olinda, Pernambuco.
Açude
Lembro-me daquele açude
Lá no sítio de tia Maria
Onde a água refletia
Meu rosto com plenitude
Lá estava a juventude
Que nunca mais revivi
Só me restou, por fim
A pior das crueldades
Me banhar com a saudade
Que a gente sente de si
(Jefferson Moraes)
10/09/2014
Olinda, Pernambuco
Sextilha de número 1
(da série: Uma Sextilha por noite)
Uma angústia quando vem na madrugada
Dilacera qualquer coração dormido
A reflexão que o silêncio presenteia
Faz com que sobressaia o envolvido
Pode ser saudade ou arrependimento
Seja o que for, estou aqui sentindo
(Jefferson Moraes)
18/09/2014 - 3h50
Olinda, Pernambuco
VERDADE ABSOLUTISTA
Acaso se eu soubesse
Sobre a curiosidade
Seria um grande estresse
Descobrir a verdade
Em bom favor da dúvida
Continúa inalterável
Rígida, firme, súbita
Inexpugnável
Vi verdades que são
Mudadas entre sempre
Minutos que se vão
Convida: “sempre entre”
Mas ainda o tempo passa
E a verdade ainda muda
É coisa que se faça?
Verdade não se iluda
Escrevo, para de mim essa tempestade,
A tempestade sempre volta
Cidade, estados, nações e a loucura coletiva
Procurei, com essas dúvidas do mistério.
Lia em qualquer canto
Notas, de almas se vendendo
Cada o doce de amar?
Vejo no objeto uma gota sua.
Vi ali, nas calçadas o teu sangue
relembrei as tuas andanças,
chorei tuas lágrimas
me perguntei: aonde existiu civilização.
Hoje acordei com saudade dela mas não posso vê-la„
Lembrando da gente deitados na grama, ela sorrir„
Me faz feliz, volte pra mim, quanto tempo faz?„
Coração que bate ta vazio, cade aquela paz?„
Mas lembro que só ela é a quem traz„
O tempo voa, e ela se foi„
Talvez ela voe„ voou„
Me deixou, sozinho„
E aqui estou„
O tempo que me guia...
O vento me acalma...
Como um baseado...
É quente...
A vida voa..
As lembranças..
São só lembranças..
Como o sentimento..
Felicidade?
Não passa por aqui,,
Ela se foi..
Foi como ela..
Sozinho...
E.. É..
É.
À cada espectador ao silêncio tornando
Àos assobios em ecos distanciando
As cortinas de rubro vivo irei fechar
O show acabou...
SE MEU MUNDO TEM FANTASIAS, ENTÃO QUE SEJAM DURADOURAS AS HISTÓRIAS QUE VIVEREI NELE. PORQUE O BONITO É ENCANTO, MAS O INFINITO É BEM MAIS FASCINANTE. SER FELIZ É SE SENTIR ETERNO!
Almany Sol, em 08/10/2014
Um poeminha de um vagabundo…
pra dama de olhos de fogo„
do olhar penetrante„
te deixa num instante, pensante„
á mulher mais linda do mundo„
me olhando nesse instante?„
sem compreender o amor…
ela faz o tempo parar..
sem ter motivo pra eu compreender amá-la„
sabendo que isso tudo vai.. vai passar„
o tempo voa…
Uma vida de reclusão,
trancafiado na minha própria mente,
num surto de ilusão,
libertou-se veemente sensação
de saber realmente
oque fazia ali, quem, e qual era sua missão.
Cessaram as guerras.
Nunca voltaras a ser quem eras.
Erras a eras, e nada aprendes ?
Vem pra cá,
me traz um cigarro.
Não liga para a bagunça,
queria tanto um abraço.
Amanha já é segunda
eu não sei mais oque faço.
Me tira dessa solidão profunda
-antes que tudo vá pro espaço-
me responde uma pergunta.
Se tudo na vida acaba
porque buscamos a perfeição,
e ao longo dessa estrada
remendar os pedaços do meu coração?
E quando você acorda mais cedo que todos
e no silencio frio da solãolidade
que te rocorre os sapentos,
te fazendo sentir lam mais uma vez,
é naquele tomento em que sua lapravas já se focundem com seus sapentos,
falar,
já não é o bastante.
Seria digno eu de fazer tal otracidade ¿
Sou poeta do sol, porque admiro a via láctea, meu lar.
Apesar de sua imensidão, sinto que ela cabe nos limites
do quintal de minha casa, pois é de lá que a posso ver.
lá eu sintonizo sua luz e me transporto em uma viagem,
pra alcançar o universo, me sentir livre, com toda paz
e assim, poder então conversar com meus amigos incomuns!
Você tentou viver sozinho
Quando queimou a sua casa e lar?
Você chegou perto demais do fogo?
Como um mentiroso procurando perdão de uma pedra
Ouça os cães uivando fora do tom
Para um hino chamado "fé e miséria"
E sangrando, a companhia perdeu a guerra hoje.
Zieg Hail para o Presidente Gasman
Atirar bombas é a sua punição
Pulverize as Torres Eiffel
Que criticam o seu governo
Bang, bang, e o vidro se quebra
Mate todas as bichas que não concordam
Julgado pelo fogo, ateando fogo
Não era isso que eu queria pra mim
Porque... Só porque nós somos foras-da-lei
