Poemas de reflexão curtos que dizem muito em poucos versos
E que este Rosário
renda-me a benção Buarque:
De Sérgio, Chico e Aurélio,
Cérebro ataque e se encharque
Apreciar é um dom
Observar uma habilidade
Descrever é talento
.
Qualquer um pode fazer
eu só descrevo tentando fazer poesia,
é facil como maresia
;
Mas pra quê?
Que hei de fazer com tanto verso
Onde ponho tanta prosa
,
Se olhos apressados como a corsa
Passarão e não verão
Como a brisa não enchergarão
!
Era pra ser curto,
mas não deu
Bastava ser simples pensar,
mas cresceu
Era crônica,
tirinha,
verso solto...
Virou prosa
e dedo de conversa
Fiquei cor-de-rosa
e em ti imersa
Imerge em mim
Deixa-me subverter
os teus sentidos
Deixa passar esta manhã morosa
Doce, incoce, veloce
Totalmente agridoce
Tu coração se empoce
da beleza dessa moça
Precipitar-me-ei
Condizente serei
Confidente também
Amém
Oxalá, Joshua, foce eu
Aquele que mereceu
Eterna ternura
Segui-la-ei,
E farei
Com que sorria
Vaidades de uma tomboy
Ela é moça de opinião
Defende a liberdade
Com escritos têm afinidade
Possui reflexos de bondade
Não gosta de fazer estardalhaço,
Mas não mecha com ela
nem com seu maço;
Ela pode derrubar o isqueiro em você
Não há regra que
prenda a liberdade dela
Não há padrões nela
Brinca de ser donzela
Mas seus modos a contradizem
Afinal, saias oprimem
Ele é confusão,
Aturde, deprime e consola.
Ah!, como ele me amola,
Mas sem ele a tarde perde a graça
Ele é depressão,
devaneio, erudição
Ele é falsa delicadeza,
sutileza e inapropriação
Conhece-lo de todo é improvável
Desconhece-lo de muito é imprevisível
Dissimulado e cândido
Rubro no pensar
Difícil de tolerar
Bom de abraçar
Ele apalpa-lhe o ego dócil
Sem notar, sem precisar
Acaricia, ganhando confiança
Inocente como criança
Ela cede e permite;
Sabe que muito elogio
Pode definhar o esforço,
Mas como esquecer?
Esta obrigação está em seu dorso
Já ele ria-se todo
Ria-se o moço
Divertia-se com a timidez dela
Gostava de conversar com tal donzela
Descontraída... de todo bela!
A morte é inevitável, nem vale a pena questionar…
Já todos sabemos que vamos desaparecer…
Mas enquanto muitos se limitam ao simples factos de existir,
Eu optei por tentar viver.
O primeiro erro da minha vida foi logo quando nasci…
Mas como todo o ser o humano, vou aprendendo…
Feliz ou infelizmente ainda nem comecei a viver,
E aos poucos já vou morrendo…
Como uma criança seguro em sua mão para não me perder.
Agarro-me a você, como a mocinha agarra-se ao seu héroi .
Penso em você como um escritor pensa em seu personagem principal.
Falo de ti como se recitasse meu mais querido poema.
Por que ?
Por te amo, por que te quero e por que entre tantos eu prefiro você !
As vezes è so pensar
Tentar imaginar
Olhar para frente
E talvez arriscar
Pois quem não arriscar nunca irá conseguir ganhar
Tirar inspiração em alguèm...
Em alguèm que você goste
Em pessoas que te façam bem...
A alegria em seus olhos
Me faz ter vontade de viver.
Seu sorriso meio fechado
Me faz te querer.
Ó quem dera poder beijar-te
Beijar-te até morrer.
Existem amores que nos arroubam de improviso
Existem olhares que nos prendem sem sobreaviso
E o pior é que não existe uma placa de perigo
Advertência!
Nem sei ao certo onde piso...
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in: Dama de Cabelos Negros - O Resgate da Subjetividade Ed. Viva
"... tenta ao menos me amar
Só não me trate como uma qualquer
Só não me traia em algum destes cabarés
Se um adeus é a solução
Então, parta em paz
Adeus! Até nunca mais.."
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Insta: @william.calixto.barbosa
Face: pt-br.facebook.com/damadecabelosnegros
Peças desgarradas
Pensei em tudo que pude ser.
Pensei em tudo que disse ser.
E no fim eu vi que nada sei fazer.
"Que a tristeza não venha
Que a alegria permaneça
Que a saudade não compensa
A essência de amar.
Na qual o ódio não tem morada
Nem a alia ao amor.
Na ausência do amado
O sofrimento e a dor.
Que a distancia não destrói
E o tempo não compensa
A essência do amor
Que intenso dilema."
A poesia está ali no canto
Invisível ao olho arrogante
A poesia está ali nas ruas
Sozinha, triste e vagando
A poesia está ali no beco
Sem ninguém que acalme seu medo
A poesia morreu no banco
Mas no céu virou encanto!
Embora esteja embaralhada
As cartas são todas de Copas
Assim nunca cai Espadas
Te peço truco e tu topas
Assim faremos o jogo
Amor sem Espadas nem Paus
E não precisamos de Ouro
Meu tesouro protejo dos maus
Protejo-te até com minha alma
Em pról do que nós dois queremos
Seis, nove, doze,
Fim de jogo, nós dois vencemos
