Poemas de reflexão curtos que dizem muito em poucos versos
Para outubro:
Descomplicar e deixar ir.
Simplificar e abraçar o fim.
Ouvir o coração quando nos dizer para seguir em frente.
Redescobrir a coragem que temos.
Lembrar que fazer o caminho de volta
Muitas vezes é voltar para nosso coração.
E assim saber que há princípios que começam com os fins
Sempre gostei dos teus olhos
Sempre teu sorriso me alegrou
Mesmo quando eram meio falhos
Minha genuína falicidade você deflorou
Te ter por perto era como um sonho
Assim como era uma pesadelo
Agora, sobre pensar em você eu me oponho
Pois ainda sinto que preciso do teu zelo
╰✿ Quando o coração bate acelerado
Quando alguém te tira o sono
Quando os pensamentos são coloridos
Quando você escolhe sonhar e correr ao vento
E você não sabe explicar o que te faz cantar
Isso é amor...
ivα rσdrigυєs♡
é complicado o que nós temos
ninguém sabe
nem nós entendemos
é algo real
verdadeiro
puro
é apenas natural
inteiro
seguro
por que classificar em palavras?
ultrapassamos barreiras
você e eu é o que nós somos
é mais do que pensei que ganharia
é mais do que o suficiente
Não comerei bacalhau
Nesse Natal sem cacau
Ninguém fala de cabaz.
Nobres talvez, terão gás
Nutrindo a quadra festiva.
Não fique só, hoje é Natal!
Nesse dia devemos nos juntar
Ninguém vive sem um familiar
Nosso amigo é o mais próximo
Nunca penses que és autónomo.
Me apego a alguns objetos que guardo. Eles me passam a idéia de que sorriem felizes ao reencontrá-los nas gavetas e caixas. Não me fazem perguntas. Não procuram entender nada nem ninguém.
Ao contrário, reencontro pessoas, sempre com muitas perguntas e um gabarito que definirá se eu acertei tudo.
Amar
Ah amar
Amar é lindo
Amar é maravilhoso
Amar é gostoso
Mais entenda que a partir do momento que você começa a amar você também pode se machucar
Daqui há duzentos anos
alguém descobrirá meus poemas
e os lerá, e sorrirá, e chorará...
Então saberei (mesmo sem saber)
que minha poesia valeu apena.
-Se uma gota d'água escoar, verá tristeza em meu rosto!
-Verá nele uma pintura sem esboço!
-Verá em forma de decadência, uma alma sem encosto!
-Verá em belo tom, um amor decomposto!
O tempo levou meus cabelos,
levou-os tão de repente;
Que importa os cabelos que foram?
Inda tenho poemas na mente.
Foi numa tarde de sol
Vi-te a chorar
Enquanto ensogava o meu lençol
Não te consigo alcançar
Vi dois olhos tristes
Dentro do meu peito
Mesmo que fiques
Não te dou direito
Agora vou-me embora
porque estou cansado
Daqui a uma hora
Canto-te um fado
Ai maria és tão linda
Quem te fez isso
És sempre bem vinda
Ao meu paraíso
Agora pensando
Não te vou deixar
Continuo cantando
Para te alegrar
Ando perdido nesse mundo
Para continuar a escrever
Nesse amor tão profundo
Contigo vou viver
O vento batia na saia,
estremecia o estendedor,
a saia mudava de cor
na leveza da cambraia...
O vento batia na saia,
batia, batia, batia,
a saia o vento sentia,
o vento batia na saia.
E o ano assim termina,
outra vez, afoito, que a vida promove.
É o tempo em sua sina.
Que seja então, e do bem se prove...
O novo floresce, o velho declina.
Vai-se 2018, vem-se 2019!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
28 de dezembro, 2018
Eu vi um moribondo,
O gato bebe água,
As plantas chorando,
E uma alma sofrendo
O cristal da água suavizando.
Meu choro não existe além das minhas lágrimas,
Pois elas só escorrem no meu próprio rosto.
O buraco da ferida só curva quem o leva
Triste ando, pensando em mim me vejo
Pois nesse caso sou o dono do buraco,
Me deixa inconsciente ao tempo que penso
Sera que penso certo sobre oque penso
Ou cada decisão vinda é um tiro pela culatra?
