Versos Antigos de Criancas
Conto tantos números e os números são tantos quanto o infinito, o infinito bate a porta e não consegue entrar na casa e nem na cidade''
Ao escrever desfaço mágoas, liberto-me do que rouba a paz, desato os nós dos sentimentos e faço laços de ternura com o fio encantado da magia.
É verdade, que entre o meu eu lírico e eu, abriu-se um abismo. E na tentativa de nos entender, percebemos que há também entre nós, um moinho. Este, alterna-se com o abismo. E entre a distância -entre nós, e o moinho que nos mistura, estão os mais eloquentes versos.
Não sei o que acontece ... se a prosódia me domina, ou se o prosélito em mim, é quem está no controle dos meus versos tão comedidos.
Somos folhas, água, vapor e memória. Somos corpo que pede colo e alma que encontra sentido em rituais simples.
"Os olhos... ah, os olhos! São varandas onde a alma se debruça pra ver o mundo passar, às vezes choram, às vezes riem, mas sempre dizem coisas que o coração ainda não aprendeu a dizer."
