Versinho de Criança
Criança não entende orgulho,
não entende briga de adulto,
não entende silêncio imposto.
Ela só sente falta.
Sente no vazio da pergunta que ninguém responde,
no “cadê?” que vira rotina,
no abraço que simplesmente parou de existir.
E quem afasta…
acha que tá vencendo.
Mas não percebe que tá ensinando abandono,
plantando insegurança onde só devia ter amor,
e deixando marcas que o tempo não apaga.
Porque criança cresce…
mas o que faltou nela
não cresce junto.
Fica.
E grita em silêncio pro resto da vida.
Ser mãe de uma criança autista é aprender todos os dias sobre amor, força e paciência.
É comemorar pequenas conquistas que muitos não entendem, enfrentar julgamentos em silêncio e ainda assim continuar firme.
Nem todos vão enxergar o cansaço por trás do sorriso, as noites sem dormir, as crises, as preocupações e o medo do futuro.
Mas só uma mãe atípica sabe o quanto cada abraço, cada palavra e cada evolução do seu filho valem o mundo inteiro.
Ser mãe de autista não é fácil…
Mas é um amor tão profundo que transforma dores em coragem e desafios em aprendizado.
A todas as mães atípicas:
vocês são mais fortes do que imaginam, mais importantes do que escutam e mais especiais do que o mundo consegue ver.
Dozy di X
Ser criança é viver no paraíso sem escalas.
Ser criança é comer tudo de tudo.
Ser criança é errar o alvo.
Ser criança é cantar semitonando em gritos falsetes.
Ser criança é fazer um golaço com uma bola de meia.
Ser criança é sentir dor e continuar correndo.
Ser criança é tomar banho sem vontade.
Ser criança é brincar de vida real.
Ser criança é sonhar sem se preocupar com o amanhã.
Ser criança é ler sem a mínima fantasia.
Ser criança é crer no nunca.
Ser criança é um caldeirão de verbos, como a sutileza de uma pluma colorida e a veracidade de um dragão preto e branco.
“Uma criança desatenta nem sempre está desafiando a autoridade; muitas vezes, está pedindo ajuda de um modo que ainda não sabe explicar.”
Do livro TDAH: Déficit de Atenção, Distúrbio ou Apenas Distração?, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Antes de chamar uma criança de preguiçosa, é preciso perguntar se ela possui ferramentas internas para sustentar aquilo que lhe é exigido.”
Do livro TDAH: Déficit de Atenção, Distúrbio ou Apenas Distração?, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A criança com TDAH precisa de limites, mas limites acompanhados de método, vínculo e compreensão.”
Do livro TDAH: Déficit de Atenção, Distúrbio ou Apenas Distração?, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Compreender antes de julgar pode mudar a história de uma criança, de uma família e de uma vida inteira.”
Do livro TDAH: Déficit de Atenção, Distúrbio ou Apenas Distração?, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Toda criança em sofrimento pede, antes de um rótulo, uma presença capaz de escutar o que ela ainda não sabe dizer.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A criança que grita talvez esteja desorganizada demais para pedir colo.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A criança que se cala talvez tenha aprendido que sua voz não encontra lugar.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Uma criança não é uma sigla, um laudo ou um caso clínico; é um sujeito em constituição.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Nomear o sofrimento pode ser necessário; reduzir a criança ao nome do sofrimento é violência.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“O diagnóstico deve abrir caminhos de cuidado, não fechar a criança dentro de uma sentença.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A pressa diagnóstica pode calar justamente aquilo que a criança tentava comunicar.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A criança que não aprende talvez esteja ocupada demais tentando sobreviver emocionalmente.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A criança que agride pode estar tentando se defender de uma angústia que a ultrapassa.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Quando o mundo interno da criança não encontra tradução, o corpo pode começar a falar por ela.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A criança em risco psíquico não pede apenas diagnóstico; pede tradução, sustentação e presença.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A criança autista não é ausência de mundo interno; é presença singular em um mundo que precisa aprender outros modos de encontro.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“A criança psicótica não está perdida; ela pede uma forma de presença que a ajude a não desaparecer de si mesma.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
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