Versinho de Amor
DIA FRIO
Num dia frio
Enquanto a chuva fina brinca de escorrega nos telhados
De embaçar as vidraças
E fazer poças nas calçadas
Só quero uma xícara de café
Um pedaço de poesia
E você
Bem quente...
Quando a mente não para, corpo que exala,
palavras gorjeiam com breve sentimento,
corroem meu verso um cintilante pensamento,
letras e palavras se unem à poesia,
borboletas entre voam sem direção,
jogadas à vida uma bela melodia,
guardadas no peito sua moradia.
GALHO SECO
Num galho seco caído à beira do caminho
Vi pousar um alegre passarinho
Quebrou um galhinho com o bico
Voou dali para longe
Aquele galho seco caído no chão
Um dia foi verde
Deu flor
Agora tão frágil
Sem cor
Mesmo assim me ensinou:
Só gravetos secos podem ser ninho.
Por ventura sou amada
Por ventura sou fiel
Por ventura sou estrela
Que brilha no teu céu
Por ventura desço a rua
Por ventura te encontro
Por ventura ganho um beijo
Que há tempo sonho
Aí, que sorte!
Meu coração bateu forte no peito
O sangue foi bombeado com mais força
Ficou mais acelerado que o normal!
Somente porque te vi!
Ainda acredito que um dia,
As pessoas acreditarão no silêncio;
Entenderão as palavras nunca ditas. Porque igual o amor;
As palavras não precisa ser ditas
Para se compreender os sentimentos!
“Muitos desistam de algo;
não porque não conseguem,
e sim por, não querer o suficiente para não querer desistir.”
Mesmo que esteja triste, sorria!
Porque você e nem ninguém querem fazer alguém se entristecer por sua culpa.
CASA DO SABER
Dentro da cabeça tem um mundo inteiro,
que vai crescendo a cada dia.
Neste mundo não tem porteiro,
que esconda a chave da sabedoria.
PORQUÊ LER POESIA?
Poesia só serve pra isso:
Tirar a gente
da gente e jogar
no mundo.
Depois…
Tirar a gente do mundo,
e guarda a gente
bem mais
F
U
N
D
O
na gente de novo.
Assim, os olhos dos
poetas são distantes
de tanto ir pro mundo e descer
mais profundo…
Que um dia de tanto
D
E
S
C
E
R
rasgará a alma
para fazer
poesia com
Deus.
POETA É CRIANÇA
Poeta é gente pra se esquecida.
De toda memória apagado.
Da face da terra riscado.
Para que viva à poesia FAZIDA
Assim mesmo, feito crianças
Que trazem, doces lembranças
Da livre inocência
Sem gramática, só crença…
ESPELHO
Vivia num mundo trocado
Tudo bem do avesso
O que falavam.
Em mim, não
Encontrava
Virei o mundo para mim
Tudo no mesmo avesso
O que sempre falei
Nos outros só
Encontrei
Quando em mim
Já estava
