Versinho de Amor
Adquiri experiências em meus versos, no amor me inspirei e por você me encantei sem saber se realmente me quer, arrisquei todo meu bem querer;
Meu coração está desperto que por você me entreguei momentos de expectativas com meus sentimentos para ti guardei;
Meus desejos são reais e meu amor quer ser seu vago lentamente em sua direção para chamar teu coração de meu;
Não te ofereço versos sem vida onde não se cumpre promessas feitas com o mais sincero amor, mas sim te ofereço meu coração intenso, porém carente de você;
Dar-te-ei cada segundo de atenção e carinho para com um tanto te satisfazer e proporcionar extremidade de prazer a seu ego;
Em tempestades serei o seu abrigo e em noites serenas a mais singela surpresa para te acalentar e te fazer mulher;
O meu amor que inspira a canção e faz-me escrever os versos mais suaves que tocam o coração, é um sonho desejado pelos sentimentos ousados e plenos;
Minha bela que tão pouco se expressa se esconde entre a vergonha de não deixar assisti-la com certa segurança;
Pensamentos ficam livres ao teu lado para então navegarmos nesse doce sentimento para entendermos o nosso próprio repousar sem liderança;
Quero falar comigo mesmo citar as verdades para justificar os meus olhares intensos a ti que toda vez demonstra todo o meu querer;
Falar de amor com o coração confesso é o início dos sentimentos reais que tanto perseguiu em versos júbilos;
Na noite penso em quem não me tem mais, meu coração caia em lágrimas, mas a saudade é passageira;
Ninguém para aquecer-me para que eu pudesse transformar minha história no que realmente valesse a pena;
Não quero lhe escrever versos sem vida e sem emoção para tentar ganhar um amor perdido como algo nas mãos em aflição;
Não quero suas lágrimas, mas sim o teu coração para me perder em um abraço que me acolha na face oculta de seus sentimentos;
Não me deixe escapar das suas investidas para aquecer-me em um plácido momento para caminharmos juntos a leitura dos meus pensamentos;
E então cantarei
Os versos mortais
Para em si viver
Ou morrer de amor
Rasgando os seletos
Sentimentos leais
E desatando a dor
Ò vida, que me fizeste
Tão dependente do amor
E da bondade...
Onde está tu?
Por onde andas
De verdade
Entre sonhos
Ou da realidade
Quero só a ti
Então espero
Minhas oportunidades;
Palavras e gestos ocultos
Trazem silêncio na noite
Nascem versos de amor
Escritos nas estrelas
No céu bailam Anjos
Ao som de belas melodias
Sonhos enviados ao universo
Esperam resposta
Na certeza que tudo tem retorno.
Reagir com poesia
Derramando um punhado
De versos de amor
Ou o que seja,
Tenho palavras e ditados
Tenho histórias para contar
Do ontem ao hoje
E ainda sobra espaço
Para imaginar o amanhã.
Hoje relendo tudo o que te escrevi
percebo o ridículo em que incorri...
em versos todo meu amor por ti
escrevi...
amor ridículo que vivi...
quase por ti morri.
Amor não correspondido
só por mim vivido
em letras de sangue eternizado
um amor jamais concretizado...
um amor do convencionalmente aceito dissociado.
"Todas as cartas de amor são ridículas..."
Te amei... mais do que tudo te amei
um amor eternamente ridicularizado...
um amor zombado...
A eternidade vai se ocupar
de te mostrar
que tu só ganharias se tivesses me querido ao teu lado...
Nossas linhas
Há um pouco de ti nestas linhas?
Percebeste nestes versos?
Percebe meu amor nelas gravado?
Esta leitura te traz momentos do passado?
O tempo da nossa ternura tentei gravar aqui...
Está tudo na minha memória.
Nosso amor, nossa história.
Estes versos te abraçam?
Minhas palavras com carinho te enlaçam?
Meu amor nelas consegues ver?
O que de nós aqui lês?
O meu amor por ti nunca teve fim.
Tu sempre foste... e ainda és... tudo pra mim.
Esta voz silente grita...
Meu amor por ti é atemporal...
De infinito a infinito jamais encontrarás outro igual.
Amor em versos
Te amar em versos me dá a oportunidade de reinventar os nossos momentos, as minhas emoções, me da o prazer de expor as várias versões de como eu amo você. Nossa! Me faz um bem danado e é tão bom!
"Amanhã
Quando o inverno se for
e chegar a primavera
Farei versos de amor
Forjados na longa espera
De dias mais coloridos
De noites doces, sinceras...
Porém hoje não.
Hoje canto a tristeza
Dos dia frios e insolentes
Das horas duras, incertas
Dor vadia, resiliente!
Ah, mas amanhã sim.
Louvarei o florir da vida
O recomeço da paixão
O sol no rosto, a cantiga
Versos de meu coração
Amanhã."
A Chama que Ilumina
Nasceu o que merecia,
Entre rimas e versos, enfim,
Um amor que não feria,
Mas me fez melhor em mim.
Quero um rei, coração sereno,
Sem dores, sombras ou luto,
Diferente do amor pequeno
Que confunde o sentir absoluto.
Se ao lado tens dúvida e vazio,
Se tua luz se apaga ao amar,
Fuja, corre do amor sombrio,
E busque o riacho que vira mar.
A nascente está em tua sede,
Na coragem de te reencontrar,
Pois o amor é ponte e rede,
E nunca prisão para sufocar.
Que seja além do mel da vida,
Que arda em chama infinita,
Morada eterna, sem medida,
Céu que a alma habita.
Amar é um sentir que floresce,
Do rugir às brumas do não,
É luz que cresce e aquece,
É eternidade em cada ação.
Por isso, ame no gesto, no dia,
Na atitude que diz sem falar,
Pois amor é juventude, poesia,
É chama que ilumina o amar.
Veneno, placebo ou remedio;
Se desalenta ou exorta,
Tudo pouco importa,
Se os versos são de amor
ou contemplação,
Todos Alimentam o coração,
Até curar o seu tédio
Fragmentos de Amor
Em versos quebrados, um adeus amargo,
Um coração partido em mil pedaços.
O amor que um dia floresceu tão farto,
Agora se desfaz em tantos laços.
Divergimos em sonhos, em ideais,
Caminhos distintos, rumos opostos.
A dor da despedida nos corrói os ais,
E a saudade nos invade, insistente e colosso.
Queria te ter para sempre, assim, ao meu lado,
Mas o destino traçou um outro desenrolar.
A razão, fria, nos afastou, pesado,
Deixando em nós uma ferida a sangrar.
Em cada canto, um eco da tua voz,
Em cada olhar, um reflexo do teu ser.
A vida segue, mas a alma não se acomoda,
E a saudade, insistente, não quer se perder.
Que a vida te leve para onde sonhas,
Que a felicidade te encontre, a todo instante.
Mas saiba, meu amor, que em meu coração,
Tuas lembranças guardarei, pulsante.
Não escrevo mais, amor
Os tristes versos cessaram
O lamento findou
O dia raiou,
Não escrevo mais, amor
Você é o culpado da falta de tédio
Da falta de dia médio
Da falta de dor,
Não escrevo mais, amor
Me sobra desvelos
Vontade de vê-lo
Me falta só ar
Prefiro viver
Amando você
Que outrora, narrar
ENCONTROS
O amor, reflito,
apesar dos conflitos,
conduz-nos como os raios
de infinitos versos.
Fazer amor, repenso,
apesar do repouso
merecido entre espaços
de finitos verbos,
desnuda a fonte
primitiva de cada ser.
Abrem-se botões... de flores.
Desnudam-se ... corpos e estrelas
como entre versos representados por poemas.
É a poesia que se esvai em cada gesto,
rito do animal frente sua alma.
Comovem-se corpos e muitos astros
desta Via-Láctea representante de infinitos mares.
Os olhos, bem atentos, espreitam outros olhos
buscando a poesia contida em cada ato.
Jan/1993
