Ver
Parei de ouvir o que os olhos queriam ver e passei a ouvir o verdadeiro que habita em mim. Se um dia encontrei felicidade no auge de todo o material, não foi a verdade que me vestia. Só me vesti de felicidade quando a vida estreitou os caminhos e as oportunidades, até então tão importantes, se restringiram. Desencontrei muitas pessoas, não enxerguei a mão que me brindou numa festa e não tive nada a oferecer senão a minha presença. Nesse momento ouvi uma simplicidade brotando de momentos que já não vivia com tanto entusiasmo. Ouvi meus pés caminharem por ruas que jamais conheceriam se meus caminhos não estivessem se estreitado. Ouvi sorrisos amorosos de desconhecidos. Ouvi o falar manso de um idoso que pegou o ônibus para sua consulta. Ouvi a mãe segurar seu bebê logo de manhã dando amor, proteção e carinho a ele. Ouvi orações matinais de "rezadeiras" que se enchiam do espírito santo. Ouvi crianças chegarem sem carro para a festa, mas felizes por terem passeado. Ouvi a lua sozinha me dizendo que o que importava na vida estava comigo, ali, todos os dias. Ouvi a coragem me trazendo de volta, sacudindo todos os meus sentidos, fazendo ventania no peito e escancarando para meu ego que eu não sou o que tenho, porque sou superior a tudo isso. A bagunça virou-me do avesso, e por ironia da simplicidade, é desse avesso que eu precisava para essencialmente ser feliz.
O conceito de necessidade, outrora mencionada
Era mais uma ideia
A ideia de ver o futuro com dados
Dados do antes e do agora
Mas como vou conseguir explicar
Se eu sei que não existe nada comprovando tal feito
O feito de notar essa necessidade,
necessidade que o homem têm
de sentar, e o levar para a comodidade
Sou a pintura da tela
E também a do papel
Já fui uma vez de aquarela
Hoje mal tinto o pincel
Em verniz eu fui muito bela
Afável com cor de céu
Reluzente e até singela
Mas indigna de qualquer troféu.
Quando dentro de você
só se vê negatividade, exteriormente não irá
ver beleza em nada,
positividade em nada. Mudando o olhar interno
mudamos nossa percepção do todo.
Quando começar a ver as coisas boas da vida e as belezas externas, isto é sinal que a beleza interna foi restaurada.
Ninguém precisa saber os seus motivos. Ninguém precisa ver suas lágrimas, nem ouvir suas orações. Saiba que há silêncios que nos preservam.
Nada como o tempo para nos fazer ampliar a nossa visão, nos fazer ver aquilo que não tínhamos capacidade de enxergar quando erámos imaturos.
Depois que a tristeza nos abate, a oração e a fé nos elevam. O suficiente para ver um novo caminho.
Camarote na Aldeia:
Eu morei algumas vezes de frente para o mar e também para jardins e áreas verdes. Por último, agora mudei para um apartamento no terceiro andar e vejo um mar de tetos de casas residenciais, copas de algumas árvores em ruas ainda não verticalizadas, que colorem a cortina de vidro da minha nova sala. Ao fundo, o que seria mar ou montanha, vejo arranha-céus.
Todas as manhãs ouço galos e o som das maritacas, que invadem o meu quarto e se vou até a janela, posso ver também os gatos, espreguiçando-se sobre os telhados.
Eu não sei como cheguei até aqui, mas posso dizer que a vida me deu um camarote na Aldeia, ou melhor, na aldeota.
Sim! Eu sou desses que transforma qualquer coisa à sua frente em algo belo só com o olhar. Por isso já fui tão desafiado pela vida. Ela confia no meu "taco".
Fico olhando o teto das casas e imaginando o que tá rolando ali embaixo, a chuva de emoções, sonhos, fantasias, tesões palpitantes sobre as camas ou pias da cozinha e até mesmo pessoas lavando pratos.
Quando as folhas das árvores balançam com o vento eu fico procurando pássaros: deve ser incomodo estar no galho na hora do vento. Tem que ter equilíbrio para não cair, já que os pés dos pássaros são tão pequenos, não é mesmo?
Ah! Tinha esquecido: Tem uma igreja bem ao fundo, já próximo da barreira dos prédios, um pouco longe, mas todos os dias da para ouvir na hora do "Ângelus" vespertino um fundo musical sacro, às vezes, Ave Maria! Mas sempre instrumental...
Quando chove eu vejo a água escorrer pelas ruas ou pelos tetos das casas, os galhos molhados das árvores, aves mudando de galho...
E antes, eu que achava poético o curto cenário das varandas da praia, limitado a pessoas no vai e vem do calçadão, o mar batendo na areia e em linha reta ao fundo, mas agora, agora eu vejo e sinto essa riqueza de vida pulsante longe do mar.
ver você chegar
é como sentir o amor pela primeira vez
quando você se vai
eu não fico triste
é como saber que amanhã
você ainda me trará o mesmo amor.
sobre nós
Pessoalmente, gostaria de ver mais de nossos líderes adotando uma abordagem tecnocrática para resolver nossos maiores problemas.
"A liberdade de ver e ouvir o que é, em vez de ver e ouvir o que deveria ou será.
A liberdade de sentir o que está sentindo em vez de sentir o que deveria estar sentindo." Virginia Satir
►Partida
Irei te ver nas paredes, na cama, por meses
Falarei seu nome várias vezes, em dizeres
Despeço-me de você, meu amor, como da última vez
Minha felicidade está com você, sempre
E, mesmo em lágrimas e olhos inchados,
Escrevo aqui, em meu diário, nossos retratos.
.
Agora estou sozinho, perdido, com frio
Queria seu abraço quentinho, fofinho
Mas, agora estou sozinho, neste mar, em perigo.
.
Fui tolo em pensar que saberia amar
Mesmo relatando romances sem fim, tudo que fiz foi me enganar
Sonhei que ficaríamos juntos, mas, não foi assim
Agora estou chorando em desespero, sem parar
Lembrando dos seus beijos, do seu abraço caloroso, seu sorriso meigo
Como eu poderia simplesmente aceitar em silêncio, sua despedida?
Como eu poderia simplesmente me desprender de quem realçou minha vida?
Difícil, querida, difícil aceitar sua ida
Por isso escrevo, querida, escrevo, torcendo para que seja mentira
Que não irá embora, que ficará comigo, se for, por favor
Não me diga.
.
Escrevo em dor, meus olhos ardem por conta da ferida
O que será? Penso eu, da minha cama vazia?
Sem seus cabelos em meu travesseiro?
De suas curvas em sinfonia me desejando bom dia?
Eu não quero acordar sem sentir seu cheiro
Então fique, permita que este camponês a ame, princesa.
Com você eu sinto a leveza no espírito, por mais que o futuro seja incerto, eu gostaria de ver seu rosto mais uma vez, sentir a doce alegria em ser criança, e também sentir aquele amor inocente e puro, assim como eu sentia por você.
Cada vez que olhamos nos olhos de uma pessoa que se importa conosco e que tem o prazer de nos vermos felizes,estamos vendo a imagem de Deus refletida nela.
Pra se conhecer um livro é preciso abrir e ler.. escutar oque ele diz, abrir os olhos pra ver, porque olhando só pra capa ninguém concegue entender!
Eu tenho medo de me olhar no espelho e ver uma flor despedaçada e amargurada.
Com as pétalas machucadas e ao acaso deixadas.
Alguém me amava e eu só ignorava.
Era uma flor ignorante e de amor próprio vivia.
Fui tão cego que isso não percebia.
Mais agora as coisas mudaram, uma tempestade veio e de mim afastou quem tanto insistia em me dá valor.
Por que ontem choveu, a chuva me molhou, pingos escorreram pelo meu rosto e se perderam em algum lugar.
Ontem eu era narciso, agora que o vento me frustrou, a visão voltou e o coração meu próprio orgulho danificou.
A ignorância acabou e o vazio ficou.
