Vento
Mesmo que após a tempestade a árvore permaneça de pé por conta das suas fortes raízes, o vento sempre arranca algumas folhas e quebra alguns galhos
Aqui o vento anuncia erma saudade.
Solidão!... Talvez!
Semblante do dia findo.
Noite...enfim!
Estrelas repetindo o nada.
Tudo é nada na mesmice da letra que chora!
O vento avisa. A prevenção é sua. Então, não se sinta incomodada(o) com a tempestade que nasce com o seu sopro de vida.
O VENTO ASSOBIA TOCANDO O ROSTO E O TEMPO PASSA!
LONGAS HORAS ENTRETEM-ME NESTA DEMORA!
OS SENTIMENTOS NÃO PODEM SER ENTALHADOS COMO ESCULPIMOS OUTROS OBJETOS!
GRAVITAM SONHOS, ESPERANÇAS E SENTIMENTOS NESTE ESPAÇO QUE VEM SENDO MINADO PELA LASSIDÃO PROVOCADA PELA AUSÊNCIA DA SUA VOZ!
OS OLHOS LASCIVOS TENTAM NÃO ESMORECER, MAS SE DENUNCIAM EMBEBEDANDO MINHAS MÃOS!
FRÁGEIS ESTES ENLEVOS, MAS A IMPACIÊNCIA DO SINAL DE VIDA ESTANCA UM RISO E ELE SOFRE AO PERCEBER QUE O SEU DESTINO É REPETIR O GOTEJAR DOS VISORES BUSCANDO O SEU VULTO!
SONHOS SÃO ESGANIÇADOS E FINDAM COMO DANTES ESPERANDO UM SIMPLES CARINHO PARA SOBREVIVER!
VOCÊ NUNCA CHEGA E, NESTA ALEIVOSIA DE DEDICAÇÃO, PADEÇO MAIS UM DIA DE SOLIDÃO!
©Balsa Melo
31.07.05
Cabedelo - Paraíba
Aceno para o vento.
Ele, também, consegue me devolver o sorriso que quero acenar.
Vou imergindo em mim e, consigo sem tantas tréguas, emergir com o meu olhar mais voltado para as coisas substanciais da vida.
Invento!
Vento!
No invento do vento que não chega com o seu sopro!
Ventou!
Inventei o vento do adeus!
Meus olhos insistem em ser cachoeira
O vento ainda não a dispersou
Sou intensidade altaneira
Inescrupuloso embaraço
Sou o traço
Do riso discreto
Os dentes falhos
A janela aberta
Da imensidão.
Sou estranha às vestes alheias
Mas não sou sozinha
Eu sou multidão.
Os meus olhos ainda persistem
Como jarros d’água
Infinitas fontes
A cruzar as pontes da escuridão
Eu sou a senhora
Sou a meninice
Sou a pausa e o pique
Da imperfeição.
Meus olhos reclamam por vida
Os braços não deixam enxergar
A pele tão destemperada
O fogo aterra a água e o ar.
Eu sou incredulidade
Palavra de quem argumenta
Motivos, sentenças, viagens
Ao grão da pura inocência.
Meus olhos
Estão cansados
De tanto verter um rio
A cada segundo
No seu mais profundo
Mar em desvario.
Eu sou o buraco que não se esconde
A teia de aranha que engole o mal
Eu sou a tempestade do vento suave
Sou a certeza do vendaval.
O chamado
Será a qualquer momento
Como uma brisa suave
Ou como um terrível vento
Será a qualquer momento
Não perguntará as cores
Nem os meus mais sérios intentos
Será a qualquer momento
Desfazendo as teias
Ou estendendo tormentos
Será a qualquer momento
Iludindo os sentidos
Ou execrando por dentro
Será a qualquer momento
Um pior desatino
Ou o melhor dos unguentos
Será a qualquer momento
Com a data marcada
Ou com surpresa do tempo
Será a qualquer momento...
E antes que ela chegue
Eu me entrego, forte, lento...
A morte...
Será a qualquer momento!
Após torcer contra o vento
em uma tempestade, surge
um arco-íris preto e branco
confirmando ao Atleticano
que chegou a glória eterna.
Balança ao vento
o Pau-d'arco-rosa na Bahia,
Esperança segue firme
e sem limite nos Versos Intimistas
que somente me pertencem
assim como o seu amor
e a paixão nos envolvem
arrebatadoramente...
Balança com o vento
o lindo Pinheiro-caiová
pousa a Gralha-azul
e em mim a inspiração
para escrever lindos
Versos Intimistas
para espalhar poesia
dedicadas ao meu Sul.
