Vento
Ápice do amor
No escoar das areias, segue o vento silencioso.
As cortinas se abrem, sem aplausos nem gritos.
Um palco sagrado, em claridade serena, cheio de mistérios.
Sem canções, é o momento oportuno para a reflexão.
Um novo ser desperta neste presente dia.
No mais profundo interior, ecoam as batidas,
únicas e exclusivas, como uma percussão que reverencia a vida.
Frequência que se mantém na medida e quase imperceptível.
Sexta-feira Santa, onde o amor nos acolhe e abraça sem empecilhos.
Uma viagem para longe das preocupações terrenas,
para viver da Divina Providência.
O maior gesto de amor, aquele que se entrega por inteiro.
A maior de todas as lições, muito além das margens,
tocante, arrepiante, indescritível, incontestável.
Ápice do amor.
Um amor de cigano é como o vento, livre e misterioso. Não tem fronteiras nem limites, é intenso e apaixonado. É uma jornada sem destino certo, cheia de emoções e descobertas.
Sinto o vento leve da alma,na melodia dos pássaros, No murmúrio das águas, No silêncio que fala mais alto.
Cléber Novais.
Sou feito de pedaços,
de sonhos, de mar e de vento.
Carrego histórias no peito,
e memórias no pensamento.Há dias que sou tempestade,
em outros, sou calmaria.
Vou navegando entre os mundos,
buscando meu pensamento.
Cléber Novais
Sinto o vento, não o vejo,
Mas ele sopra, suave, certeiro.
Assim é o que me guia,
Um toque leve da alma,
Um sussurro no silêncio.
Cléber Novais
Gota sombria que escorre no vento,
Perfume amargo de um último lamento.
Vem sutil, como beijo em silêncio,
Trazendo o fim num toque tão denso.
Não grita, não chama, apenas sussurra,
Seu cheiro é flor que ao toque ezala.
Mistura de medo, mistério e sorte,
Na pele, a marca: o cheiro da morte.
Goteja no tempo, invade o ar,
Como se o mundo parasse pra olhar.
Não tem cor, nem rosto, nem norte —
Apenas perfume... gota de morte.
E quem respira, sem saber, se entrega,
À dança final que a noite carrega.
Mas há beleza, mesmo no fim,
Na gota que leva e dissolve o "sim".
Vermes na pele
O frio do quarto me arrepia.
O som do vento me faz
Se mexer na cama. E cada vez mais
Eu sinto essa claustrofobia
Me levar pra lama...
Não me engana
Essa minha dor, minha agonia.
A pele esquenta, chega a queimar,
E eu sinto o formigamento
Desses tecidos tão nojentos
Entre as carnes se rastejar.
Que cheiro horrível, fedido.
Me faz esquecer que estou vivo
E que vou partir sem nem acreditar.
O meu mundo está virando
De ponta cabeça. E agora
Tenho de agir sem demora
Por que o tempo está parando.
Eu não vou conseguir
Viver assim ou prosseguir
Vejo que estou desmoronando.
Pequenas úlceras cutâneas
Latejam com pus em putrefação.
E nem a minha melhor oração
Irá curar essas dores instantâneas.
Sinto que aumentam os odores,
E esses horríveis fedores
Me sufocam de forma espontânea.
Engulo o pavor que cresce em mim.
Agora os vermes rastejam mais.
Eu continuo gritando alto pela paz,
Desejando que esse não seja o meu fim.
O meu corpo já está se agitando,
E, mesmo assim, com ele lutando
Tudo terminará assim:
Vermes na pele carcomida
Gerando dores que vão mais além.
Enquanto que nada aqui me faz bem.
Vejo meu corpo virando comida.
Com o meu olhar morto
Sinto que já perdi esse corpo
Para essas podres feridas.
No fim o esqueleto jaz no chão largado.
Por fim esqueço que tanto faz ser mais outro sepultado.
Tsharllez Foucallt.
Curtinhas de Tsharllez Foucallt
O vento leva.
O seu sorriso é leve como o vento da manhã bagunçando docemente as folhas na primavera...
A delicadeza de sua pele tem a maciez dos raios solares pelas primeiras horas do alvorecer do dia...
A sua presença traz a felicidade que alegra qualquer ambiente...
Você possui a energia que transforma tudo a sua volta, deixando todos ao redor com a leveza e a doçura do mundo.
O capital, na capital
É tanta especulação imobiliária na cidade fechada, que sinto no ar o vento frio da esperança, sem vírus e na quebradeira.
Preferi, na falta de opção com nova guerra na faixa de Gaza, lembrar da Revolução Francesa.
Na padaria de nome francês, onde não se tem pão jacó, mas tem francês,observei um bom pão crocante e até aquele brioche de Maria Antonieta, a rainha que mandava comer na falta do outro, mas só sobrou sua cabeça na sesta da guilhotina na praça da Bastilha.Tudo árabe fechado, mas tem Jacó que não havia na francesa, mas que no centro tem dança do ventre,não por causa da guerra de Beirute e nem pela guerra em Beirute,porém existe uma porta que só atende delivírus.
Plataforma
Contra todos e contra ninguém, o vento quase sempre nunca tanto diz, tudo errado, mas tudo bem e, tudo quase sempre como sempre quis.
A evolução caminhou no sentido do afastamento das origens e melhoria do biótipo, que se manteve genuíno pelos caracteres dominantes.
Resumindo, um cão mal, porém adestrado.
Cervantes, conhecia muito bem a loucura. "Não são gigantes, são moinhos de vento." Cervantes, assim como Dostoiévski, soube transformar o sofrimento pessoal em arte de caráter universal . Dom Quixote é muito amigo meu: dois loucos com dignidade. Na visão de Franz Kafka, Quixote, na verdade não existia e era na verdadeiramente um dos demônios do tormentos de Sancho, sendo assim, seu verdadeiro protagonista.
A mar
Rápido estado
Ancestral de um indivíduo
Que vem do vento
Um sossego, uma unção
Estado leve anuncio seu lugar
Leve estarei parado aqui
No seu lugar
E eu te espio da varanda
Indo embora
Mas você vem
Hoje a janela
Me ofereceu a paisagem
Ressuscitando formas
Era um sujeito
Realmente distraído
Na hora de dormir
Beijou o relógio, deu corda no gato
E
Enxotou o olhar pela varanda
Venha pra cá deixe de ser
Bem acanhado
Do seu ditado
Agitado
Cabelo ao vento
Do saculejo
Dessas roupas
No varal
A mar
De onde
Que tu tiras tantas ondas
De onde
Que tu tiras vai e vem
De onde
Que tu vens tão descolado
Prá onde vai só do seu jeito
Descansado
Volte amanhã bem de manhã
Aqui estarei
Prá ver de perto
Seu molejo
Arretado
Agitando o ar
No
Seu espaço confinado
Tomando a fresca
Tomo o ar
Quarando o corpo
Em alguns lugares estratégicos
Já foi mar
Voou por sobre as montanhas e cabeças
Fez dali seu Espinhaço
Passou por cima
Do seu mundo
Seu lugar
Busca
Bem de lá
De onde vem seu infinito
Se esperar
Possa estar marcado em horas
Rochas
E no nascer
De
Espectativas fulminantes
Lá vem o mar
Trazendo a fonte e o defronte
Cavalga ventos
E a voz do sussurrado
Ginetes pronto aparado
A cavalgar
Alados ventos
Sobe e desce das areias
Ao espairecer espalha
Espuma em seu olhar
Já sinto aqui
O seu perfume estrangeiro
Bebendo em tua boca
O perfume dos sorrisos
Que o vento forte acaba aqui
De me entregar
Tem lugar
Que
Só é sagrado
Enquanto é silencioso
Mas
Quando o vento passa
Arranha a memória
Até que um dia
A gente volta
E
Já não é tudo
O altar era a infância
O chão
Promessa viva
O vento traz lembranças
Mas
Leva a voz das coisas
Mas
Quando a luz se inclina
Mostra a poeira do tempo
Às vezes sou vento, às vezes sou chuva, às vezes sou limpo, às vezes sou sujo, às vezes não sou nada, às vezes sou tudo, às vezes eles me amam, às vezes me odeiam, às vezes não estou no padrão.
Em todos os vazios às vezes, eu tinha minhas peças nos caminhos e aqueles momentos eram o desabrigo.
A solidão me visita mais uma vez na hora da minha reflexão. Sopra o vento lá fora e eu tento sentir seu cheiro solto pelo ar. Ouço o barulho tépido que se lança nessas janelas fechadas. Notas que cabem numa melodia. Música que embala meu sonho despertando meu corpo para os desencontros da saudade.
Seja brisa
Seja leve
Mas se preciso for
Vento,
Tempestade
Acerte
Erre
Mas siga aprendendo
Agradecendo e
com intensidade
Vivendo
Revoluções são como as portas podres que caem ao vento bravio, quando eclodem a vontade do povo já de muito suprimida, submerge abruptamente e de forma rápida demolindo o autoritarismo
"O tempo pode ser areia numa ampulheta...
O tempo pode ser o vento que passa por entre as folhas marcando as estações ...
O tempo pode ser sentido pelo amadurecimento em relação a vida...
A passagem do tempo é inexorável!
E será através do Tempo que seremos modificados e conquistaremos nossa LIBERDADE!
