Venha de onde Vier mas Venha em Paz
Ser Poeta é ser nós mesmos. É levar o que temos de melhor e distribuir boas sementes para que elas germinem poesia. É admirar o que os nossos olhos alcançam. É ter a sensibilidade de ver nas pequenas coisas e extrair delas a essência e a pureza. Ser Poeta é ver o mundo com olhos internos e transmitir através deles a paz e a harmonia...
Às vezes é melhor calar, não dizer uma única palavra. Noutras, precisamos desabafar, colocar para fora tudo aquilo que está nos agoniando. O que necessitamos na verdade, é estarmos em Paz. Por isto, estamos sempre buscando o que nos eleva ao ponto máximo.
Lutar contra os monstros interiores, não é tarefa nada fácil, porém é a única forma de encontrarmos a Paz de espírito.
CONSELHOS DO MAR
Olhando para o mar entendi que:
A vida é uma construção.
Aprendemos a amar baseado nos pequenos detalhes.
O amor está entre a neblina da confusão mental.
A paz vive nos momentos de reflexão.
A luz irradia de dentro.
A morte é a libertação do espírito.
Só agradecendo receberemos a recompensa.
Se doando ao próximo seremos agraciados.
Precisamos caminhar com os próprios pés.
Precisamos gostar da nossa companhia.
O que vem é apenas complemento.
Tudo acontece por algum motivo.
Parando e colocando os pés no chão, entenderemos os mistérios e os segredos da natureza.
Que a vida nada mais é que a nossa própria imagem.
Como eu queria que as horas virassem dias
Os dias virassem anos e os anos séculos.
A luz invadisse meu dia e as sombras virassem pó.
A paz curasse a dor e a vida apenas amor.
Desacelerar é preciso. O tempo não espera e a vida é curta demais para deixarmos de lado aquilo que mais precisamos, a nossa paz de espírito.
Sob o véu da noite acesa,
com estrelas por testemunha,
um homem repousa a alma tensa
no silêncio que o mundo arruma.
Foi de sol a sol sua lida,
com calos, suor e esperança,
construiu com força a própria vida
mas deixou de lado a dança.
Agora, ele sonha sereno,
com um canto à beira do nada,
onde o tempo caminha pequeno
e o peito respira a madrugada.
Quer uma barraca acesa,
um céu vestido de luar,
e ao lado, com leveza,
alguém que só saiba amar.
Uma mulher de fala doce,
de mãos que sabem cuidar,
que o olhe como se fosse
poesia ao caminhar.
Não busca luxo, nem fama,
só um abraço demorado,
um chá quente que o chama,
um coração encantado.
Nesse campo onde o fogo dança,
e a água cai como canção,
ele enfim planta esperança
no jardim da solidão.
Porque o mundo pode ser duro,
mas o amor é sempre abrigo
e hoje o homem do futuro
só quer paz… e alguém consigo.
Procuro todos os dias me encontrar,
Mas a cada passo dado, me vejo a divagar,
Fico mais perdido em pensamentos dispersos,
Sem encontrar respostas, apenas versos.
Busco incessantemente o meu eu verdadeiro,
Mas a confusão só parece crescer, derradeiro,
Meus pensamentos são como um labirinto,
E a angústia é um fardo, pesado e distinto.
Sigo em busca de respostas, dia após dia,
Mas a incerteza e a insegurança me guiam, em agonia,
Apesar da procura constante, o vazio é profundo,
E a angústia me envolve, como um manto imundo.
Anseio por encontrar a minha direção,
Superar a confusão, encontrar a redenção,
Mas enquanto procuro, me afundo mais na dor,
Esperando um dia encontrar a paz interior.
No fim o espírito civilizatório haverá de prosperar,
demonstrando a insanidade e a estupidez,
dos que usam as armas da guerra,
banhadas com o sangue de inocentes, para promover a barbárie.
Os radicais necessitam da guerra para se justificar.
A humanidade da paz para sobreviver.
Uma guerra está sendo travada.
Não uma só.
São guerras sobrepostas —
territórios, ideias, narrativas.
Guerras que atravessam continentes como ventos quentes,
queimando o que resta de paz nas esquinas do mundo.
De um lado, um povo.
Do outro, outro povo.
No meio, o pó dos edifícios,
o silêncio após a explosão,
os olhos vidrados de quem ainda respira.
As fronteiras não são mais apenas linhas no mapa.
Viraram cicatrizes abertas na carne da Terra.
As crianças correm, mas não sabem mais para onde.
Correm entre os escombros, entre pernas amputadas,
entre bonecas queimadas, entre memórias que se desintegram no ar.
O planeta inteiro sente.
Não há lugar onde o eco dessa violência não alcance.
As telas transmitem em tempo real a queda do outro
como se a dor pudesse ser consumida com um clique.
Não há heróis.
Não há vencedores.
A pólvora tem o mesmo gosto amargo dos discursos.
Os céus escurecem de fumaça,
o chão afunda sob os pés de quem perdeu tudo
e ainda tenta nomear o que restou.
O tempo desacelera diante da destruição.
Uma escola se desfaz em poeira.
Uma mulher grita.
Um velho cava com as mãos o corpo do filho.
O mundo gira, mas nada se move para impedir.
A geopolítica dança em salões gelados
enquanto os corpos ainda estão quentes no chão.
É por isso que não é apenas uma guerra.
É o colapso da empatia,
é a falência da escuta,
é a ausência de humanidade sendo televisionada como espetáculo.
E ainda assim,
seguimos.
O que aprendi quando parei de exigir amor"
Por Diane Leite
Desde pequena, entendi que ninguém tem a obrigação de me amar. Quando o primeiro amor que conhecemos falha — aquele que vem da mãe — a vida nos ensina cedo que o amor não é garantia, é escolha. E, quando se compreende isso, algo muda para sempre.
Eu parei de correr atrás.
Parei de me explicar.
Parei de tentar convencer alguém a ficar.
Parei de insistir onde já não havia espaço para mim.
Hoje, se alguém escolhe ir, eu deixo.
Mas se escolhe ficar, terá o melhor de mim — inteiro, verdadeiro, leve.
Não porque preciso agradar. Mas porque eu quero doar.
Aprendi que amor não se exige, se cultiva.
Que presença não se implora, se atrai.
E que quem merece, vibra comigo, cresce comigo, floresce comigo.
Não, não é orgulho. É cura.
Não é frieza. É paz.
Não é jogo. É maturidade.
O amor próprio me ensinou a economizar energia com quem não vibra na mesma frequência.
E desde então… minha vida só floresce.
Chega uma fase em nossa vida que o céu é nosso teto...
Mistério!
Com pés descalços pisar em solo árido é nosso chão...
Calos do destino bate em compasso no coração!
Como abrigo de nossa alma uma armadura que aos poucos se desprende no ar...
Deus em nosso silêncio nos soprando a Paz!
Colecionador de Sonhos
Rico em coletâneas de saudades, amores e viagens reais e surreais;
Sorrisos, choros, realidades e imaginações gostosas de serem sentidas;
Conseguir olhar para dentro, ou sair do corpo e vagar pelo mundo a fora;
Se encontrar no passado e ter o dom de se enxergar no futuro;
Me vejo dando alguns passos, carregando uma maleta na areia a beira mar, então parei olhando firme para o horizonte e joguei a maleta, nela as crises e os problemas mergulham em direção ao fundo do mar.
Não sei, neste momento se estou acordado ou se continuo dormindo, mas posso revelar que a sensação de paz e alegria que carrego no mundo dos sonhos é transparente, intensa, vai além da minha compreensão, enfim, me realiza.
Tua Existência!
Aonde você estiver sempre será o meu lugar favorito. O meu melhor assunto é falar sobre você. A volta da minha paz, o renascimento da minha esperança conquistados através da intensidade do meu amor por ti, são os pilares que dão mais sentido e graça a minha existência.
Solidão
Mesmo no meio de uma multidão estou só,
Apesar das aparências, eu ando com a minha bandeira branca da paz carregando o significado da minha existência,
A essência da minha alma solitária esta presente na caneta do poeta.
Quero revelar a você, meu amor, que eu estou colhendo os frutos do nosso amor com muito carinho. E te digo mais: alguns já cresceram tanto que estão fazendo uma sombra de paz, alegria e plena felicidade no meu coração.
Cidadezinha do interior
Eu só queria está em uma bela pracinha do interior de uma cidadezinha qualquer, olhando tranquilamente para as pessoas que circulam em volta e admirando a igreja a frente com todo o seu esplendor.
Eu queria desfrutar neste momento da companhia agradável da Lua e das estrelas que brilham diferentes nas noites calmas das cidades pequenas.
Como eu gostaria de está sentado no banco da praça balançando os meus pés sossegadamente sentindo aquela preguiça vinda da brisa fresca.
Eu só queria escutar o barulho dos ventos batendo nas folhas e fazendo as árvores dançar.
Como eu gostaria de poder viver no seio da paz, de aproveitar do conforto da liberdade e de conhecer em alguma cidadezinha do interior a tão famosa felicidade.
