Veneno
#DOMA
Me abraça detrás do muro...
Silencia meus lábios com um beijo mudo...
Me tome e possua...
Me deixe a desesperar...
Já não mais sei o que pensar...
É meu destino a essa hora da tarde...
Revirar os olhos e me perder...
Enquanto meu corpo arde...
Quando o que quero é só seu nome dizer...
O ouvido no seu peito...
Pra escutar o que bate...
Tira de mim o ar desnudo...
Sim, só eu que sei...
O que está a acontecer...
Entre nossos corpos há vários esmagamentos...
Estranhos sentimentos...
Sussuros longos...
Tremo enquanto suspiro...
No nunca e a toda hora...
Estranho sentido me deflora...
Espero o fim do meu doce tormento...
Me embebedo em seu delicioso veneno...
Somos um...
Feitos de amor e desejos...
Condenado estou a lhe amar
nos meus limites...
Em tudo que existe...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Tu me procuras em seus sonhos...
E eu te guio em todos meus pecados...
Teus desejos afogam-se em taças de vinho que as bebo vagarosamente...
Retiro-me despido de anjo...
Embalando tuas vontades como uma serpente...
Distorçendo tuas verdades...
Brinco com tua alma...
Te convidando ao meu íntimo abismo...
Te enlaço em meu olhar...
E no instante de um tempo...
Não perdido...
Mostro-te meu veneno...
E o que sinto...
Um só caminho é o bastante...
É o suficiente...
Para te mostrar que posso ser recatado e indecente...
E pode ser que derepente...
Te conquiste...
E nos amemos eternamente...
Sandro Paschoal Nogueira
Noite calada, como num lamento...
Foi cena alegre...
Oh quão lembrado estou...
Grande...
Grande Ilusão...
Perdida nos abismos da memória...
Pelas saudades que me aterram...
Durmo...
E o que importa?
Já não vivo em mim...
Chora o vento…
Noites sem brilho...
Noites sem luar...
Dolorido canto deste penar...
Meu olhar se pousou e se perdeu...
Mas por certo, a fé ardente...
Não perdeu a sua viva claridade e persiste...
E na volúpia da dor que me transporta...
Ainda insiste...
Sinto-te longe...
Ó esperança quase morta...
Entre esses vultos falantes porém mudos...
Sou eu mais do que eles...
Ou tenho igual fado?
Um soluço subindo a eternidade...
Coração...
Coração...
Nas veredas da vida a alma não cansa...
Alongo os vacilantes passos...
Sob o julgo do tempo...
Ergo o cálice e blindo...
Sorvendo sublime veneno...
Sangue...
Luar...
Distantes saudades...
Sandro Paschoal Nogueira
Bebe do meu cântaro se tens sede...
Que eu sem culpa já bebi...
Todos os venenos foram contatos...
Não fizeram-me mal...
Apenas me fortaleci...
Pus-me a escutar as vozes do silêncio...
Tanto sonho...
Tanta mágoa…
Se tens fome...
Come do meu pão...
Se eu tenho...
Da-me sua mão...
Que importa!
Ninguém sabe...
Daquele amor perdido...
Por dentro das escura noite...
Confundindo os sentidos...
Quantos, que marcham pela vida...
No intenso tráfego dos rotineiros dias...
Expõe suas tolas vontades...
Diante emoções tão frias...
Cavalheiro da triste figura...
Moinho a braços com o vento...
Nenhuma alegria ouvistes...
Só tristezas...
Desalentos...
Quando saíres, não me esqueças...
E não me cortes com a navalha...
Como dizer a um coração fora do peito...
Que para o vinho não há taça?
Por detrás de cada esquina...
A ver no mundo seco a seca realidade...
Erguendo os densos véus ...
Há de livrar-nos Deus...
Da dor indiferente da maldade...
Dos pares meus...
Sandro Paschoal Nogueira
"O chato não é, [...]não saber apreciar o doce caminho da vida, mas sim; Não aprender a desviar dos venenos que a vida nos dá em seus momentos diários."
—By Coelhinha
Aquele que amamenta com doçura um animal peçonhento deve sempre estar preparado para em algum momento provar do furor do seu veneno
Algumas pessoas tem comportamento venenoso, nocivo e tóxico, mas agem como se não soubessem disso. Hipócritas e frias, desprovidas de amor e cheias de rancor. Para seus problemas, sempre haverá um bode expiatório, pois não admitem erros e são incapazes de perdoar ou pedir desculpas. Sua língua é mais afiada que uma espada e suas palavras penetram como lâminas afiadas. De seu beijo emana traição e falsidade, mas sua saliva é veneno para o qual não existe antídoto.
Perfume
Ela nunca foi flor que se cheire
mas fora a mais perfumada.
Bem soltos os cachinhos dos cabelos
E de silhueta colada.
Pisava com firmeza o solo
com a cabeça levantada.
Fazia cair o meu queixo
Aquela bundinha empinada.
Nunca foi de abaixar para reza
Mas quando se ajoelhava.
Me deixava com a boca bem seca
E com minha roupa molhada.
Perfume de menina, astúcia de mulher.
Tu essência que me embriaga fazes de mim o que bem quer.
Tal qual uma Sarracenia envolve meu corpo e me consome.
E suga toda minha carne faz-me de vida e o seu homem.
amor_in_versus
“Não precisa beber, é só ler.”
As informações sem procedência são tóxicas e vão envenenar seu raciocínio.
Ao se sentir discriminado, inferiorizado ou menosprezado, afaste-se ou repreenda a boca perversa que carrega o veneno que sai do coração, antes que lhe contamine.
Viver uma vida miserável e retroativa apenas comendo, bebendo e se divertindo, é como aceitar o veneno de uma serpente, pronto para ser condenado eternamente por Deus.
A morte física entra primeiramente na vida de uma pessoa através dos seus pecados e se não acertar o perdão com Deus sai envenenando a alma do pecador, trazendo-lhe desgraças mil.
A vingança é como veneno, te domina. E, antes que você perceba, você se transforma em algo horrível!
