Velhice
O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO
Não me rejeites na minha velhice; quando me faltarem as forças, não me desampares. —Salmo 71:9
Eu estava tomando o café da manhã com um amigo, que recentemente celebrou seus 60 anos. Discutimos o “trauma” do número seis, por ser o primeiro dígito na sua nova idade e de todas as implicações que se seguem (aposentadoria, previdência social, etc). Também refletimos sobre o fato dele sentir-se bem mais jovem do que indicava aquele número tão “avançado”.
Então a conversa girou para as lições, alegrias e bênçãos que encontrara ao viver estes 60 anos e acrescentou: “Você sabe, na verdade nem é tão ruim assim. Aliás, é muito emocionante”. As lições do passado trouxeram mudanças às suas percepções do presente.
Assim é o processo de envelhecimento. Aprendemos em nosso passado para viver nosso presente; uma lição que o salmista deixou transparecer: “Pois tu és a minha esperança, Senhor Deus, a minha confiança desde a minha mocidade” (Salmo 71:5). E ele continuou: “Em ti me tenho apoiado desde o meu nascimento; do ventre materno tu me tiraste, tu és motivo para os meus louvores constantemente” (v.6). Quando o salmista olhou para trás, viu claramente a fidelidade de Deus. Confiando nessa fidelidade podia enfrentar o futuro e suas incertezas, e nós também o podemos.
Que possamos dizer com o salmista: “Eu te louvarei… por tua fidelidade, ó meu Deus” (v.22 – NVI). —WEC
À medida que os anos se somam, a fidelidade de Deus se multiplica. Bill Crowder
Um dia na velhice, veremos como foi fácil lidar com as coisas. Mas, só lá na velhice, porque hoje só nos preocupamos em reclamar.
Ever Growing
Eles ainda darão frutos na velhice. -
Escritura de hoje : Salmo 92
Em seu livro O Pescador e Seus Amigos, Louis Albert Banks conta sobre um homem que passava um verão perto das margens do Lago Superior. Um dia ele se deparou com um pinheiro que havia sido derrubado por uma tempestade recente. Sabendo algo sobre as árvores, ele ficou intrigado com aquela imensa árvore verde no chão. Ele examinou de perto e percebeu que tinha pelo menos 250 anos de idade. O que mais o impressionou, no entanto, foi o que descobriu quando arrancou a casca. Era evidente para ele que no dia em que a árvore caiu, ainda estava crescendo.
É assim que deve ser na vida de um crente. Os anos passam e nossa força física diminui. O homem exterior perece, mas o homem interior deve continuar se desenvolvendo - mentalmente, emocionalmente e acima de tudo espiritualmente - até o dia em que morrermos.
Quão belos são aqueles que envelhecem graciosamente, refletem a amabilidade de Cristo em seus corações e continuam sendo espiritualmente produtivos! Essas pessoas continuam a desenvolver traços de caráter que glorificam a Deus e contribuem para a bênção e o bem-estar dos outros.
Como aquele imponente pinheiro velho, nós também deveríamos continuar crescendo - até o fim!
Refletir e Orar
Ó Salvador, ensina-me a habitar.
Perto abrigado em Seu lado amoroso,
Cada hora recebendo graça na graça
Até que eu te veja face a face. —Anon.
O novo nascimento leva apenas um momento; o crescimento de um santo leva uma vida inteira. Richard DeHaan
“Quando jovem, o homem se vislumbra em subir numa montanha, mas quando alcança a velhice, seu vislumbre está em apenas permanecer-se de pé.”
Morte, sempre cedo, nunca tarde, ainda que venha a velhice, porque ao amanhecer sempre temos o que fazer, atividades, deveres humanos são inatos, nem percebemos e fazemos, somos programados para viver, com predileção decretada pela sobrevivência; vida, a vida, vida não é normal, é extraordinariamente fenomenal, não é para ser pouco, é para ser muito, muito, sim, podemos exagerar sem moderação, façamos valer a pena.
Na minha míope sabedoria,
pude concluir que: a velhice é uma senhora
muito malvada, afinal, ela é prima do tempo.
A velhice te obriga a tomar pelo menos 5 remédios todos os dias:
1. Um para baixar alguma coisa;
2. Outro para subir alguma coisa;
3. O terceiro para equilibrar tudo;
4. O quarto para neutralizar os anteriores;
5. E, o quinto, para não esquecer de tomá-los.
Um desejo para os idosos
Não me rejeites no tempo da velhice; não me abandones quando minhas forças falharem. -
Salmo 71: 9
Escritura de hoje : Salmo 71: 9-18
“Como uma vela branca em um lugar sagrado, assim é a beleza de um rosto envelhecido.” Esta linha de um poema de Joseph Campbell se aplica a pessoas que serviram ao Senhor por toda a vida e ainda estão dando frutos na velhice.
Por trás do rosto envelhecido de um cristão de longa data, há memórias de família e amigos. As rugas representam momentos de oração fervorosos, carinho e décadas de trabalho útil. A beleza não é mais o encanto superficial da juventude, mas a beleza antiga de uma vida bem vivida.
Minha esposa ministra a algumas pessoas idosas bonitas como enfermeira em uma casa de repouso. São pessoas especiais, como o homem que lhe fornece um boletim meteorológico todas as noites em que trabalha e as mulheres que continuam a servir a Deus como guerreiras de oração.
Mas os idosos nem sempre são apreciados. Pessoas sem escrúpulos os forçam a viver em condições miseráveis. Um político disse que eles deveriam "morrer e sair do caminho". Outros sugerem que eles são um fardo desnecessário. Como cristãos, devemos resistir a essa tendência e trabalhar para revertê-la. Muitas dessas pessoas preciosas se sentem rejeitadas e abandonadas.
Vamos cuidar dos idosos e amá-los em nome de Jesus. Deus pode nos usar para incentivar aqueles que oram: "Não me rejeites no tempo da velhice".
Refletir e orar
Os santos mais velhos que confiam na Palavra de Deus
trilharam os caminhos que você seguirá;
Eles travaram as batalhas que você travará -
há verdade e sabedoria na conversa deles. —Branon
A bondade para com os idosos ilumina seus anos ao pôr do sol. Dave Branon
SEXAGENÁRIO
Velhice. Um novo horizonte num outro amanhecer
Lúrida, o vigor sem luz, roto e frágil; o pensamento
No ontem, a tremer, e o olhar revoando pelo vento
Cambaleando na encosta do tempo, e ali a descer...
Passa. Passando. Sucessivo, um novo sentimento
Que sombreia a fronte, o eu e o querer nesse ter
Sentir, ser, afinal, ainda no roteiro do poder viver
Amparando os passos, desamparados, sofrimento
E neste encanecido silêncio, a cada passo a ilusão
Volta, evocando o sentido do velho terno coração
Deixando a saudade solta pela lenta madrugada
E cochila o olhar: e o olhar alucinado, tão calado
Cabeceia nos segundos empoeirados do cerrado
Incomodado, tal um leão em uma furna apertada
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
26/06/2020, 09’33” – Triângulo Mineiro
Olavobilaquiano
A vida nos dar de presente três ciclos:
Infância, Juventude, Maturidade.
A velhice, é a cartilha com a síntesedos três.
O tempo mostra não a velhice, mais as experiências contidas
Onde podemos muito aprender enquanto viver.
"Sempre não tive a idéia fixa de que a velhice me traria muito? Em meus jovens anos escrevi em algum lugar: primeiro nós vivemos nossa juventude, em seguida nossa juventude vive em nós. Não sei bem, ainda hoje, o que eu queria dizer com isso outrora. Mas eu tinha realmente medo de não atingir a idade de viver esta experiência; eu o sabia profundamente, uma longa vida, com todas as suas dores, vale ser vivida,. Claro, o valor da vida pode nos ficar escondido pelos desgastes sofridos pela nossa carne, nosso espírito (...) do mesmo modo que a juventude mais empreendedora pode se ver entravada em sua felicidade e em seu sucesso, por um fatal concurso de circunstâncias; mas, por além das perdas, a velhice adquire muito mais que a famosa aptidão à serenidade e à lucidez: ela permite que se chegue a uma plenitude mais acabada."
“ Por oposição aos gerontologistas , que analisam
a velhice como um processo biológico , me interesso
pela velhice como um acontecimento estético .
A metáfora mais bonita que conheço para a
velhice é o crepúsculo , o pôr - do - sol .
O crepúsculo é lindo . Faz pensar .
No crepúsculo tomamos consciência da
rapidez do tempo ...
No crepúsculo sentimos o tempo fluir rapidamente .
Por isso muitas pessoas tem medo dele .
A famosa “ happy hour ” foi inventada como terapia para
a tristeza do crepúsculo ...
A juventude eterna , que é o padrão estético
dominante em nossa sociedade , pertence à estética
das manhãs .
As manhãs tem uma beleza única que lhes é
própria . Mas o crepúsculo tem um outro tipo de
beleza , totalmente diferente da beleza das manhãs .
A beleza do crepúsculo é tranqüila , silenciosa ,
talvez solitária .
No crepúsculo , tomamos consciência do tempo .
Nas manhãs , o céu é como um mar azul , imóvel .
Nos crepúsculos , as cores se põem em movimento :
o azul vira verde , o verde vira amarelo , o amarelo
vira abóbora , o abóbora vira vermelho , o vermelho
vira roxo , tudo rapidamente .
Ao sentir a passagem do tempo , nós nos apercebemos
de que é preciso viver o momento intensamente .
Tempus fugit - o tempo foge - portanto , Carpe diem - colha o dia.
E isto nos torna mais sábios e nos faz degustar cada momento como uma alegria única .
Quem sabe que está vivendo a despedida olha para a
vida com olhos mais ternos ...”
No crepúsculo , sabemos que a noite está chegando .
Na velhice sabemos que a morte está chegando
