Velha
Nova e Velha Política.
"Não consigo dizer o quanto uma janela exposta à luz do meio-dia pode ou não ofuscar minha vista, uma vez que quem decide é a hora e a posição que eu devo ocupar naquele ambiente. O paradoxo entre as leis limitantes e a liberdade de escolhas promovidas pelo livre arbítrio sob a lente religiosa promove discursos. Hoje, os políticos são categoricamente dois jogadores em lados diferentes em um único tabuleiro. O que torna isso engraçado é o fato de que somos nós os peões e as rainhas dentro desse jogo. Podemos decidir qual jogador irá nos representar, mas nunca a direção pela qual eles irão nos mover durante cada jogada."
TRANSCEPTO CRUZEIRO
No mar da velha poesia,
Dois navios vão singrando:
Um carrega a dor da história,
Outro segue renovando.
Entre o ontem e o agora,
Vai o verso navegando.
Castro Alves levantou
Sua voz de claridade,
Denunciando as correntes
Da cruel desumanidade.
Fez do poema um clarim
Em defesa da liberdade.
Seu Navio Negreiro, então,
Foi um grito contra o mal,
Retratando o sofrimento
Do cativeiro brutal.
Cada estrofe era um açoite
Na consciência mundial.
Negreiros Neto, por sua vez,
Lança a Nave ao infinito;
Não conduz corpos cativos,
Mas o sonho mais bendito.
Leva esperança na proa
E Deus guiando o seu rito.
Se um navio foi prisão,
Outro é ponte e travessia;
Se um cruzou mares de sangue,
Outro semeia poesia.
Um revela antigas sombras,
Outro anuncia o novo dia.
No transcepto do cruzeiro,
Onde os rumos se entrelaçam,
A memória encontra a fé
E os destinos se abraçam.
O passado vira mestre,
Sem que as feridas desfaçam.
Castro Alves fez da pena
Uma espada de justiça;
Negreiros faz do cordel
Um altar de boa liça.
Cada qual em seu tempo
Cultivou igual premissa.
Não disputam grandeza,
Nem procuram primazia;
São faróis de um mesmo porto,
Cada qual com sua guia.
Um combate a escravidão,
Outro exalta a harmonia.
Transcepto Cruzeiro é ponte
Entre o pranto e a esperança;
É o encontro das palavras
Com a eterna confiança.
Quem conhece o seu passado
Dá ao futuro segurança.
Que o Brasil jamais esqueça
O valor da consciência;
Pois a arte quando é livre
Transforma toda existência.
E a poesia permanece
Como luz da resistência.
A saudade é como uma velha amiga, que volta e meia vem nos visitar, mas sempre deixa um gosto de "fica mais um pouco?".
A CATEDRAL DAS SOMBRAS.
Parte i
Quando a noite, em veste escura,Sepultou a velha altura,Vi a Lua, fria e pura,Sobre a torre a soluçar;Cada estrela estremecida,Parecia, adormecida,Uma lágrima esquecidaSem coragem de brilhar.
Pelas naves do silêncio,Onde o Tempo fez domínio,Cada pedra era um martírio,Cada arco, uma oração;E eu seguia, passo lento,Respirando o esquecimento,Como quem transforma o ventoNo compasso do coração.
Vi retratos sem semblante,Vi um espelho vacilante,Onde o rosto do viajanteJá não ousa florescer;Pois a face que eu fitava,Mais que a minha, denunciavaToda a dor que sepultavaO desejo de viver.
Cada porta era um mistério,Cada sino, um cemitério,Cada eco, um ministérioCelebrando a solidão;E as paredes consumidas,Feitas de eras esquecidas,Repetiam, doloridas:— "Tudo acaba... tudo em vão..."
Mas ouvi, de uma janela,Uma voz serena e bela,Como a luz de uma aquarelaSobre um campo sem calor;Não cantava a esperança,Nem promessas de bonança;Era apenas a lembrançaDo primeiro e puro amor.
Meu espírito, cansado,Como um tronco abandonado,Pelo inverno açoitado,Vacilou sem resistir;Pois lembrava, entre gemidos,Os jardins já destruídos,Onde os sonhos esquecidosAprenderam a partir.
Vi então um corvo antigo,Feito sombra e feito abrigo,Que pousou, qual velho amigo,No mais alto castiçal;Seu olhar, sem ter piedade,Conhecia a eternidadeE a secreta identidadeDe todo homem mortal.
Nada disse. Nada fez.Mas o peso da mudezEra a voz da insensatezQue ninguém deseja ouvir;Pois existem mil palavrasQue são frágeis como tábuas,Mas há silêncios que lavramA sentença de existir.
Então vi que cada abismoNasce antes no organismo,Onde o próprio egoísmoErgue alta catedral;Cada culpa alimentada,Cada lágrima abafada,É uma lâmpada apagadaNo invisível funeral.
Quem combate monstros, cedoPode tornar-se o degredoDo mais íntimo segredoQue jurava destruir;Pois o mal que nos devoraNão desperta apenas fora:É a raiz que se enamoraDo jardim por consumir.
E caminhei noite adentro,Procurando algum alento,Mas achei somente o centroDo infinito labirinto;Onde o medo, soberano,Escrevia, ano após ano,Com um dedo desumano,Cada página do instinto.
Quando a aurora finalmenteTocou o horizonte ardente,Vi que o Sol, resplandecente,Não venceu a escuridão;Pois a sombra verdadeiraNão repousa na ladeira,Nem na floresta fronteira:Faz morada no coração.
Mesmo assim, subi o monte,Onde nasce cada horizonte,E rompi, qual velha ponte,As correntes do temor;Porque a noite, por mais forte,Nunca encerra toda sorte:Há mistérios além da morte,Há silêncio além da dor.
Então, diante do Infinito,Ergui firme o meu espírito,Não em gesto de conflito,Mas de lúcida ascensão;E as estrelas, uma a uma,Dissolveram toda a bruma,Transformando a antiga espumaNa mais viva criação.
Compreendi, no último instante,Que o destino mais giganteNão pertence ao triunfante,Nem ao rei, nem ao altar;Pertence ao ser que, vencido,Mesmo em sangue consumido,Faz do próprio coração partidoUma nova forma de amar.
E a noite, antes sepulcro,Fez-se trono, fez-se fulcro;Do silêncio nasceu o músculoDa coragem sem igual.Porque toda alma ferida,Quando enfrenta a própria vida,Ergue, acima da ruína vencida,Sua imortal catedral.
“Camisa velha não é roupa cansada — é testemunha. Ela viu dias que ninguém aplaudiu, abraçou o corpo quando o mundo virou as costas e, por isso, mesmo rasgada, continua sendo impossível de jogar fora.”
A verdade é uma velha sábia,
A beira do caminho catando sementes.
Observando a mentira passar,
Causando redemoinhos.
Uma arma velha, quebrada e esquecida
Jaz no chão, como um cadáver da memória
Seu metal enferrujado, seu coração de pólvora
Um dia foi forte, agora é apenas um peso morto
Seu cano está quebrado, sua alma está perdida
Ninguém a usa, ninguém a quer
Ela sonha com o passado, com os tiros que deu
Mas agora é apenas um objeto, um peso vazio e inútil
Ela lembra dos gatilhos puxados, dos sons de guerra
Dos gritos, das lágrimas, das vidas ceifadas
Agora, apenas um silêncio ensurdecedor
Um lembrete de que a violência é estéril, e a morte é vã
Ela espera pelo fim, pelo descarte final
Para ser derretida, transformada em algo novo
Mas até lá, ela jaz aqui, quebrada e sozinha
Um símbolo da destruição, da dor e da morte. 😔
A solidão é minha velha amante fiel que já se acostumou e aprendeu a não reclamar comigo, nos momentos que quero ficar sozinho, introspectivo, sem a menor paciência de encontrar com pessoas infelizes sorridentes, enfeitadas com utensílios de marca baratos mas falsificados que orgulhosamente desfilam vitoriosas e especiais de fachada.
Na velha arte da mercancia, sempre os melhores negócios e as grandes oportunidades, advém de hábeis comerciantes desconhecidos.
2627 📜 "Segundo a Lenda, eram duas as Irmãs: Frau (a mais velha) e Falc (a ainda mais velha). Os nomes são abreviaturas, respectivamente, de Fraude e Falcatrua.
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Lenda é (ainda é) uma das Minhas Governantas. Ela é Especialista (Sênior) em Ficção, como esta aqui."
A IDADE
Fico idosa mas não fico velha
O tempo marca o meu corpo
A vida ensina minha alma
No amor sempre terei a força
Nos olhos a esperança
No coração carrego a minha eterna criança
O humor será meu tempero
Sempre estarei acompanhada
As lembranças fazem parte das minhas histórias
As saudades minhas vitórias
Vivo hoje e o agora
O amanhã a Deus pertence
Vibro todos os momentos
Acredito na humanidade
Conquistei a liberdade
Para lutar todos os dias pela igualdade
Amo a vida!
Sem arrependimento
O que fiz está feito
O que não fiz
Quero fazer direito
A morte não me assusta
Acredito na justiça divina
A morte... deixa na terra o meu corpo
E leva a minha alma para cima
A terra Deus fêz para passagem do homem
"Se correr o bicho pega
Se ficar o bicho come"
Deus é o nosso Pai
E como Pai ele nos acolhe
E quer saber, cansei de ser assunto.
Aquela velha historia de "falem bem ou falem mal, mais falem de mim" nao cola mais. O mundo hoje paga milhoes para pessoas que gostam, e pedem para ser assunto, e voces ai, perdendo tempo comigo.
Politica, religiao, moda, futebol, cultura, musica, amor, guerra, paz, ecologia... e voces perdendo o seu tempo mediocre falando de minha pacata e miseravel vida?
Na carência da inspiração, é um perigo, pois até uma caneta velha pode se tornar gostosa em meus punhos.
Saudades da minha "Velha Infância"
Infância pra mim significa muitas coisas, ate porque foi nela que eu vivi um dos melhores momentos da minha vida' hoje tenho saudade sim. Muitos dizem que, quem vive de passado é museu ..concordo plenamente, mas você não acha que tem momentos de la que valem apenas ser lembrados? como a infância por exemplo' ..
lembro-me que eu brincava a noite com meus melhores amigos de "pira garrafão, pira se enconde entre outros", era tao bom, quando tinha uma oportunidade eu agarrava as meninas la rsr. Brincava de futebol, vôlei, "policia ladrão" casinha rsr ..essa era a parte melhor d=que tinha, pois eu era o pai hehehe. Lembro também que agente brigava muito, mais no outro dia tava la novamente, brincado e se divertindo, diferente de muitos hoje em dia, que brigam ficam dias sem se falar. Só quem conviveu comigo naquela época sabe o quando era bom.
ah... saudade dos meus amigos, fico imaginando como eles devem estar agora.. se tem são casados ou se já tiveram filhos rsr, pelo que já mim disseram,, muitos deles já são comprometido, e desde já desejo muitas felicidades. Já se faz tanto tempo que não os vejam, alguns eu mantenho contato pelas redes sociais e por tel, espero que aqueles que nunca mais vi, não tenha acontecido nada de mal, espero que esteja tudo bem ...
Se tivesse que fazer um pedido, pediria a voltar no passado e parar na época que eu era criança, e rever os amigos, enfim voltar a inocência de ser uma criança.
Oh' quem dera se os adultos tivessem um pouco da inocência de uma criança, pensando bem, muitos tem, mas não a soltam, deixam sempre presas.
Ser criança é bom ate demais, porque não sofre por amor, não se apaixona, ate porque queria ter 1.000 vezes "um joelho ralado do que um coração ferido"
Quando lembro de quando eu era criança, bate uma saudade muito grande.
Abraços para meus amigos de Infância!
