Veio e Passou como um Cometa
Raro, precioso e caro,
não existe amor
como o nosso e que pode
ser nesta vida comparado
ao nosso sentimento
inoxidável e inabalável,
Comemoramos hoje
com convicção de platina,
que o amor continua
o mesmo e com toda a poesia.
Forte, firme, perene
e lindo como ébano
florido nasceu
o destino de amor,
Você vive comigo
e eu contigo,
Comemoramos felizes
o amor mais bonito!
Como quem saboreia
sorvete aos poucos,
Declaro-me altiva
poetisa performática.
Declamando versos,
olhando no fundo
dos teus olhos
e algumas vezes
pintando destinos.
Desvendando cada
um dos teus ocultos
desejos constantes
d'alma apaixonada.
Como quem não
quisesse nada,
vou permanecendo
como tivesse grudada
contigo desde o dia que nasci.
Rodeio no Caminho dos Anjos
Como poetisa deste
Médio Vale do Itajaí
escrevendo este
Poemário Rodeense
do meu jeito coloco
a nossa Rodeio
no Caminho dos Anjos
sendo levada pelas asas
coloridas da poesia
tanto quanto as plumas
do pavão que passeia
entre as hortênsias
que em silêncio se declaram
e beijam a nossa inspiração.
(É neste destino catarinense
onde está o teu coração,
É no Caminho dos Anjos que
há de ser para o amor a coroação).
Você chegou de mansinho
seduzindo como o pôr do sol
que corteja as estrelas
que haverão de nos cobrir,
o coração está começando a sorrir.
Como os Reis Magos
visitaram o Senhor Menino
na abençoada Belém,
Que minha letras visitem
os corações de todos vocês.
Peço e insisto pela liberdade
da tropa e do General
que por todos eles persisto,
e como poeta jamais
desisto da História recordar.
O ouro do encontro,
do diálogo e da reconciliação,
é o quê desejo que haja
com os presos de consciência
de todo o meu coração.
O incenso da pacificação
seja renovado e perene
como oferta ao Pai
com os presos de consciência
em verdade e liberdade.
A mirra venha perfumar
as vossas mãos ao decidirem
libertar os presos de consciência
e a voltar a pensar no melhor
destino para si e para toda a Nação.
Como o painel da Guerra
na entrada para confrontar
a consciência este é o poema
que apresento a Humanidade.
O Deus da Guerra nunca
mais dançará neste país,
O Brasil de Portinari
haverá de ser ainda muito feliz.
Como o painel da Paz
na saída para iluminar
a consciência é o meu poema
para converter a guerra em paz plena.
O Deus da Guerra nunca
mais ousará tocar no meu continente,
na América Latina
e em cada país das Nações Unidas:
(O Deus da Guerra sempre morre
diante de quem escreve poesias).
Você disse que quer
morrer nos meus braços,
Eu quero nascer
como mulher para você,
O lótus do nosso amor
está em nossas mãos,
Toda a poesia a dois
estamos dispostos a escrever.
Venho crescendo
como a poetisa
dos teus sentidos,
Não tem dado
para disfarçar,
Que o teu peito
quer se entregar.
Como poetisa da América do Sul
no giro do relógio astronômico
sob o atlântico céu azul,
aguardando pelo fino hipnótico
do teu profundo amor
que hei de louvar e devotar
com todo o meu candor
de quem conhece a rota
para onde as estrelas
serão sempre mais visíveis.
O amor para ser bom
tem que ser feito
como se faz o doce
de Jaracatiá para
não queimar o paladar,
Se for para nos amar
que seja preparado
e doce para a gente
em outra coisa não
mais na vida pensar
a não se em nos enamorar.
As vagens da Ingá-Ferradura
estão maduras como as minhas
ideias poéticas e as tuas,
Encontrar o amor é questão de sorte,
como sou poetisa te aceno o norte
e dos meus braços você não haverá
de escapar porque sou aquela
que você sempre desejou encontrar.
Como os Guanandis
estão carregados de frutos,
Assim quero me carregar
com os teus beijos
e gentilmente retribuir
os teus mais intensos desejos.
Como a chuva fina
molha o Louro-Branco
em plena florada,
Para os teus sentidos
a sua amada,
Penetrei na sua alma
há muito tempo,
Sou eu a dona do seu
coração e do seu pensamento.
Quetes sobrevoam
as nossas ideias,
Você joga charme
de pescador como
quem joga a rede
no oceano do meu amor.
Voa poesia bonita
como o Tangará,
Diga ao meu
amor que o meu
coração é dele
e segue com ele
por todo o lugar:
somos dois a flutuar.
Sob o teto de estrelas
sou como uma Mocho-dos-banhados
voando com os meus poemas,
Vou seguindo me iluminando
pelas estradas deste destino
onde sonhar pouco a pouco
por uns anda sendo proibido.
Nas asas da Beleza prola
espalhar a poesia
diáfana e incapturável,
E como dádiva da vida
quem sabe ganhar
o seu amor imensurável.
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