Veio e Passou como um Cometa

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⁠Bougainvillea rosa quase roxo
que espalha magia e cor
ao nosso redor assim como
eu escrevo Versos Intimistas
com muito carinho e amor
em busca das auroras
que me levem fazer parte
especial do seu destino
do jeito que no fundo sei que
você quer o mesmo comigo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Fico como o Patuju
em flor cortejado
pelo Colibri quando
sinto que você está
ao redor mesmo
em pensamento com
o seu etéreo amor,
Sei que no fundo
me guarda com tudo
o quê há de mais sedutor
raro, inevitável e absoluto.

(Pertencemos ao mesmo mundo).

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não há como não cobiçar,

E muito menos não querer;

Ao ver o Sol dançando:

lembrei-me de você.

Não há como não deixar

De um só minuto de te amar,

Da aurora até o amanhecer.


Beijo doce, e imortal,

Trouxe-me um presente

- sem igual

Vendo o auge do passo doble

- mortal

O Sol dando no mar um beijo

- sensual

Acordes da [Tarragona] divinal.


Não há como não se curvar,

Vendo o azul do céu

- beijando -

Sensualmente o mar;

Não há como não querer

- passionalmente

Nessa festa não se misturar.



Para não parar de se

surpreender,

- ela sempre nos amando

A bailarina vida sempre

supreende:

ela sempre acaba nos [beijando

Seja através da balada da

- Catalunha -

- ou, mesmo através das andaluzas

Ela vai bailando, e [coreografando,

O seu passo de amor, coragem e juras,

Com a mesma coragem do Sol [dançando

Sobre as ondas do Mar Mediterrâneo,

Ao som de Paco de Lucia nos [tocando...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Quem procura

me entender:

sempre perde

a cabeça!

Nasci livre

como uma ave,

Insistir comigo,

de nada vale,

- não compensa

Sou um poema

de quinta,

- um verso vagabundo

Uma poesia bandida,

- rebelde -

Doidamente

transtornada,

Cauda de cometa,

- constelação efusiva

Doido verbo

e provocativo,

Dançando em cima

dos estilhaços,

Desse planeta

cheio de cacos,

Versos feitos

a fio da espada,

Brio, doçura e sangue

fervente

- e determinado

Pelos alçapões

do inconsciente,

Repleto de si

e com assinatura

- própria -

Corto com os versos

de Salomé

- o teu juízo -

E me misturo

aos teus aromas,

Furtando, assim,

o teu coração.



Então, repousa aqui,

bem aqui,

A tua mente

e o teu coração,

Assim, neste colo,

a fantasia,

O teu implacável

desejo

De mergulhar

na sedução;

Nascida

dessa cantiga,

E de cada verso

de paixão.



Voa, então, sobreviva,

Não se recuse, não se negue,

- se promova

Ao meu colo, se renda,

Prossiga como quem se atreve...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Talvez você não

me enxergue,

Assim como eu sou,

Talvez você

não me amou.

Sim, o teu

discreto olhar

Traz para mim

uma esperança

- única -

Como um vagalume

a voar.



Talvez você

não me perceba,

Sou vegetação rasteira,

Sim, eu floresço;

Desabrocho,

Sou estrela-flor,

- em esplendor

Cravada nas areias.



Talvez ainda

não me ame,

Porque não

me conhece

- direito -

Nascida para

te amar,

- devotadamente -

Para satisfazê-lo

INTEIRO.

Inserida por anna_flavia_schmitt

A Páscoa acontece sempre,

Ele vive eternamente.

Ora anoitecemos,

E ora surgimos como o amanhecer;

Já deveríamos ter aprendido

- a viver -

Dobrando os corações

Para louvar e agradecer.





Sempre esquecemos,

De sermos gratos,

Por alguém que nos ensinou,

Amar uns aos outros,

Como Ele nos amou;

Ele se entregou,

Nunca se negou

E ensinou o salto do amor.





Os registros estão lá,

Para quem sabe ler,

- e interpretar

Pronto para se entregar,

E escutar a mensagem,

Que pode surgir face a face,

- e a conversão acontecer

É só você se abrir,

Deixando o teu coração ler,

A tua alma irá reconhecer,

Os ensinamentos dourados,

Para que o poema pascal aconteça,

É preciso que estejamos reunidos,

Na mesma caminhada lado a lado.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Tenho na memória guardada,

Não há mais como dizer,

Talvez esteja sepultada,

Em terra longínqua,

Hei de um dia te contar,

Fizeram a gente esquecer,

Não é possível sequer falar.





Este poema é impublicável,

Mas é inevitável...

Ele fala de sobrevida,

Ele fala da Morte,

E da vida além da Morte.



Abraçando a lembrança,

Não há mais esperança,

Ylang-ylang é o teu perfume no ar,

Serena musa, não sei onde estás,

Talvez um dia você vai voltar,

Talvez pobre de você,

Algum dia o destino irá mostrar.





Esse poema não presta,

Eu deveria atirá-lo no lixo,

Ele não deu a cara a tapa,

Filho de alma covarde,

É quase uma denúncia...

Os ares e ‘as flores de abril’,

Uma música de Chico Buarque,

A imagem da mulher esfumaçada,

Talvez esteja desfigurada,

Teve a imagem desaparecida,

E alma roubada,

Não quero falar sobre mais nada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Arrancaram a voz de Odoyá,

Ela como Rainha não se prostra,

- Calaram-na!

Mas não lhe furtaram a autoridade,

A verdade ninguém pode apagar:

Odoyá é a Soberana do mar.





O silêncio tem muitas vozes,

Os ventos levam os gritos,

A opressão fura os tímpanos;

Não há outra alternativa,

Temos que acreditar:

Um dia tudo muda,

Assim como as ondas do mar.





Odoyá sereia,

Odoyá guerreira,

Esse jogo ela vai virar,

O povo ela irá libertar;

Não duvide!

Ela é a Rainha do mar,

Odoyá não perde nada,

Ela é vaidosa,

E toda formosa dará uma lição

Em toda essa gente muito maldosa...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Surgi como o mais

belo juramento,

Sem engano e

sem tormento.

A minha essência

é profética,

Sou a encarnada

amenidade poética.





Para fazer-te companhia

ao invés do sol,

À beira mar, um oceano

de desejos,

Com versos e todos

os beijos;

Para fazê-lo amar,

longe dos medos.



Estou a te esperar,

poeticamente,

Da forma que ninguém

soube ousar,

E tampouco imaginou

experimentar.





Estou a crer,

infinitamente,

Que virás como

uma mansa manhã,

Acariciando-me

amorosamente.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Como Ave gentil,

Pousou a poesia,

Como gaivota,

À beira mar,

A contemplar,

E escutar,

O que o coração

Tem para falar.





Como Ave gentil,

Assim sou eu

No embalar,

Sempre a te esperar,

E cantarolar

Como as ondas do mar,

Cumprimentando sempre

O azul infinitamente anil.





Como ave gentil

A te espreitar,

Estou aqui,

Te buscando,

Devotadamente,

Sob a luz das estrelas,

Com uma saudade imensa,

Da tua paixão intensa...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ninguém contou,

Mas eu sei de tudo,

E como tudo começou,

O pássaro sobrevoou,

Foi Ele quem te consagrou.



Ele te buscou,

Para seres soldado da paz,

A Guerra te marcou,

Mas a tua alma não roubou.



Ele sempre te Deus sinais,

Como deu à São Bento,

Todos divinais, - naturais,

Ele testemunho o quanto orais;

E fostes sempre o apóstolo da paz.



A doutrina da fé,

A pedra fundamental,

Pastor espiritual,

Estar com Ele sempre foi natural.



Continuar com Ele,

E por Ele,

E em n'Ele,

Ao renunciar pela Trindade,

Mistério da idade,

Libertação, fé e humildade,

Para crescer a Igreja em caridade,

Gesto divino e de humanidade,

Um raio caiu na Basílica central da cidade,

- país de Pedro, apóstolo

Cidade do Vaticano,

Mais um sinal,

Dado por Ele, que é chegada a hora

Da renovação,

Para a revolução do amor por toda a eternidade,

Um aviso para a Humanidade crescer em fraternidade.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Eu me encontro com você

Em todos os lugares,

Como o vento e as areias

Carregando as conchas,

- e as saudades;

Eu me encontro com você

Por todos os lugares,

De preces em preces

Em todos os altares.



Sou o total atrevimento,

E cortesã da sedução;

Nasci para ser a tua paixão.



Por isso eu me encontro com você,

Do jeito que nós dois sabemos,

- sempre confiantes

Em versos íntimos, e celebrantes;

E nos reversos radiosos do bailado,

Somos bons amantes – indecorosos,

É assim que nós somos amorosos:

cuidando um do outro

Como uma mina de diamantes.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Como num transe que não tem explicação,

Eu caminhei até a praia,

Só para ver se eu ganharia

o teu sorriso,

Como uma divina moção,

Mas você lá não estava,

Lembrei-me do tempo,

que eu era a tua amada.



Graciosamente o mar marulhava,

- todo formoso ele cantava

Uma linda canção que me tocava,

Dos pés ao último fio de cabelo,

Lembrei-me da época que não tínhamos

- nenhum segredo -

E o medo do escuro

era uma doce desculpa,

Para pular no teu colo

- o meu grande enredo.-



No ápice do inexplicável transe,

Que só reforçou a lembrança,

- do nosso lance

Vi um jovem casal de namorados,

Os dois atravessando a duna,

Recordaram que nunca deixei de ser completamente tua.

Inserida por anna_flavia_schmitt

O mistério dos teus olhos,

Castanhos e nordestinos,

Lembra os dias coloridos,

Marcante como passos,

Na areia e no coração,

O étereo beijo não dado,

Pela poesia sublimado,

Mas não esquecido,

Ainda me balança,

Tal como a palmeira

Ao vento de maracaípe,

Confundo Pernambuco,

Com Sergipe, e até parece

Que bebi um alambique.

Eu te vejo em boas letras,

Invernais e de verão febris,

Porque és meu chão,

És meu Norte e meu Sul,

Nem desconfia que és meu,

Tu és meu tudo e meu nada,

Tens todas as misturas,

Do que chamam de raças,

És verdejante por tuas matas,

Auri e profundo pelo teu ouro,

Azul pelo teu céu e teus mares,

Pleno, celeste e Sudeste,

Lindo até no seu Centro-Oeste,

Em berço coroado de estrelas,

És a minha constelação - e meu país.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não se castra a poesia de [ninguém,

Quem castra - age como quem rouba a fé,

Uma poesia castrada,

- é como o brilho dos olhos roubados de

[alguém

Não se castra a poesia de [ninguém.



Das vezes que eu tentei te procurar,

Você não quis deixar,

O meu amor te amar,

E no teu coração eu penetrar.



Não se abafa o canto de [ninguém,

Quem abafa - age como quem acaba com o oxigênio,

Um canto abafado

- é como um país que virou terra de

[ninguém

Não se abafa o canto de [ninguém.



Do meu escrever sobre o amor,

E sobre o teu sentir,

Eu quis falar,

E você não quis me ouvir.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Palavras não são como folhas ao vento,

Dizem até que o vento as leva,

Mui diferentemente das folhas,

Elas - as palavras - sempre chegam ao

destino, - não duvide disso.



Lá do alto do Monastério,

Com os braços em direção ao céu

De tom opala e repleto de mistério,

Em busca de retirar todo o véu,

Ele que abriga o mel que te aflige,

Assim bem doce tu redige.



Palavras não voam com o vento,

Elas só trafegam,

Mui diferentemente do que pensam,

Elas ocupam o teu coração,

E tomam conta do teu pensamento.



Vejo no firmamento

do teu corpo,

Tatuadas as setes artes

liberais,

Inscritas deliciosamente,

Capazes de me endoidecer,

E de me invadirem ardentemente,

Rendendo-me severamente.

A tua retórica hipnotiza

a minha dialética,

A tua música a minha gramática

não traduz,

O teu beijo é expressão

- e o teu corpo seduz.

A tua aritmética domina

a minha geometria,

Somos uma constelação

- e uma só astrologia...

Inserida por anna_flavia_schmitt

A liberdade de expressão existe,

Alegre, muda, falante ou triste;

Ela é como uma rua que resiste.



A liberdade de expressão resiste

Em passos 'salsos' - ela insiste,

De tanto dançar - ela persiste.



A liberdade de expressão vive

No peito que bate altissonante,

Dono de uma fé que não desiste.



A liberdade de expressão persiste,

Ela no teu peito reside,

Sempre ela dá um jeito

- ela [sobrevive].


A liberdade de expressão reside,

No coração de quem intensamente vive;

É sinal fecundo de tudo nesta terra

- tu [construíste].

Inserida por anna_flavia_schmitt

Escrevo como quem planta girassóis,

Descansando ao som dos rouxinóis.

Imaginando a cena debaixo dos lençóis,

Porque busco estar contigo a sós.



Eu percebi que jamais irá me abandonar,

Li nos teus olhos a vontade de ficar,

E todo o amor que há de me dar,

Um dia a gente irá se entregar,

Sou a poesia que chegou para abalar.



Escrever versos mal comportados é arte,

Escrevo como quem a ideia persuade,

Para despertar a imaginação,

E despertar em ti a mais louca vontade...



Eu li nos teus olhos a verdade,

Tens loucura por mim,

E bem sabes que sou um caminho sem volta,

Uma verdadeira paixão sem cura.

Uma real presença para a eternidade.



O teu cuidar e a tua palavra dita:

"- Não irei te abandonar...".

Escrevo como quem premedita

As noites de amor que estão para chegar...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não sei mais como

me dirigir à você,

Nem tampouco agradá-lo,

Fiz de tudo para cativá-lo,

Não sei nem mais como

me chegar até você.



Por tantas horas

de espera,

E o coração batendo

acelerado,

E eu pedindo um

cadinho de atenção,

Não sei nem mais

o que fazer, estou

pronta para fazer

da Lagoa das Lágrimas a (minha);

- estou perdida

Gostaria de percorrer

de novo o caminho que me

leve de volta

para o seu coração

- agora só tenho

estes meus versos

para me dar uma direção.



Não quis lhe agredir,

só quis um pouco de atenção,

Pela primeira vez senti-me

sentenciada por ser poetisa,

Fui colocada para fora

da tua vida - do teu coração,

Condenada por amar o Brasil

em versos sem malícia.



Estou chorando,

você nem imagina...

Por todas as horas

que me senti ignorada,

Carregaste um pedaço meu para ti,

E abandonaste no meio

da estrada,

Mas tenha a certeza

de uma coisa: você se foi,

e a minha poesia há

de ser fazer refeita, ainda mais

iluminada e eterna.

Afinal, até em Guarapuava

encontrei sementes para

lançar na terra - e fazer-me eterna.



Uma vez encontrado

o sentido do amor no Paraná,

O coração sempre voltará

porque o amor ali está,

Estou esperando daqui

para frente a atitude valente,

que você tomará

- e se o nosso amor

de fato desabrochará.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Você não entendeu que sou poetisa,

- e vais me condenando por eu

Escrever poesia

Como presa algemada caminhando

Rumo ao Fortim de Atalaia,

- escrevo versos perfumados

Por cevada

Agora estou em Guarapuava,

- apreciando as araucárias

Esperando que você volte atrás,

E juntos nos envolvamos

Novamente como uma primavera

Em plena florada...



Desconfio que você,

Assim como eu que não

Está entendendo nada,

Estou diante do Rio Jordão

Espalhando versos e perfumes

Para chamar a tua atenção:

- quero de volta a tua mão.

Nunca se esqueça que o amor é uma

Primavera que não passa;

Quando olhares para a noite enluarada,

Lembrarás de cada verso que a nossa

História se fez inspirada.



Sob as bençãos de São Francisco e São João,

A Lagoa das Lágrimas refletirá

O nosso amor que permanece no coração.

O teu coração se voltará para a tua poetisa

E baita mulher, que você finge em não querer.

Que o teu coração persiste em renegar,

E que no fundo te falta a coragem

Para lutar - e se entregar.

Da tua mente não irei me apagar,

Porque a minha poesia mora nos

Teus poros e o teu corpo não se

Esquece de quanto é bom me amar...

Inserida por anna_flavia_schmitt