Veio e Passou como um Cometa
Bougainvillea rosa quase roxo
que espalha magia e cor
ao nosso redor assim como
eu escrevo Versos Intimistas
com muito carinho e amor
em busca das auroras
que me levem fazer parte
especial do seu destino
do jeito que no fundo sei que
você quer o mesmo comigo.
Fico como o Patuju
em flor cortejado
pelo Colibri quando
sinto que você está
ao redor mesmo
em pensamento com
o seu etéreo amor,
Sei que no fundo
me guarda com tudo
o quê há de mais sedutor
raro, inevitável e absoluto.
(Pertencemos ao mesmo mundo).
Não há como não cobiçar,
E muito menos não querer;
Ao ver o Sol dançando:
lembrei-me de você.
Não há como não deixar
De um só minuto de te amar,
Da aurora até o amanhecer.
Beijo doce, e imortal,
Trouxe-me um presente
- sem igual
Vendo o auge do passo doble
- mortal
O Sol dando no mar um beijo
- sensual
Acordes da [Tarragona] divinal.
Não há como não se curvar,
Vendo o azul do céu
- beijando -
Sensualmente o mar;
Não há como não querer
- passionalmente
Nessa festa não se misturar.
Para não parar de se
surpreender,
- ela sempre nos amando
A bailarina vida sempre
supreende:
ela sempre acaba nos [beijando
Seja através da balada da
- Catalunha -
- ou, mesmo através das andaluzas
Ela vai bailando, e [coreografando,
O seu passo de amor, coragem e juras,
Com a mesma coragem do Sol [dançando
Sobre as ondas do Mar Mediterrâneo,
Ao som de Paco de Lucia nos [tocando...
Quem procura
me entender:
sempre perde
a cabeça!
Nasci livre
como uma ave,
Insistir comigo,
de nada vale,
- não compensa
Sou um poema
de quinta,
- um verso vagabundo
Uma poesia bandida,
- rebelde -
Doidamente
transtornada,
Cauda de cometa,
- constelação efusiva
Doido verbo
e provocativo,
Dançando em cima
dos estilhaços,
Desse planeta
cheio de cacos,
Versos feitos
a fio da espada,
Brio, doçura e sangue
fervente
- e determinado
Pelos alçapões
do inconsciente,
Repleto de si
e com assinatura
- própria -
Corto com os versos
de Salomé
- o teu juízo -
E me misturo
aos teus aromas,
Furtando, assim,
o teu coração.
Então, repousa aqui,
bem aqui,
A tua mente
e o teu coração,
Assim, neste colo,
a fantasia,
O teu implacável
desejo
De mergulhar
na sedução;
Nascida
dessa cantiga,
E de cada verso
de paixão.
Voa, então, sobreviva,
Não se recuse, não se negue,
- se promova
Ao meu colo, se renda,
Prossiga como quem se atreve...
Talvez você não
me enxergue,
Assim como eu sou,
Talvez você
não me amou.
Sim, o teu
discreto olhar
Traz para mim
uma esperança
- única -
Como um vagalume
a voar.
Talvez você
não me perceba,
Sou vegetação rasteira,
Sim, eu floresço;
Desabrocho,
Sou estrela-flor,
- em esplendor
Cravada nas areias.
Talvez ainda
não me ame,
Porque não
me conhece
- direito -
Nascida para
te amar,
- devotadamente -
Para satisfazê-lo
INTEIRO.
A Páscoa acontece sempre,
Ele vive eternamente.
Ora anoitecemos,
E ora surgimos como o amanhecer;
Já deveríamos ter aprendido
- a viver -
Dobrando os corações
Para louvar e agradecer.
Sempre esquecemos,
De sermos gratos,
Por alguém que nos ensinou,
Amar uns aos outros,
Como Ele nos amou;
Ele se entregou,
Nunca se negou
E ensinou o salto do amor.
Os registros estão lá,
Para quem sabe ler,
- e interpretar
Pronto para se entregar,
E escutar a mensagem,
Que pode surgir face a face,
- e a conversão acontecer
É só você se abrir,
Deixando o teu coração ler,
A tua alma irá reconhecer,
Os ensinamentos dourados,
Para que o poema pascal aconteça,
É preciso que estejamos reunidos,
Na mesma caminhada lado a lado.
Tenho na memória guardada,
Não há mais como dizer,
Talvez esteja sepultada,
Em terra longínqua,
Hei de um dia te contar,
Fizeram a gente esquecer,
Não é possível sequer falar.
Este poema é impublicável,
Mas é inevitável...
Ele fala de sobrevida,
Ele fala da Morte,
E da vida além da Morte.
Abraçando a lembrança,
Não há mais esperança,
Ylang-ylang é o teu perfume no ar,
Serena musa, não sei onde estás,
Talvez um dia você vai voltar,
Talvez pobre de você,
Algum dia o destino irá mostrar.
Esse poema não presta,
Eu deveria atirá-lo no lixo,
Ele não deu a cara a tapa,
Filho de alma covarde,
É quase uma denúncia...
Os ares e ‘as flores de abril’,
Uma música de Chico Buarque,
A imagem da mulher esfumaçada,
Talvez esteja desfigurada,
Teve a imagem desaparecida,
E alma roubada,
Não quero falar sobre mais nada.
Arrancaram a voz de Odoyá,
Ela como Rainha não se prostra,
- Calaram-na!
Mas não lhe furtaram a autoridade,
A verdade ninguém pode apagar:
Odoyá é a Soberana do mar.
O silêncio tem muitas vozes,
Os ventos levam os gritos,
A opressão fura os tímpanos;
Não há outra alternativa,
Temos que acreditar:
Um dia tudo muda,
Assim como as ondas do mar.
Odoyá sereia,
Odoyá guerreira,
Esse jogo ela vai virar,
O povo ela irá libertar;
Não duvide!
Ela é a Rainha do mar,
Odoyá não perde nada,
Ela é vaidosa,
E toda formosa dará uma lição
Em toda essa gente muito maldosa...
Surgi como o mais
belo juramento,
Sem engano e
sem tormento.
A minha essência
é profética,
Sou a encarnada
amenidade poética.
Para fazer-te companhia
ao invés do sol,
À beira mar, um oceano
de desejos,
Com versos e todos
os beijos;
Para fazê-lo amar,
longe dos medos.
Estou a te esperar,
poeticamente,
Da forma que ninguém
soube ousar,
E tampouco imaginou
experimentar.
Estou a crer,
infinitamente,
Que virás como
uma mansa manhã,
Acariciando-me
amorosamente.
Como Ave gentil,
Pousou a poesia,
Como gaivota,
À beira mar,
A contemplar,
E escutar,
O que o coração
Tem para falar.
Como Ave gentil,
Assim sou eu
No embalar,
Sempre a te esperar,
E cantarolar
Como as ondas do mar,
Cumprimentando sempre
O azul infinitamente anil.
Como ave gentil
A te espreitar,
Estou aqui,
Te buscando,
Devotadamente,
Sob a luz das estrelas,
Com uma saudade imensa,
Da tua paixão intensa...
Ninguém contou,
Mas eu sei de tudo,
E como tudo começou,
O pássaro sobrevoou,
Foi Ele quem te consagrou.
Ele te buscou,
Para seres soldado da paz,
A Guerra te marcou,
Mas a tua alma não roubou.
Ele sempre te Deus sinais,
Como deu à São Bento,
Todos divinais, - naturais,
Ele testemunho o quanto orais;
E fostes sempre o apóstolo da paz.
A doutrina da fé,
A pedra fundamental,
Pastor espiritual,
Estar com Ele sempre foi natural.
Continuar com Ele,
E por Ele,
E em n'Ele,
Ao renunciar pela Trindade,
Mistério da idade,
Libertação, fé e humildade,
Para crescer a Igreja em caridade,
Gesto divino e de humanidade,
Um raio caiu na Basílica central da cidade,
- país de Pedro, apóstolo
Cidade do Vaticano,
Mais um sinal,
Dado por Ele, que é chegada a hora
Da renovação,
Para a revolução do amor por toda a eternidade,
Um aviso para a Humanidade crescer em fraternidade.
Eu me encontro com você
Em todos os lugares,
Como o vento e as areias
Carregando as conchas,
- e as saudades;
Eu me encontro com você
Por todos os lugares,
De preces em preces
Em todos os altares.
Sou o total atrevimento,
E cortesã da sedução;
Nasci para ser a tua paixão.
Por isso eu me encontro com você,
Do jeito que nós dois sabemos,
- sempre confiantes
Em versos íntimos, e celebrantes;
E nos reversos radiosos do bailado,
Somos bons amantes – indecorosos,
É assim que nós somos amorosos:
cuidando um do outro
Como uma mina de diamantes.
Como num transe que não tem explicação,
Eu caminhei até a praia,
Só para ver se eu ganharia
o teu sorriso,
Como uma divina moção,
Mas você lá não estava,
Lembrei-me do tempo,
que eu era a tua amada.
Graciosamente o mar marulhava,
- todo formoso ele cantava
Uma linda canção que me tocava,
Dos pés ao último fio de cabelo,
Lembrei-me da época que não tínhamos
- nenhum segredo -
E o medo do escuro
era uma doce desculpa,
Para pular no teu colo
- o meu grande enredo.-
No ápice do inexplicável transe,
Que só reforçou a lembrança,
- do nosso lance
Vi um jovem casal de namorados,
Os dois atravessando a duna,
Recordaram que nunca deixei de ser completamente tua.
O mistério dos teus olhos,
Castanhos e nordestinos,
Lembra os dias coloridos,
Marcante como passos,
Na areia e no coração,
O étereo beijo não dado,
Pela poesia sublimado,
Mas não esquecido,
Ainda me balança,
Tal como a palmeira
Ao vento de maracaípe,
Confundo Pernambuco,
Com Sergipe, e até parece
Que bebi um alambique.
Eu te vejo em boas letras,
Invernais e de verão febris,
Porque és meu chão,
És meu Norte e meu Sul,
Nem desconfia que és meu,
Tu és meu tudo e meu nada,
Tens todas as misturas,
Do que chamam de raças,
És verdejante por tuas matas,
Auri e profundo pelo teu ouro,
Azul pelo teu céu e teus mares,
Pleno, celeste e Sudeste,
Lindo até no seu Centro-Oeste,
Em berço coroado de estrelas,
És a minha constelação - e meu país.
Não se castra a poesia de [ninguém,
Quem castra - age como quem rouba a fé,
Uma poesia castrada,
- é como o brilho dos olhos roubados de
[alguém
Não se castra a poesia de [ninguém.
Das vezes que eu tentei te procurar,
Você não quis deixar,
O meu amor te amar,
E no teu coração eu penetrar.
Não se abafa o canto de [ninguém,
Quem abafa - age como quem acaba com o oxigênio,
Um canto abafado
- é como um país que virou terra de
[ninguém
Não se abafa o canto de [ninguém.
Do meu escrever sobre o amor,
E sobre o teu sentir,
Eu quis falar,
E você não quis me ouvir.
Palavras não são como folhas ao vento,
Dizem até que o vento as leva,
Mui diferentemente das folhas,
Elas - as palavras - sempre chegam ao
destino, - não duvide disso.
Lá do alto do Monastério,
Com os braços em direção ao céu
De tom opala e repleto de mistério,
Em busca de retirar todo o véu,
Ele que abriga o mel que te aflige,
Assim bem doce tu redige.
Palavras não voam com o vento,
Elas só trafegam,
Mui diferentemente do que pensam,
Elas ocupam o teu coração,
E tomam conta do teu pensamento.
Vejo no firmamento
do teu corpo,
Tatuadas as setes artes
liberais,
Inscritas deliciosamente,
Capazes de me endoidecer,
E de me invadirem ardentemente,
Rendendo-me severamente.
A tua retórica hipnotiza
a minha dialética,
A tua música a minha gramática
não traduz,
O teu beijo é expressão
- e o teu corpo seduz.
A tua aritmética domina
a minha geometria,
Somos uma constelação
- e uma só astrologia...
A liberdade de expressão existe,
Alegre, muda, falante ou triste;
Ela é como uma rua que resiste.
A liberdade de expressão resiste
Em passos 'salsos' - ela insiste,
De tanto dançar - ela persiste.
A liberdade de expressão vive
No peito que bate altissonante,
Dono de uma fé que não desiste.
A liberdade de expressão persiste,
Ela no teu peito reside,
Sempre ela dá um jeito
- ela [sobrevive].
A liberdade de expressão reside,
No coração de quem intensamente vive;
É sinal fecundo de tudo nesta terra
- tu [construíste].
Escrevo como quem planta girassóis,
Descansando ao som dos rouxinóis.
Imaginando a cena debaixo dos lençóis,
Porque busco estar contigo a sós.
Eu percebi que jamais irá me abandonar,
Li nos teus olhos a vontade de ficar,
E todo o amor que há de me dar,
Um dia a gente irá se entregar,
Sou a poesia que chegou para abalar.
Escrever versos mal comportados é arte,
Escrevo como quem a ideia persuade,
Para despertar a imaginação,
E despertar em ti a mais louca vontade...
Eu li nos teus olhos a verdade,
Tens loucura por mim,
E bem sabes que sou um caminho sem volta,
Uma verdadeira paixão sem cura.
Uma real presença para a eternidade.
O teu cuidar e a tua palavra dita:
"- Não irei te abandonar...".
Escrevo como quem premedita
As noites de amor que estão para chegar...
Não sei mais como
me dirigir à você,
Nem tampouco agradá-lo,
Fiz de tudo para cativá-lo,
Não sei nem mais como
me chegar até você.
Por tantas horas
de espera,
E o coração batendo
acelerado,
E eu pedindo um
cadinho de atenção,
Não sei nem mais
o que fazer, estou
pronta para fazer
da Lagoa das Lágrimas a (minha);
- estou perdida
Gostaria de percorrer
de novo o caminho que me
leve de volta
para o seu coração
- agora só tenho
estes meus versos
para me dar uma direção.
Não quis lhe agredir,
só quis um pouco de atenção,
Pela primeira vez senti-me
sentenciada por ser poetisa,
Fui colocada para fora
da tua vida - do teu coração,
Condenada por amar o Brasil
em versos sem malícia.
Estou chorando,
você nem imagina...
Por todas as horas
que me senti ignorada,
Carregaste um pedaço meu para ti,
E abandonaste no meio
da estrada,
Mas tenha a certeza
de uma coisa: você se foi,
e a minha poesia há
de ser fazer refeita, ainda mais
iluminada e eterna.
Afinal, até em Guarapuava
encontrei sementes para
lançar na terra - e fazer-me eterna.
Uma vez encontrado
o sentido do amor no Paraná,
O coração sempre voltará
porque o amor ali está,
Estou esperando daqui
para frente a atitude valente,
que você tomará
- e se o nosso amor
de fato desabrochará.
Você não entendeu que sou poetisa,
- e vais me condenando por eu
Escrever poesia
Como presa algemada caminhando
Rumo ao Fortim de Atalaia,
- escrevo versos perfumados
Por cevada
Agora estou em Guarapuava,
- apreciando as araucárias
Esperando que você volte atrás,
E juntos nos envolvamos
Novamente como uma primavera
Em plena florada...
Desconfio que você,
Assim como eu que não
Está entendendo nada,
Estou diante do Rio Jordão
Espalhando versos e perfumes
Para chamar a tua atenção:
- quero de volta a tua mão.
Nunca se esqueça que o amor é uma
Primavera que não passa;
Quando olhares para a noite enluarada,
Lembrarás de cada verso que a nossa
História se fez inspirada.
Sob as bençãos de São Francisco e São João,
A Lagoa das Lágrimas refletirá
O nosso amor que permanece no coração.
O teu coração se voltará para a tua poetisa
E baita mulher, que você finge em não querer.
Que o teu coração persiste em renegar,
E que no fundo te falta a coragem
Para lutar - e se entregar.
Da tua mente não irei me apagar,
Porque a minha poesia mora nos
Teus poros e o teu corpo não se
Esquece de quanto é bom me amar...
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