Veio e Passou como um Cometa

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⁠Como a flor
que busca
pela chuva,
Assim vou atrás
dos beijos teus;
De longe você
me ama,
Porque dentro
o meu amor
em ti entrou,
O teu sonho
sobre o meu,
Como antes
alguém na vida
sequer sonhou.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Sem fazer esforço
de olhar para trás,
Não há como não
enganar a ninguém
que meus cabelos
são como cavalos
soltos por Karabakh;
Renunciar quem eu
sou nem o destino
pode mais me negar,
Ser diferente de quem
sou por amor ou razão
não posso me mudar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quando decidi
casar contigo,
E você decidiu
casar comigo,
Escolhemos
o amor como
campo de trigo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Atraídos pelo imã
potente do amor sincero,
perfumado como cedro
e mais forte do que ferro:
selamos o pacto perpétuo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O amor foi moldado
por nós tal como o barro
nas mãos do Criador,
O amor conquistado
por nós é mais forte
do que titânio e mais suave
do que pétalas de papoula
florescendo a cada ano
trazendo paz e esplendor.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Quanto mais ignorada
ou até mesmo proibida,
Como eterno romance
secreto assim é a poesia.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como quem desenha
estrelas porque luz
no final do túnel não há,
Sigo rastros da escuridão
do que leio e escuto,
A agonia se arrasta
com seus cravos profundos.

Por saber que não tenho
a mesma fibra de Anita,
Busco elevar a poesia
no altar da Pátria Grande
pelos paisanos e fardados
(presos de consciência)
que merecem ser libertados.

A noite caiu, o dia não raiou,
a Casa dos Sonhos cruzou
fronteiras e fixou moradia
nas minhas insônias,
Nunca mais fui a mesma
e como quem reza ainda
peço a liberdade do General
e de uma tropa inteira,
Não consigo tirar a greve
de fome do número um
nenhum minuto da cabeça.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠O vento faz os campos
de pastagem e rios
chorosos como cuatros,
o tempo não levou
a bondade do velho pai
que sofreu na pele
a perversidade e injustiça
contra o honrado filho.

Passaram mais de três
anos e o velho pai
pela força do destino
foi levado desta vida
sem ver o sol da justiça
para o filho perseguido
e injustamente preso
por um atroz enredo.

Como a testemunha
da janela vendo sempre
a maldade dos homens
só sei que tudo que
vejo tem me dado medo;
sigo mesmo assim
despedindo-me do velho
pai que se foi sem
ter visto para o filho
o raiar do sol da justiça.

Com o chapéu no peito
como o bom vaqueiro
e prece sonora erguida
misturada a Alma Llanera,
nas linhas a despedida
tão distante e próxima,
que por cada um esta
minha letra também chora.

O vento faz os campos
de pastagem e rios
em notas desmanchadas
deste meu cuatro triste,
só sei que por este filho
em memória deste Pai
agora mais do que nunca
não desistirei de rogar
pela liberdade porque
tenho quero acreditar
que a bondade ainda existe.

(In Memoriam a Don Jorge)

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Não me canso de repetir isso:
Como o Sol da Venezuela nasce no Esequibo,
A liberdade está para o General.

Não me canso de repetir isso:
Como o Acordo de Genebra de 1966
está para a integridade territorial,
A liberdade está para o General.

Não me canso de repetir isso:
O General continua preso injustamente,
e sem acesso ao devido processo legal.

Não me caso de repetir isso:
O Sol da Venezuela nasce no Esequibo,
e o Sol da liberdade não pode
continuar sendo negado ao General.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Prenderam a esposa
e o filho pequeno
como sempre
para forçar a barra
e a apresentação

(da justiça eles
têm sido a negação).

Este inferno não
só eu conheço,
e todos sabem
bem como eles são

(acima do Bem do Mal,
e de toda a razão).

O levaram para o tal
conhecido endereço
sem cinco estrelas,

o famoso inferno
de cinco letras:

Um jornalista sem
direito a ampla defesa
continua preso
vítima de uma história
sem pé nem cabeça:

(escrevo para que
ninguém esqueça).

E cada que vez que
uma história abate
algum peito é na dor
dela que me abraço
e com ela permaneço:

(porque é na dor do
mundo que me reconheço).

Assim tenho contado
tantas histórias desde
quando um General
injustamente foi preso
e até hoje contra ele não
há nada que justifique
permanecer a estúpida prisão;

(e assim segue a rima repartida
com todos os presos
de consciência em igual situação).

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como a correnteza
abraçando forte
a tua península,
tens tudo de norte,
nada de ondulante
e nenhum mistério.

Que eu te espero,
esconder não quero,
cada suspiro meu
tem sido para você,
até de longe tenho
dado para perceber
o amor que há de ser.

Como as galáxias
em aproximação,
nos fundiremos
em consagração,
longe do comum
e da compreensão.

Que além das noites
a Lua e a estrela
alinhadas e surgidas
do sonho do Sultão
beijando as marés
irão brindar teu rosto
e iluminar meus pés.

A Lua e a estrela
têm sido os faróis
do descobrimento
daquilo que intuía:
que nestas veias
Varosha está viva,
e iremos sobreviver.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Nômade e erguida
como a Lua Nova
bailante ao redor
da cúpula do templo,
prossigo no peito
e no teu pensamento.

De tudo teu em mim
nada afasta ou retrai,
tudo teu em mim
não basta, muito atrai
faz tenda, acampa,
o coração te leva
e me põe em chama.

Ventania sob a estepe
ancestral é o desejo
espalhado no infinito,
encontrarão sem medo
o Turan e o destino;
sem quem tente pôr
o nosso amor sob perigo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠ Trago nas mãos

os sinais do Universo,

na cabeça as estrelas

como candelabros

e a Lua na minha testa,

para falar de amor

e do que não faz festa.



O poder do Mal entra

na sua vida discreto

suprindo espaços

vazios ocasionados

por para te dominar

até sem você pensar.



Trago nos passos

os sinais do tempo,

que te façam ir

buscar o quê você

deixou para trás,

e para que não repita

mais mesmos erros.



O poder do Mal põe

você sob risco e conflito

com quem você ama,

com teus conhecidos,

com quem não conhece

e com aquilo que apetece.



Trago em mim como

tatuagem e convicção

contra tudo aquilo que

nos põe em afastamento

porque precisamos

de fé, amor e coragem

por todos e nós mesmos.



O poder do Mal faz

você perder tempo,

provoca rompimento

com o teu amor próprio

fazendo você admirar

quem não merece,

e que não vale uma prece.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Como é difícil povos se alinharem num foco em proteção ao humanismo necessário a própria coexistência, concomitante a esta pandemia percebo que o banquete de egos avança sendo o mais mortífero veneno da nossa própria existência. Não sei onde vamos parar.

A tenacidade, a tolerância, a bondade, a misericórdia e o perdão devem ser exercitados em situações extremas por mais exigentes que sejam para ser colocados em prática em nome de uma vida respirável e de um convívio suportável.

Chegamos nos extremos dos extremos porque esquecemos de cultivar o exercício de tais valores, mas mesmo diante das dificuldades não podemos desistir de tornar a vida melhor e superar os desafios.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠As dores dos teus olhos
inundaram os olhos meus
como chuva de lirídeas
regando as minhas letras.

Você ainda não sabe
o quê é ter meus cabelos
com doçura amorosa
entre os teus dedos:
te busquei e me corrigi.

Ao lado da minha janela
para diminuir a distância
tenho rosas damascenas
porque estou a tua espera.

Você ainda não percebeu
que eu sou de verdade,
a tua Lua Cheia beijando
as montanhas em liberdade:
te quero como você sabe.

Os fios dos nossos destinos
estão entrelaçados nos bilros
muito além da Fortaleza
de São José da Ponta Grossa.

Você ainda em silêncio,
e eu no mesmo caminho,
em contemplação adentro
do amor que sendo tecido
pelas mãos do Universo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Respeite o meu espaço como poetisa como eu respeito o seu espaço como poeta.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Expressar admiração pela sua rua, bairro, Estado e Nação nunca é demais. Não há como estar num caminho de prosperidade onde há pensamento e comportamento hostis e e recheados de radicalismos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠ Os planetas visitam

e como Lua quieta

e mansa me anseiam,

a minha palavra única

é me preparar firme

para o Sol dos meus

dias e meu desejo leal.



Certa de que fiz o quê

deveria ter sido feito,

optar sempre pelo

correto não é defeito.



Não sou volúvel,

não sou impiedosa,

porque ter um amor

honesto nada vida

é o que busco e quero;

para receber um amor

assim é que os dias

venho me dedicando.



Amar na vida é amar

muito ou amar muito...,

não dou pedacinhos

e não recebo pouco.



Não tenho aberto mão

por nada de buscar

um coração para amar

sem defeito onde o mundo

tem agido como viciado,

banalizador e suspeito;

oferto e quero um amor

afetivamente educado,

e ser amada com respeito.



O meu maior ato religioso

e devocional poético

tem sido o preparo diário

para receber o amor íntegro.



Não se pode terminar

o quê não começou,

saí em busca

daquilo que é correto,

nesta noite onde a Lua

e Saturno se alinham,

não direi nada porque

ocupei o perpétuo status

de ser a poesia pura

dos teus secretos sentidos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠Tenho os mais lindos
lábios que me beijam,
E como mel silvestre
escolhi ser habitante
e estrela cativante.

O teu lindo amor quer
ir para frente encarar
os sonhos na estação
com a bagagem
trazida pelo coração.

Todos os destinos
o levarão até a mim,
As canções da rádio
igualmente porque
de ti sou ocupação.

Tenho os olhos meus
plenos de paciência
bordando o amor
para soprar cada
vestígio de tristeza.

O meu lindo amor quer
ir mais longe e sem
medo desde que seja
inteiro, firme e lado
a lado e sem regresso.

As possibilidades,
trilhos e cidades
te levarão até a mim,
e eu pra perto de ti;
porque sou a Lua
imensa no teu céu.

Tenho no negro lótus
dos teus olhos
o porto resguardado
com o quê guarda
e tudo nele prepara.

Não nego que confio
nos teus olhos envolventes,
o tempo todo desconfio é
das artimanhas do Zodíaco;
que fazem o tempo todo
temer de ficar sem eles.

Inserida por anna_flavia_schmitt

⁠A classe política em especial tem mania de usar a ofensa como instrumento de corrosão da liberdade de expressão alegando que estão exercitando ela, porque ela tem o objetivo de amanhã cortar a sua liberdade de expressão.

Nos anos pré-eleitoral e eleitoral as ofensas entre a classe política são especialmente frequentes, não caia nesta arapuca de ser inocente útil e comprar uma briga que não te pertence.

Você é povo. Eu sou povo. Eu e você não temos mandato. Deixe que a classe política, militantes e fanáticos se lasquem.

Tratemos da nossa paz interior porque a conta deles quem paga somos todos nós, e eles estão longinquamente trabalhando para cortar até a nossa possibilidade de reclamar.

Inserida por anna_flavia_schmitt