Veio e Passou como um Cometa

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A DAMA CANDIDA:



Ela virá tal qual trem
Que as paralelas trilha
Fugaz, viril como sempre vem
Insana, em sua palidez marmórea brilha

A lápide seu refugio
Epitáfio a própria identidade
Anoite indumentária... Negra qual Vesúvio
Hostil, sem carisma ou piedade

De semblante pálido, olhar galhardo
Ela brada e rir, sem sentir-se vai
E consigo leva seu maior finório sem deixar recado

Qual vento se vai sem deixar vestígios
De volta ao seu “Paraíso” fúnebre
Como se frenesi, te chama ao verdadeiro equilíbrio.

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BUSCANDO O ÊXTASE:


Como uma abelha
De flor em flor
Procurando o pólen
Pra fazer o mel

Estarei sempre
De dor a dor
Procurando o dom
De melhorar o eu

Sei, é bem difícil,
Acalentar o intimo
E aplacar o frio

Porem é tão cortês
Se ter clemência
De forma paradoxal.

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NO VÃO DO SILÊNCIO...
(Nicola Vital)
Às vezes, me sinto tão perdido!
Como se perdido fosse o existir.
No reluzir do sol,
Fecho os olhos e não me encontro
Meu infinito sou eu...
A noite e seus fantasmas
Me convém!
No vão do silêncio noturno
Escuto o ladrar dos cães
A guardar as mansões
Perdidas de medos...
Quão seus guardas sem bravura
Bradam de pavor do existir
Que lhes restam.

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AMOR PRÓPRIO:
(Nicola Vital)


O amor? Ah, esse amor!...
Assim como o brado do vento
Que imensuravelmente veloz
Passa.
Se funde quão folha seca ao horizonte
Solitário...
Solidão? Ah, essa solidão!...
Mera integração
Entre poesia e poeta.
Da primavera ao verão.
E se acaso alguém bater
À tua porta...
E ao abrires ser eu...
Bate-me a porta!
Porque meu amor
Deveras é só meu (...).
29Ago2015.

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"Ninguém é totalmente do bem ou do mal.
O homem, assim como as serpentes trocam de pele, trocam de máscara simultaneamente".
Por: Nicola Vital.

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"NÓS PASSAMOS, ASSIM COMO PASSAM O VENTO, TEMPO E PENSAMENTOS. TODAS AS MÃOS A NOS AFAGAREM EM TEMPOS AUSPICIOSOS... SÃO AS MESMAS QUE NOS APEDREJAM EM TEMPOS OUTROS",,,

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SONHO AZUL:

Meus olhos te veem
Como o sol a brilhar.
Meu coração te absorve
Como o pulsar do sangue...
Meus ouvidos te ouvem
Como a praia escuta o mar.
Meu olfato te sente
Como a abelha poliniza o ar.
Minhas mãos? Ah, minhas mãos!
Te afagam como o vento ao mar.
E tua pele a transluzir
Me reluz teu âmago.
No meu sonho azul
De te amar.

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É ASSIM!

Os políticos demagogos sem a posse do poder, se apresentam como "populistas", "abraçam e beijam o povo", fazem juras de amor à pólis, vigiam praças e calçadões. Do contrário, tornam-se invisíveis aos olhos da plebe, às vezes, rude!

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TORMENTO:


O tempo que passa, fica.
Como não fico ao tempo,
É vento que brada, fita,
Em silêncio todo intento.

Se pudesse volver à vida!
Minha infância, meu alento,
De certo encontrar a ida
Pra verter meu sofrimento.

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A VIDA LIDA:

Neste rio perenes de loucuras!
O permitido permite-se como tal
O que não...
como sempre se perfaz
Na contra mão do abstrato, afinal,
O poeta em sonhos se refaz.
Qual fênix do quimérico pro real
Neste leito de mazelas que me traz
Corre, core... Sobre rio surreal
Como sonho de sonhar tão magistral.

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DEUS NÃO SALVE O REI!

Assim como na ficção.
O reino tupiniquim é permeado por falta d’água, submissões e achaques!
Por conseguinte, nesse reino aonde "rola a bola e a bola rola", o vaidoso potentado assim como nas fantasias globais, também rega sua vida real ou fictícia, com suas “Helenas”... A vinhos em suas cartagenas.
Que Deus não salve o rei, eu guardo a Esperança.

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⁠SONHOS DE CRIANÇA:

Nas campinas bem verdinha
De esperança
Que meus pais como tais
Me fez crescer
Hoje vejo
Fragmentos de lembranças
Dos jardins
Que o “progresso” fez verter
Só restando na memória da criança
A infinita saudade de uma doce
Banabuyê
Dos negrinhos de fradinhos nos arbustos
A se esconder
Pras mocinhas nas pracinhas assustando
Entorpecer
Eu daria todo o progresso emergente
O funk, rap, internet ou avião
Pra voltar às campinas que um dia
Fui criança,
E meus sonhos pueris
Finquei ao chão.

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⁠⁠INFELIZ ANO NOVO:

Como não se indignar, ao ver crianças morrerem de desnutrição, pessoas dormirem ao relento sem uma única refeição diária, 789 milhões de analfabetose a morte batendo às nossas portas.
E saber que na contra mão, apenas oito "indivíduos" possuem mais dinheiro que o restante do planeta.
É esse o país e o mundo que queremos para as novas gerações?
Novo? Que novo?
Como novo?
Se tudo permanece como antes...
O capitalismo, é sim, modelo inconteste de metástase cancerígena.

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⁠⁠⁠⁠DEUS E DIABO:
(Ao mestre Paulo Freire)
Lembre-se de mim!
Como a inóspita aridez do deserto.
Lembre-se de mim!
Nas entranhas desta inóspita aridez
A cultuar vida em harmonia
Entre o bem e o mal...
Lembre-se de mim!
Nas mangueiras,
Nos cocais.
No grito dos oprimidos
Que lembra os Caifás.
Lembre-se de mim...
Na morada atrás dos montes
No sonho dos marginais.
Ah! só deves lembrar de mim...
Quando enxergar as profundezas
De todo seu universo...
Nunca ao que me apraz.

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⁠⁠O CASO DA CASA 921

Por virgílios, Eneidas e Beatrizes...
Assim como ímpios e divinais.
Perseguia-se o sonho recluso em meio ao purgatório dantesco.
A se instalar...
E o mau agouro rompia sob a lamina do “Infame Brilhante”
A cortar o néctar das flores.
Eis que, no paraíso da tutóia, soerguia-se o inferno.
Onde mora o terror...
O grito que ecoava da avenida entorpecida
Trazido na voz rouca de seus errantes passantes.
Encolhia-se no silencio a sucumbir os porões e seus grilhões
Ante a tempestade incessante que baldava
A primavera dos amantes.
As rosas, e os lírios que caiam sobre o carmim do asfalto.
Medravam e medravam por um breve prosperar
A flamular no horizonte, anunciando
A nova primavera a chegar.

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⁠ENTRE AS MOSCAS
Toda vez que o telefone toca meu coração dispara como cancioneiro errante.
Testando o cheiro hediondo da gasolina.
Antes do sorriso, da flor e do “amor”.
Existe o morro, a fome e pessoas pobres.
E o sonho de ser feliz que permeia-se no gemido calado do filho mal nascido da madona que nutre os filhos de uma realidade perenal fundada na tônica que embala o discurso formal.
Não devemos romantizar essa realidade que sangra!
Meu Brasil...
De onde veio meus destinos.
Tantas almas espichadas no curtume sob o negacionismo estrutural.
Funde minha cuca...
Essa noite eu deixei uma luz acessa todo o tempo.
E sob seus poucos lumes, me transportei a um passado presente.
A morte não é cessação da vida!
abraçar, beijar, amar, sorrir, chorar, sonhar. Por que guardar isso?
Eram poucos os fios prateados do vovô.
Seus parcos sonhos divergentes aos da criança que queria ser grande.
Mas ele nunca contou nem me deixou saber que a vida depois de crescido
Rala o peito.

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⁠TEUS FANTASMAS SÃO MEUS:
Eu não quero que você pense como eu.
Não é sobre isso!
Eu só quero que pense comigo!
Às vezes, não suporto a minha própria companhia
E invoco meus fantasmas para convencer os seus.
Toda essa estrada que hora percorri
Em sua geometria retilínea
Na sua curvatura me perdi.
Às vezes, sou tão fútil, ingênuo!
Na maioria dos dias me olho no espelho
Mesmo naquele em que vou pintar os cabelos.
Não me reconheço e torno-me insólito.
Chego a tal ponto que preciso refugiar-me no interior de meu interior

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⁠⁠Autorreflexão
Prefiro encarar as dificuldades que a vida nos faculta como o rio.
Simples assim.
O rio atinge seus objetivos porque possui a capacidade de contornar obstáculos.
E nunca caminha por estradas retilíneas.
Porque aquele que anda somente em linha reta
Nas curvaturas da vida se Dana

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⁠MISTÉRIOS
A noite, assim como o mar à noite.
Realçam-se de mistério e telúrica.
O sol se encolhe saindo de cena
Para as estrelas surgirem na ribalta.
Permitindo que a orquestra das ondas
Rebente à praia sobre mar bravio
Deflorando com fulgor as marés
Dócil ao campo gravitacional da mãe lua
Salpicando medo em seu resplendor
Lançando aos passantes
Os mistérios de seus encantados
Para um novo alvorecer.

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SAUDADE
Agora penso à saudade não como aquela coisa triste, dramática.
Prefiro tê-la como uma lembrança boa que conforta.
Como dizia peninha. Saudade até que é bom, melhor que caminhar vazio.
Essa saudade me identifica, e a quero pra vida.
Não quero mais essa saudade dramática que faz sofrer.
Prefiro nutrir a saudade boa
A lembrança dos melhores momentos.
Sendo o melhor jeito de viver melhor o presente.
Quero nessa saudade,
A lembrança das três razões de minha existência
Pulsando na minha solitude.
Liberdade que eu nem sabia lidar.

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