Veio e Passou como um Cometa

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O principio da transubstanciação, como dogma católico, que define a conversão de toda a substância do pão e do vinho na substância do corpo e do sangue de Jesus Cristo, durante a consagração, se assemelha ao mesmo principio da reencarnação, na ciência doutrina espirita como a lei divina do sagrado, que consiste em nascer novamente em um corpo físico ou etéreo, permitindo ao espírito imortal multidimensional evoluir ou servir, aprender ou ensinar, assim como reparar erros ou espalhar virtudes derivadas de vidas passadas.

Como jurista aprendi e exerci reflexões no tempo de academia, sobre o principio do Andrógino, e sua origem na obra " O banquete" de Platão, em seu personagem mítico Aristófanes, que fazia parte dos seres humanos originais no planeta que se mistura com o conceito da busca eterna da alma gêmea, pelo castigo de Zeus que os cortou ao meio resultando na busca incessante pela sua "metade perdida". A androginia sempre foi vista como uma representação original, um estado completo e um estado de ser superior anterior à divisão dos gêneros. Este principio da Androginia, literariamente sempre foi dissertado através de icônicas obras de grandes autores,
associado ao amor perfeito.

A verdadeira liberdade social universal é a digna e natural receptividade, de como qualquer individuo se apresenta, em todos os lugares.

Como pensador e autor eu defendo que o "grande autor" não é necessariamente quem dá as respostas cientificas ou ficcionais, mas sim, quem instiga o leitor a buscar suas próprias verdades e contextualiza las em seu meio.

A liberdade do pensamento, reside na estrutura consciente e plena dos saberes. Assim como na independência plena das escolhas, que por hora, acha que é a melhor. O livre pensador, jamais afirma que está certo definitivamente, pois o conhecimento caminha e quando erra, volta atrás por humildade humana do conhecimento, desprovida de vaidade. Reformula, desdiz e corrige para chegar mais próximo da verdade, que nunca será soberana e absoluta.

O Autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) é sempre visto como uma condição do neurodesenvolvimento que afetam e se manifestam pela dificuldade na comunicação, interação social, comportamentos e interesses. No entanto, não concordo muito com a dificuldade na interação social, por que na fase infantil, o portador do TEA, até tenta, a aproximação com outras crianças de comportamentos padrão, quase que camuflando seu jeito personalíssimo de ser mas ao primeiro sinal de interesse sobre temas e questões fora da caixa, o grupo dos novos amiguinhos se afastam. A partir desta experiência o autista começa a desenvolver uma camuflagem, que o acompanhará até a vida adulta.

As diversas condições divergentes do neurodesenvolvimento padrão, infantil e adulto, tais como o TOD, Transtorno Opositivo Desafiador. O TEA, Transtorno do Espectro Autista e o TDAH, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, não são mais vistos como doenças e sim como maneiras diferentes comportamentais de verem e se comunicarem com o mundo, fora da caixa. Alguns autores chegam a falarem, em comportamentos com diferentes freqüências fora do comum. Outros autores mais espiritualizados, os colocam como indivíduos estrelares pertencentes a um novo DNA dentro do processo evolutivo biológico vindouro, da pós sociedade que ocorrerá, nos próximos anos, uma humanidade mais branda, espiritual, sensível e emocional perante a vida.

Vejo a arte muito além de uma expressão. Vejo como uma filosofia estética buscando significação de vida pelas cores e formas, pelo equilíbrio e uma gama imensa de respostas expressivas para alma inquieta do artista que por sua consciência, grita, chora e ri para seu tempo e seu meio abstrato ou físico. Os estados novos de consciência pela arte como na imersão do cubismo revelando em si uma visão mais abrangente e múltipla do espaço. Como também acontecem em outros estilos da arte moderna, que oferecem novos caminhos pensantes para o entendimento e novas compreensões da consciência humana e dos processos sociais psicológicos. Tais como pelo cubismo, o futurismo, o dadaísmo, o surrealismo, a action painting e a pop arte.

A moldura para uma obra de arte, não é uma escolha simples como muitos pensam, só uma questão de gosto. Na verdade é uma harmônica união, que valoriza e acompanha a obra toda vez que for exposta ou mesmo em um local fixo para apresentação. A escolha certa da moldura só valoriza o trabalho e o profissional fechamento, evitará que a obra se desgaste com o tempo e precise sofrer por restauro e intervenções.

Não há maturidade que não nos traga como escopo antigos arrependimentos, singelas saudades e todas as infelicidades de não termos feito, bem mais um pouco, quando tínhamos as melhores oportunidades e as capacidades com elementos, para corrigirmos e evitarmos o infeliz resultado da drástica situação.

Meu mestre espiritual grego-armênio George Gurdjieff. G nos ensina como conquistar a perfeita harmonia em cada nível, por um processo de conquista: do corpo físico, do corpo causal, do corpo astral e do corpo mental. Além desses corpos, havia outros ainda mais sutis e quem conquistasse o mental teria como legado infinitos níveis de consciência nos limites do universo, e seria uno em todas as coisas. A base para compreensão está no eneagrama, que pode ser expresso como oitavas da escala musical " dó, ré, mi, fá, sol, lá, si " e dentro da escala tradicional os semitons, que aparecem entre os intervalos " mi-fá e si-dó " que derivam os "choques externos".

Algumas centenárias irmandades católicas, como alguns antigos terreiros religiosos de matrizes africanas de negros libertos participaram de forma ativa para angariarem fundo para a compra de alforrias durante o período escravocrata brasileiro. Por que as rendas obtidas pelos escravos de ganho, eram muitas das vezes irrisórias por que a maior parte ficava com os senhores proprietários dos escravos. Existiam também fidalgos e senhoras que faziam doações em dinheiro, para a causa mas eram muito raro.

Enxergo de forma clara o preconceito social contra os neurodivergentes como uma barreira cultural nascida da rigidez lógica da sociedade neurotípica. Para mim, como autor e pesquisador sobre o tema, a discriminação e a exclusão (formas latentes de capacitismo) não surgem necessariamente de um ódio intencional, mas sim da incapacidade coletiva de decifrar, entender e acolher formas de pensar não lineares, que naturalmente afastam as pessoas que foram preparadas para a aceitação e o acolhimento do comum. Cabe a sociedade contemporânea expandir a compreensão de todos os tipos de linguagens faladas ou emudecidas, mas reveladas por distintos comportamentos.

O Povo Rom (comumente conhecido no Brasil como povo cigano) está expresso publicamente por meio de minhas manifestações e pensamentos literários e de citações que atuo como defensor da preservação identitária e dos direitos dessa comunidade de matriz ancestral. Defendo ativamente que haja uma maior valorização mundial da cultura ancestral e do dialeto próprio do povo Rom. Minhas manifestações focam no respeito universal à resistência e à fé dos Rom.Defendo que organizações internacionais, como a (ONU), busquem mecanismos históricos para a pacificação e o reconhecimento dos direitos territoriais do povo tão marginalizado. Prego a convivência pacífica entre os clãs, buscando prosperidade e direitos em suas estruturas comunitárias tradicionais.

LUZ AZUL é a cor da transmutação interior, e traz consigo a magia das letras como é próprio das expressões secretas esotéricas universais, como se escreve e como se lê, de frente para trás e de trás para frente, ela não se modifica. Assim me ensinou um velho mestre, pelos caminhos da compreensão.

O mercado de arte assim como em outros mercados de valores subjetivos, não são as obras ou os ativos e objetos que vedem mas sim toda historia e evidencias de origem que estão compreendidas e embutidas neles. Umas fidedignas e outras inventadas por mestres da dissuasão. O mercado internacional em si destes ativos do faz de conta, movimenta cifras milionárias a muitos anos e nunca serão totalmente objetivadas e desmascaradas, por conta dos interesses milionários entre ativos não catalogados encontrados e buscas do que não estão a venda.

No universo contemporâneo as diferenças me comovem, quando os seres vivos são catalogados como indivíduos ou índices paginados fora da curva. Com isto são isolados e sentenciados por julgamentos espúrios de quem não conhece a realidade e muito menos procura entender a liberdade de ser diferente. Fácil apontar os defeitos alheios que na maioria das vezes, em nos não resolvemos mas empurramos e escondemos para de baixo de nossos tapetes, em um mundo tão hipócrita e repleto de padrões éticos, morais e intelectuais, não tão verdadeiros. A imparcialidade é cumplice calada que distancia a inclusão.

⁠Será que ainda me AMAS como antes?

Entre as lacunas dos dias cinzentos,
Teus vácuos me envolvem, me consomem.
Cada ausência tua é um golpe,
Que minha alma silente não nomeia.

No vazio das tuas não-respostas,
Minha mente vagueia, inventa dores.
Imagino cenários de tua indiferença,
Crio fantasmas de antigos amores.

Teu silêncio é um mar que me afoga,
Um abismo que me puxa para o fundo.
Cada ausência tua é um grito mudo,
Ecoando incertezas pelo mundo.

E nos labirintos da minha mente,
Surge a dúvida cruel que me devora.
Será que ainda me amas como antes,
Ou teu amor se perdeu, foi-se embora?

Cada vácuo teu é uma punhalada,
Uma sombra que assombra meus dias.
Tua ausência é dor constante e fria,
Que esmaga esperanças, rouba alegrias.

No silêncio, meu coração grita,
Num desespero que tu não escutas.
Teus vácuos são feridas abertas,
Que sangram medos e amargas dúvidas

“Não há como seguir em frente com uma consciência cega.”

⁠Estresse é ter todas as oportunidades na sua frente. Depressão é não saber como usá-las.