Veio e Passou como um Cometa

Cerca de 463510 frases e pensamentos: Veio e Passou como um Cometa

Assim como a aquarela
confia à água
o destino das cores,
eu confio ao tempo
o desdobrar do que sou.


Porque há uma sabedoria silenciosa
no que escorre,
no que amadurece sem pressa,
no que se transforma
sem anunciar o instante
exato da mudança.


E assim caminho,
não em disputa com os dias,
mas em suave
convivência com eles.


Trabalhando minha evolução
como quem pinta devagar
sobre o papel da existência,
deixando que o tempo,
com sua natureza fluida,
também participe da obra
que sou...
✍@MiriamDaCosta

Ando cansada de todos os absurdos
que, de forma quase banal,
se apresentam como pontuais
enquanto se espalham
feito praga silenciosa
pelos dias do Brasil
e do mundo.


Cansada dessa coreografia grotesca
onde o incoerente se veste de lógica
e o injusto se disfarça de ordem.


Cansada de ver o espanto morrer
aos poucos, porque tudo já parece
esperado demais.


E o mais exaustivo não é o absurdo em si,
mas a naturalidade com que ele se instala,
se acomoda e passa a ser considerado normal.
✍@MiriamDaCosta

Como diz a matemática duas retas paralelas podem se encontrar no infinito.Por isso,deixe fluir.Aprenda a discutir ideias e lute por seus ideais.Faça tudo o que puder ser feito com os recursos que você tem onde você vive.Não dê um passo maior que sua perna,pois poderá cair do cavalo.Se não tiver cão aprenda a caçar com gato tenha autenticidade e seja feliz.

Bons professores e professoras são como segundos pais na vida dos alunos. Logo tem grande influência na educação e na vida pessoal e profissional dos alunos. Para ser um bom docente é preciso ter consciência que os alunos vão se espelhar nos bons mestres e no futuro esses alunos também serão grandes docentes.

Bons professores e professoras são como segundos pais na vida dos alunos. Logo tem grande influência na educação e na vida pessoal e profissional dos alunos. Para ser um bom docente, é preciso ter consciência que os alunos vão se espelhar nos bons mestres e no futuro esses alunos também poderão ser grandes profissionais e docentes de excelência.

Ande constantemente como as tartarugas. Você não precisa ser tão veloz quantos as lebres. Se tiver constância, até o improvável poderá acontecer.

Filha:
Voa minha borboleta
Seja leve e linda
Como uma violeta
Qualquer dia desses
Aperto suas bochechas
Quem ama cuida
Seja abençoada
No juizo
Busque o equilibrio
Entre a razão e a emoção
Com a paz vinda
Do coração

Para o calvinista, conceitos como pecado, mal, evangelismo, empatia e santidade são relativizados pela crença de que o destino de tudo já foi traçado por Deus. Essa premissa fatalista tende a enfraquecer logicamente a necessidade do testemunho pessoal, do esforço evangelístico e do engajamento em obras sociais.

“A forma como sua história começou, o caminho que ela tomou e as circunstâncias que a atravessaram não determinam onde ela termina justo ali onde tudo parecia ter acabado e onde ela toma nova rumo. Às vezes, a vida recomeça justamente no momento em que acreditamos que tudo acabou, que a vida acabou, que o sonho morreu. É ali que surgem novos caminhos, novas escolhas e uma nova versão de nós mesmos. A história não termina quando você cai; a queda é apenas um processo. Ela recomeça quando você decide se levantar.”


Charles Eugenio

Desculpe-me flor a falta de cordialidade! É que as ideias florescem na mente, como a água brota do chão

Calíope, existe algo em você que vai além da beleza que os olhos conseguem enxergar. É como se a sua presença trouxesse calma para pensamentos que sempre estiveram perdidos e desse palavras para sentimentos que eu nunca soube explicar. Você tem esse jeito raro de transformar momentos simples em algo que permanece, como uma lembrança boa que a gente não sabe de onde veio, mas sente que sempre esteve ali. Talvez algumas pessoas não entrem em nossa vida apenas para passar, mas para deixar uma marca silenciosa que o tempo, por mais cruel que seja, não consegue apagar.


Talvez Caliope, seja você !


Alguém que eu ainda não encontrei ... Ou um devaneio dos meus pensamentos.

Será que realmente somos livres, como girassóis de Van Gogh ?


Pincelada amarela, arde a urgência de quem tentou aprisionar o sol. Os girassóis de Van Gogh não murcham porque não são feitos de terra e água, mas de emoções e tinta, febre e melancolia, girando eternamente na tela em busca de um amanhecer que nunca se apaga.


Talvez, por isso, digam gira gira gira gira gira sol de Van Gogh.

É impressionante como a sua própria família torce para seu fracasso! Azar o deles eu sou genial por natureza e, de tudo que escrevo possuo Diretos Autorais na Biblioteca Nacional!

Você pode não escolher o que recebe da vida, mas ainda será julgado pela maneira como joga com aquilo.

Não se esforce para fazer os outros rirem, para não acabar sendo confundido como alguém qualquer e, para não perder a estima dos seus conhecidos.




_Autor: James Richard Ferreira Pantoja

O amor é como o(a) idoso(a)
Vê na criança a esperança
RENASCER
O amor é eterno....
Transcende o universo
Você ja amou??
Provalvemente ama...
Então sentes a força
De um ligamento
Do temporal
Para o eternal
Gloria a Deus!!!
Jesus
Luz que ilumina o pecador
Ao reino de amor....

William Contraponto: a poesia como exercício de pensamento


Há poetas que escrevem para descrever o mundo. Outros escrevem para fugir dele. William Contraponto parece escolher um terceiro caminho: escrever para interrogar o mundo.


Sob esse pseudônimo, a poesia assume uma dimensão que ultrapassa a expressão individual. O poema deixa de ser apenas um lugar de sentimentos e passa a funcionar como espaço de reflexão sobre a existência, a liberdade, a sociedade, o poder, as crenças e as escolhas humanas.


É nesse ponto que se encontra uma das características mais marcantes de sua produção: a aproximação entre poesia e pensamento.


O poeta que questiona


William Contraponto não parece interessado em oferecer respostas definitivas. Sua escrita parte frequentemente da dúvida. Em vez de estabelecer certezas, procura colocar o leitor diante delas.


Essa postura aproxima sua obra de uma tradição filosófica existencialista. A existência não aparece como algo previamente explicado, mas como uma condição que precisa ser enfrentada. O indivíduo está diante do tempo, da responsabilidade, da liberdade e da própria consciência.


A poesia, nesse contexto, transforma-se em instrumento de investigação.


Não é necessário que o poema apresente uma tese filosófica formal. Basta que provoque uma pergunta.


E talvez seja justamente aí que esteja a força do chamado poeta-reflexivo: aquele que não separa completamente pensar e sentir.


Entre o indivíduo e a sociedade


Outra dimensão importante da obra de William Contraponto é sua preocupação social.


Sua poesia não observa o indivíduo como se ele estivesse isolado do mundo. Ao contrário, questiona as estruturas que condicionam sua existência: instituições, ideologias, desigualdades, dogmas, relações de poder e comportamentos coletivos.


Por isso, sua produção pode adquirir um caráter político sem necessariamente transformar o poema em discurso partidário.


A política aparece em sentido mais amplo: como reflexão sobre a maneira pela qual os seres humanos organizam a vida coletiva.


O poeta questiona quem manda, quem obedece, quem determina as regras e, sobretudo, por que tantas pessoas aceitam determinadas regras como se fossem naturais.


A recusa do dogma


Um dos elementos recorrentes associados ao pensamento de Contraponto é a desconfiança diante das certezas absolutas.


Essa postura alcança tanto a religião quanto a política, a moral e as convenções sociais.


Não se trata simplesmente de negar uma crença para substituí-la por outra. A questão é mais profunda: por que acreditar sem questionar?


O pensamento contrapontista parece nascer justamente dessa tensão.


De um lado, a necessidade humana de encontrar explicações. De outro, a consciência de que nossas explicações podem ser incompletas.


O poeta permanece nesse intervalo.


Não porque lhe falte uma resposta, mas porque considera a pergunta suficientemente importante para não ser encerrada prematuramente.


A linguagem como ferramenta de liberdade


Em sua produção, a linguagem não funciona apenas como decoração.


A palavra possui uma função crítica.


Escrever é organizar pensamentos, revelar conflitos e tornar visíveis determinadas contradições da experiência humana. Nesse sentido, a poesia pode ser compreendida como uma forma de liberdade intelectual.


O poeta não precisa dizer ao leitor o que pensar. Pode simplesmente criar as condições para que o leitor pense.


Essa talvez seja uma das características mais interessantes de William Contraponto: sua poesia não depende necessariamente de uma interpretação única. O leitor pode concordar, discordar, questionar ou até rejeitar aquilo que encontrou no poema.


E isso faz parte do próprio projeto.


Uma poesia que exige concordância deixa de ser plenamente questionadora.


Entre Camus, Sartre e a canção


A obra de William Contraponto dialoga com referências distintas. Há nela uma preocupação existencial que pode lembrar autores como Albert Camus e Jean-Paul Sartre, ao mesmo tempo em que a dimensão musical da palavra aproxima sua escrita da tradição de compositores e poetas que fizeram da canção uma forma de comentário social.


Essa combinação produz uma característica própria.


O poema pode começar como reflexão individual e terminar como observação sobre a sociedade. Pode partir de uma inquietação íntima e alcançar uma questão política. Pode falar da existência e, algumas linhas depois, questionar uma instituição.


O particular e o coletivo se encontram.


Uma poesia fora do conforto


Talvez o nome "Contraponto" seja particularmente adequado para essa proposta.


Contraponto significa coexistência de linhas diferentes. Na música, vozes distintas podem caminhar simultaneamente sem se tornarem uma única voz.


Na literatura de William Contraponto, algo semelhante acontece.


Razão e emoção.


Indivíduo e sociedade.


Liberdade e responsabilidade.


Esperança e desencanto.


Certeza e dúvida.


O poeta parece interessado justamente nessas tensões.


Não procura necessariamente eliminá-las.


Procura colocá-las lado a lado.


Mais do que versos


Por isso, reduzir William Contraponto à definição de "poeta" talvez seja insuficiente, embora seja a palavra central de sua produção.


Sua obra se movimenta entre poesia, reflexão filosófica, crítica social e pensamento político.


O verso torna-se uma forma de ensaio.


O ensaio aproxima-se da poesia.


E ambos procuram responder à mesma inquietação: o que significa existir conscientemente em um mundo que frequentemente tenta pensar por nós?


Essa pergunta ajuda a compreender sua produção.


William Contraponto não escreve apenas sobre aquilo que sente. Escreve também sobre aquilo que pensa — e, sobretudo, sobre aquilo que ainda não conseguiu resolver.


Talvez seja justamente essa a essência de sua poesia.


Não entregar certezas.


Não oferecer uma doutrina.


Não construir um sistema fechado.


Mas manter acesa a possibilidade de pensar.


Porque, para William Contraponto, o poema não termina necessariamente quando termina o último verso.


Ele termina quando o leitor deixa de pensar.




[email protected]

Calvinismo versus Santidade: se cada passo da vida humana ocorre por determinação divina — como ensina o calvinismo — a luta diária contra a carne e a busca ativa por santificação perdem o seu peso prático. A teologia bíblica e a ortodoxia enfatizam que fomos chamados a cooperar ativamente com a graça, em uma santificação progressiva firmada em escolhas morais reais e na responsabilidade humana.

No calvinismo, o mal e o pecado acabam sendo vistos como parte da vontade decretada de Deus, o que levanta o problema da teodiceia: como Deus pode ser justo ao punir algo que Ele mesmo determinou? Em contrapartida, a Bíblia e a Ortodoxia defendem que o pecado resulta do livre-arbítrio e da rebelião da criatura. O mal, portanto, é consequência da queda humana, e jamais da vontade ativa do Criador.

Há janelas que não obedecem ao vidro.
Às vezes deixam o mundo entrar em silêncio, como quem abre cortinas para um sol tímido que ainda não sabe se é manhã ou memória. Outras vezes, sem aviso, devolvem o olhar com força: viram espelho e mostram aquilo que a gente tenta fingir que não vê.
E há dias piores, em que a mesma abertura se desfaz em abismo — não por maldade, mas por profundidade. Como se a paisagem tivesse desistido de ser paisagem e resolvesse encarar de volta.
Talvez não seja a janela que muda. Talvez seja o olhar que aprende, ou se perde, no que ela decide refletir.