Veio e Passou como um Cometa
Tu és como um fogo que não pede permissão.
Teu charme — esse veneno doce —
me provoca, me desarma,
me deixa sem jeito.
És intensa,
um escândalo que minha alma deseja viver os teus limites mulher sedução.
Teu corpo é território que clama por abraço,
por desejo, por suor, em nossos corpos.
Mulher ousada, indomável,
linda na tua maneira de ser forte feroz,
maravilhosa na arte de me enlouquecer de amor e paixão.
Quero-te minha alegre malvada banhado de pecados,
o perfume, o toque, a pele, o brilho,
o fogo que mora em ti
e que desperta o homem em mim.
És minha tentação mais bonita,
minha vontade mais profunda,
minha declaração viva de amor e desejo.
Um amor...
Um amor que chegou como ventania de outono, nada espalhou mas juntou tudo dentro de mim, até as cinzas das antigas ilusões, este amor as soprou e no palco do meu coração as fez dançar.
Um amor que chegou em noite de primavera em um estender de mão, derrubou as portas da minha desabitada morada, dobradiças e fechaduras em ferrugem tiniram ao chão. Quem ousaria entrar neste coração em ruínas?
Coração adormecido despertou, viu entrar pelas portas e janelas o clarão de um luar sem reserva, estrelas de prata se davam em bandeja a outro céu. Era você, era o amor.
Hoje o coração arredio baila, vendo as ruínas levantadas, as veses chora sem consolo vendo o amor em ventania ensaiando suas asas para voar.
FIQUE! Mas por favor, só fique se ficar por inteiro.
Há uma pergunta latente em colisão, como um campo magnético que não pára, e suas ondas percorrem espaços, porque meu coração era de aço e não veio forrado com veludo. Então seu amor, amor bala, veio e bateu machucou tudo. Havia um imã em cada um e não foi nós quem os criou; era de sempre de antes de alma. Só nos resta agora pedir as últimas peças ao seu Autor. Porque o jogo me alarma, verei se difere ao coração ser cessante ou vencedor.
Dormir...
Já que preciso descansar essa carne, que seja como uma viagem.
Que um silêncio predomine e desempregue os tímpanos e tenha ofício a alma.
Que o carpido seja de um Anjo guardião que chega ofuscante para alento, guia e realização.
É uma espécie, um investigador crítico, usa como referências a filosofia e a psicologia sobre tudo ele cria opiniões a cerca da religiosidade, da crença, dos costumes, do comportamento, do estado de saúde. “Crença é Crença, Saúde é Saúde”. Esta é uma causa dele, que apenas mostra o seu ponto de vista, sua incoerência, sua razão, seu estado de espírito, sua diferença, sua ignorância. Para todos os meios ele cria um estado de sobrevivência quase infalível, sem formalidade alguma, de credulidade básica, comedido e verdadeiro na maioria das vezes, porque noutras vezes as pessoas precisam de mentiras para superficialmente estar felizes. (A. Valim).
Tanta coisa se cria para um dia apenas; um dia passa como tanta coisa. Nesse dia complexo criam ideias; criam conflitos. Por fim doam conselhos, mas conselhos surtem efeitos quando é vendido, o resto é conflito. (A. Valim)
A solidão da praça
Como todas as praças há um busto de olhar sério com ar de tristeza. Quase ninguém percebe sua biografia. Aquele busto respingado de fezes de pombo no centro da praça deserta pode parecer triste, porque a praça já não encanta tanto como antes. E os jovens das jovens tardes de domingo, e os beijos roubados os beijos de namorados no coreto. O coreto já não abriga mais o recital das poesias a fala teatral nem é mais palanque de protesto. O coreto também está mais triste, nele só há respingado de fezes de pombo. Por conta de umas redes sociais e de jogos mortais, não se abraçam, não se ouve vozes, nem se vêm, nem sentem calor humano. As crianças já não brincam que triste fim da grama e da areia da praça que ficou tão alheio.
A Oração é a forma mais singela e menos pesarosa das formas de se ajudar. É tão inerte como um mosquito na teia, talvez a forma menos humana de ajudar um ente querido. Estendamos a mão e ajudemos a levantar o ente, tratemos a fome, não com migalhas, aliviemos a dor com confortáveis abraços, mas, é mais fácil entrelaçar dedos, juntas as palmas e prostrar-se de joelhos perante a cruz e mover apenas a cabeça para cima e para baixo, em ritual e repetição ainda com olhos fechados, onde tudo Transcorre por numa imaginação. “O criador de tudo não faz parte da criação, também não toma café da manhã comigo na mesa de migalhas, não segura a minha mão ao atravessar a rua, nem alivia o cansaço dos meus pés”. Crê-se que ele habita em outro espaço, mas, está em tudo que se lê e se escreve, e, em toda a folha que cai. O criador das leis que condenam, não está sujeita as leis que os criou, não atende as súplicas nem está exposto ao sol que arde. Assim detém-se medo de estar errado, de ser condenado por ele, o que impede percorrer o caminho da verdadeira plenitude. Não é nenhum privilégio pertencer a alguma santidade. (A. VALIM).
Entre a cruz e o sino há um longo caminho que se deve percorrer na conduta da fé como norma que rege a vida. Hipocrisia, sacrifício, medo, até se perguntar sobre aquilo que realmente quer compreendê-lo e torná-lo livre, desalmado, das coisas que não fazem bem.
A busca do saber não pode ser apenas por um ponto de verdade que se entenda como doutrina religiosa, imutável das verdades, mas para todo o saber um contínuo de discussões.
Quero a paz em teu sorriso, tão bela como a flor que desabrocha e desfolha na montanha, um lugarzinho fresco de selva para deleitar a tua beleza e no fim do mundo um lugar para viver como se a vida não findasse.
Como se livrar das maldades de um Deus vingador? Ao aceitar Deus, se aceita também a tirania e o egocentrismo único e exemplar. Visto que para todas as práticas do homem na bondade e na maldade, há um Deus como exemplo, sendo o endosso das verdades.
Uma brisa leve e fria que com capricho leva meus pensamentos impuros. A noite tenebrosa como um clássico de Nietzsche, já não me interessa mais o passado
Para todas as práticas do homem na bondade e na maldade, há um Deus como exemplo, e um filho castigado pelo bem que praticou para o endosso das verdades.
A criança teme um monstro em baixo da cama, assim como o adulto teme um Deus sobre seu teto. Ensina-se às crianças o suposto e o catequético. Logo na idade jovem elas descobrem a verdade, que permeia o surreal e acabam desenvolvendo cinismo e cretinice. Se fosse ensinado às crianças à verdade desde a mais tenra idade, teria formado pessoas com mais capacidade de resolver problemas.
Um louco disse:
- Meu DEUS tu precisa dar uma passadinha aqui em baixo pra ver como andam as coisas, e olha, já vou lhe avisando, vejo daqui do meu lixento quarto o tédio que muitos vivem, nenhum programa satisfaz nem remédio tem que cure. Vejo os desatinos dos pensamentos transeuntes. Deus tu nem aparece para talvez der uma direção. Mesmo não havendo agora nenhuma nuvem no céu que possa pairar, talvez queira comigo fazer uma caminhada eu te contaria o resto.
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