Veio e Passou como um Cometa

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Que eu tenha a coragem de me enfrentar. Que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.

Clarice Lispector

Nota: Trecho adaptado do livro "Um sopro de vida".

As cobras acabam sempre por engolir o seu próprio veneno, assim como quem cospe para o ar acaba sempre por levar um banho da sua própria saliva.

O amor é como a estrada, te leva a qualquer lugar
Mas pode te deixar sem rumo.
É como os becos escuros
Você entra mais não sabe o que vai encontrar
O amor é como o mar
Não se conhece o inicio nem o fim
É como o fogo
Queima, levanta labaredas
Mas ficam as cinzas
O amor é como pimenta
Mesmo ardendo deixa sabor
É como o ar não o vê, mas precisamos
O amor é peixe
Arrisca-se em sua piracema
É como o sol
Nasce para todos
O amor é como o amor
Arde ,mata destrói
Mas é amor.

''Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem''

Poderia até pensar que foi tudo sonho
ponho meu sapato novo e vou passear
sozinho, como der, eu vou até a beira
besteira qualquer nem choro mais
só levo a saudade morena
e é tudo que vale a pena
(Sapato Novo)

Los Hermanos
Música Sapato Novo

⁠Uma vez você me disse que homens como nós não são amados. Ela me ama, ela me disse... Ela me ama...

Você não está aprendendo como prestar atenção. Se você estiver aprendendo o como prestar atenção, então isto se tornará um sistema, que é o que o cérebro está acostumado, e então você faz da atenção algo mecânico e repetitivo, ao passo que a atenção não é mecânica ou repetitiva. É a maneira de olhar para sua vida inteira sem o centro do interesse próprio.

“... Vida verdadeira é como a água:
em silêncio se adapta ao nível inferior,
que os homens desprezam...!”

No início do verão às vezes faz dias encantadores em Petersburgo - claro, mornos, serenos. Como que de propósito aquele dia era um desses tais dias raros. O príncipe perambulou algum tempo a esmo. Conhecia mal a cidade. Às vezes parava nos cruzamentos das ruas diante de outros edifícios, nas praças, nas pontes; em certo momento entrou em uma padaria para descansar. Vez por outra olhava atentamente para os transeuntes com grande curiosidade; contudo, o mais das vezes não notava nem os transeuntes nem aonde exatamente estava indo. Estava em uma tensão angustiante e intranquilo e ao mesmo tempo sentia uma necessidade inusual de estar só. Queria estar só e entregar-se a essa tensão sofredora de modo absolutamente passivo, sem procurar a mínima saída. Com asco negava-se a resolver a pergunta que desabara sobre sua alma e seu coração. "E daí, por acaso eu tenho culpa de tudo isso?" - balbuciava de si para si, quase sem ter consciência das suas palavras.

Preciso de uma pausa. Breve como são algumas das pausas da vida. Mas que me baste para ver que além daqui, do que eu vejo, existe o que me completa. Não sirvo para rotina. Quero mãos abertas e palavras futuras. Coisas passadas não me sustentam.

“Quando alguém te vê como você realmente é, e quer ficar com você. Isso é poderoso!”

Mas não estava triste. Era como se de repente tivesse percebido que vivia, e que aquilo nada mais era do que um capítulo, uma etapa.

A Quimera do Amor,

Eu descrevo nosso amor como uma tarefa inglória, sem o charme de uma conquista constante, sem o glamour das promessas, só com o lado obscuro da despedida que antevê sempre sufocado no silêncio de palavras que nunca serão ditas, ficam lacunas, hiatos de vontades não realizadas e de quimeras que lentamente se apagam quando confrontadas com a realidade, e que irá a qualquer momento se retirar de forma sábia para hibernar quando não puder mais viver com restrições.

Pessoas falsas são como escorpiões dentro de uma armadilha, você pode até tentar ajudar, mas, no final das contas, vão querer sempre te picar!

É interessante como a gente amadurece e, começa a ver as coisas de outra forma quando se afasta.

Eu preservo ela assim como ela me preserva, se não sei pra onde ir, deixo que ela me leva. Por ela eu canto, eu rimo, eu vivo, encontro nela varias armadilhas das quais eu me esquivo.

Dois corações e a máquina do tempo

Caminhava no final da tarde como de costume quando avistei um casal de velhinhos, eles varriam juntos a calçada que estava tomada por grama recém cortada. Cena maravilhosa, o sol, o céu e aquele casal - que deve estar junto a um tempão - varrendo a grama, fazendo um mesmo montinho.

Lembrei dos meus avós que estão completando cinquenta anos de casados. Pensei em como os relacionamentos tem mudado, sobre a independência das mulheres e as consequências que mergulham nós, homens, ainda mais na “síndrome de Peter Pan”.

Quando afinal definiram-se os prazos de validade? Porque ficou tão difícil o “felizes para sempre”? Teria a evolução não acompanhado os corações? Bem, poderíamos argumentar centenas de motivos, partir de vários pontos de saída, para ao final, cruzar a mesma chegada: o ser humano segue intolerante.

Sabem o mais interessante na história do casal que varria a calçada? Quando me aproximei deles ouvi o velinho disparar a seguinte frase: "mah dio cristo cabeçuda non me vare o meu que o vento leva."

Para se compor a essência da união é necessária a aceitação, mais do que a de outro, a própria. Quando nos vemos seres falíveis, compartilhamos os medos e aceitamos que a perfeição de uma relação está justamente na imperfeição humana, é quando descobrimos o milagre que fez de nós, seres tão egoístas, capazes de amar.

A busca pela satisfação por vezes traz a solidão. A ânsia de encontrar-se alguém acaba por ser o prelúdio do fim. No oceano das possibilidades, das tecnologias que tornam o de ontem velho demais para o hoje, nascem as novas gerações, cada vez mais consumistas até mesmo em quanto as relações.

Caminhava eu num final de tarde quando avistei dois velinhos que juntos varriam a calçada: seria isso o amor? Um montinho de grama feito por duas pessoas? Não; acredito que o amor daqueles dois estava justamente no xingamento que sucedeu a cena, estava na certeza de que mesmo se os ventos não fossem favoráveis e desfizessem aquele montinho, ainda assim eles poderiam refazê-lo.

A paixão é o que você somente admira, já o amor, é o tanto que você aprende a reconsiderar.

Não há como enxergar o amor quando os olhos do coração estão vendados pelo orgulho.

E você não sabe como vale a pena gostar de alguém e acordar na casa dessa pessoa.

Sabe... Eu percebi uma coisa, você me odeia porque te conheço como você é, uma árvore malvada e engolidora de pipas,você também me odeia porque precisa de mim, eu sou o único aqui que empina pipas sem mim você morreria de fome.
O que você faria se eu decidisse não empinar mais pipas este ano hein ?! O que você faria ? Eu digo o que você faria, você morreria de fome. Isso apavora você não é ? Sem mim você não é nada.
(Charlie Brown)