Veio e Passou como um Cometa

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Em um degrau acima da preservação, há também o desejo de felicidade, que representa a aquisição de um conjunto de realizações individuais e algumas realizações coletivas. Na grande festa da vida, ninguém quer ficar o tempo todo sentado.

A descoberta de que somos um resultado de reações orgânicas bioquímicas poderia nos fazer questionar a nossa pretensa superioridade em relação às demais formas de vida da natureza.

O corpo humano é um verdadeiro poço alquímico de estruturas que regulam nossas emoções e que orquestram os nossos movimentos físicos.

O caráter de um pensador consiste em conservar a curiosidade da infância, a vivacidade de impressões, a tendência em enxergar tudo sob o ângulo do mistério e, ainda, em encontrar em qualquer parte surpresas a serem fecundadas.

Brincante


Fez-se luz onde era sombra
Fez-se festa onde era tédio
Foi um lapso de esperança
Que brotou em meio à seca
Feito riso de criança




(Fernanda Santoro)

Sou um negro septuagenário e periférico, ignorante em formação e movimento constante no combate a epistemicídios.

Quanto vale um prato de lentilhas?


Texto base: Gênesis 25:29–34


Esaú tinha algo de grande valor: o direito de primogenitura. Mas, diante de uma necessidade momentânea, trocou aquilo que era eterno por algo que satisfazia apenas a sua fome daquele momento.


Ele disse: “Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura?”


E assim, por um prato de lentilhas, Esaú abriu mão de algo que valia muito mais.


Talvez o problema de muitos hoje não seja falta de conhecimento de Deus, mas falta de discernimento sobre o valor daquilo que receberam de Deus.


Há pessoas fazendo coisas que parecem certas aos seus próprios olhos, mas que não têm valor diante de Deus.


A Bíblia diz:


«“Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte.”
— Provérbios 14:12»


Nem tudo que parece certo é aprovado por Deus.


Nem toda oportunidade é uma bênção.
Nem toda porta aberta deve ser atravessada.
Nem todo aplauso significa aprovação.
Nem tudo que satisfaz a carne alimenta a alma.


Esaú estava com fome, mas tomou uma decisão que não deveria ter tomado.


Quantas vezes fazemos o mesmo?


Trocamos princípios por conveniência.
Trocamos propósito por prazer.
Trocamos comunhão com Deus por aprovação das pessoas.
Trocamos aquilo que é eterno por aquilo que é momentâneo.


A pergunta não é apenas: “O que eu estou ganhando?”


A pergunta é:


“O que estou perdendo para ganhar isso?”


Talvez você esteja recebendo um “prato de lentilhas”, mas está entregando sua paz, sua integridade, seu chamado, sua família, seu testemunho ou sua comunhão com Deus.


E então vem a pergunta que precisa ser feita:


Quanto você vale?


Você vale mais do que aquilo que o mundo está oferecendo.


Você não foi chamado para viver negociando sua identidade, seus valores e sua fé em troca de coisas passageiras.


Jesus perguntou:


“Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”
— Marcos 8:36


O mundo pode colocar um preço em você, mas Deus não mede o seu valor pelo preço das coisas que você possui.


Seu valor está no fato de que Deus o criou, o conhece e o chamou para algo maior.


Por isso, cuidado com os “pratos de lentilhas” da vida.


Eles podem parecer pequenos, simples e até inofensivos.


Mas algumas escolhas aparentemente pequenas podem nos fazer abrir mão de coisas que são grandes demais para serem negociadas.


Não venda por um momento aquilo que Deus preparou para a eternidade.


Antes de tomar uma decisão, pergunte:


“Isso parece certo aos meus olhos ou realmente está certo diante de Deus?”


Porque nem tudo que tem preço tem valor.


E algumas das coisas mais valiosas que Deus nos deu não podem ser compradas de volta depois que as perdemos.


Pense nisso:


Qual é o seu prato de lentilhas hoje?


O que está tentando fazer você trocar seu propósito por satisfação momentânea?


Não venda seu valor por qualquer preço.

Corra na frente, porque um dia você vai pagar a conta.

Da corrida, do poder e da miopia oligárquica: um ensaio Geleiocratico de fomento ao uso do dicionário!


Acompanho, com não dissimulada estupefação, a celeuma que se erige em torno de um ato tão comezinho quanto o de um aspirante ao governo potiguar que, no curso de suas caminhadas eleitorais, se permite correr e pular. Sim. Correr. Há quem interprete esse gesto de trivialidade atlética como uma espécie de transgressão inominável, uma quebra dos protocolos tácitos que regem a liturgia da política tradicional, como se o ímpeto de acelerar o passo, transpor uma via ou adentrar um terreiro para um cumprimento constituísse um desvio comportamental merecedor do mais agudo escrutínio.


Ora, essa reação, longe de significar mero escárnio, revela-se sintoma caudaloso de uma miopia estrutural — e, quiçá, de um mal-estar muito mais profundo, que reside não no ato em si, mas naquilo que ele simboliza. A vitalidade de um postulante é execrada precisamente no instante em que ele ousa disputar os proscênios do poder, espaços historicamente reservados a estirpes que nele adentram já revestidas de sobrenomes ilustres, patrimônios vultosos, capital social consolidado e uma aura de mando que se pretende incontrastável. É sintomático, outrossim, que os mesmos círculos que toleram com complacência quase obsequiosa a ostentação do privilégio mais inquinado se mostrem visceralmente incomodados diante da pujança física e da energia desmedida de alguém que construiu sua trajetória a contrapelo das circunstâncias adversas.


Duas experiências civilizacionais, pois, se contrapõem: a daqueles que aprenderam a caminhar pelos corredores do poder, amparados por estruturas de proteção que lhes suavizaram a jornada; e a daqueles que, desprovidos de tais muletas, precisaram correr para alcançar os mesmos patamares. Não se trata de erigir a pobreza em virtude ou a riqueza em vício — simplificação tosca que repudio —, mas de reconhecer que a origem social produz repertórios, sensibilidades e temporalidades distintas. Quem germinou em solo fértil de privilégios dificilmente compreenderá, em sua plenitude, a urgência de quem conhece o preço de cada degrau conquistado. E é precisamente essa incomensurável distância ontológica que parece atormentar os detratores.


Alysson Bezerra — e aqui o tomo como paradigma do que se discute — não emerge da política como produto acabado de uma engrenagem oligárquica. Sua trajetória, forjada em uma casa de taipa na zona rural de Mossoró, constitui uma ruptura simbólica com a vetusta noção de que os espaços de mando possuem donatários naturais, ungidos por berço ou por batismo social. Essa origem não o torna automaticamente superior a ninguém, mas tampouco o desabilita a ocupar qualquer posto de relevância. Distinção elementar, mas que insiste em ser repetida, pois o Brasil ainda é uma sociedade onde a desigualdade não se manifesta apenas no patrimônio, senão também na permissão tácita — ou na interdição velada — que diferentes indivíduos recebem para ocupar determinados lugares.


Quando o debate se desvia dos escólios técnicos — planos de governo, indicadores fiscais, projetos estruturantes, política orçamentária — para concentrar-se no corpo, no gingado, no fôlego ou na origem do candidato, estamos diante de um fenômeno que exige nomeação precisa: a indigência argumentativa sendo compensada pelo expediente torpe da desqualificação ad hominem. Há nisso uma sofisticação da arrogância — não a espalhafatosa, mas a mais insidiosa, aquela que se traveste de superioridade cultural ou intelectual e que, em sua essência, não passa da tacanhez de quem não suporta ver o "outro" adentrar o sancta sanctorum do poder sem haver solicitado a devida licença histórica.


É o velho pressuposto, ainda sobrevivente em nossas endogâmicas elites, de que certos indivíduos parecem predestinados a mandar, enquanto outros deveriam contentar-se em assistir, mudos e obsequiosos, ao espetáculo. Quando um desses "outros" transpõe a porteira, galga o tablado central e ainda ostenta a pujança de correr de uma residência a outra para aproveitar cada átimo de sua agenda extenuante, a reação de alguns oscila entre o riso mofado e a crítica olímpica. Talvez porque estejam diante de uma coisa que não se aprende nos manuais de administração pública: a premência de quem sabe, com todas as fibras do espírito, o peso de uma oportunidade.


Não se trata, aqui, de desmerecer a carreira pública sólida, a formação acadêmica elevada ou a estabilidade funcional de quem quer que seja. O problema germina quando o privilégio de origem é sublimado em pretensa superioridade de essência, como se o acaso do nascimento conferisse ao indivíduo um atestado de capacidade inata. Ora, ninguém escolhe a família em que nasce, mas cada qual elege, em alguma medida, o uso que faz dos dotes ou das penúrias que recebeu. É por isso que me causa estranheza ver determinados segmentos políticos, tão ciosos de suas credenciais, recorrerem a expedientes retóricos tão comezinhos para diminuir alguém. Se a crítica é política, que se exerça no terreno das propostas; se é administrativa, que se funde em dados; se há incompetência, que se demonstre; se há irregularidade, que se prove. Mas transformar o vigor físico, a origem social ou a maneira de se movimentar durante uma caminhada em instrumento de ridicularização é atestado de pobreza crítica — e não daquele tipo que dignifica.


Prefiro, pois, a política que se movimenta, que suarenta e ofegante alcança o povo, àquela que, enclausurada em sua ufania estática, contempla o próprio umbigo enquanto a realidade se esvai em desigualdades. Não é a corrida, em si, o pomo da discórdia; é a quebra do protocolo invisível que ancora a crasta endogâmica do poder. A democracia possui essa característica subversiva e ingente: permite que pessoas oriundas de lugares que jamais frequentaram os salões áulicos adentrem pela porta da frente. E, quando adentram, não precisam assimilar os trejeitos, os vícios e os tiques daqueles que estavam lá antes. Podem continuar sendo o que são. Inclusive correr.


Ao fim, a diferença monumental reside entre quem corre para chegar mais longe e quem precisa correr apenas para não ser alcançado e tragado pela própria história. Eu, particularmente, alinho-me com os primeiros — com aqueles que, em vez de se imobilizarem na contemplação narcísica do poder, preferem o fôlego, o suor e o movimento perpétuo de quem sabe que o chão se conquista com os pés, não com os títulos. Porque o corpo em movimento é, em última instância, a única antítese possível à estagnação do espírito e à paralisia das estruturas que teimam em permanecer imóveis enquanto o país corre — para trás ou para frente, conforme o vento da história.

⁠Não há maturidade. Em vez disso, há um processo de maturação em constante evolução. Pois, quando há uma maturidade, há uma conclusão e um final. Este é o fim. É quando o caixão está fechado. Você pode estar se deteriorando fisicamente no longo processo do envelhecimento, mas o seu processo pessoal de descoberta diária continua em andamento. Você continua a aprender mais e mais sobre si mesmo todos os dias. Você é o resultado das suas maturações: suas vivências, experiências, decisões e conclusões tomadas.

Homens prudentes podem habitar zonas cinzentas. A prudência é a virtude que permite a um homem ser senhor de dois mundos.⁠

⁠Essa é a dinâmica da vida: ela é iterativa.
Você nunca parte do zero — sempre parte de um ciclo que acabou de se fechar.

⁠Somente através da prudência é que um vício ou mesmo pecado pode se tornar útil ou quiçá até mesmo uma “virtude”.

⁠A ambição de um homem existe, antes de tudo, para tornar suportável o ato de se olhar no espelho após uma derrota.

A generalização é uma ferramenta retórica útil. O problema é a totalização. Um bom aforismo, por vezes, usa a generalização, mesmo correndo o risco de soar como uma sentença totalizante. Para dar à luz boas frases, é preciso coragem.⁠

AMOR DE TODAS AS ESTAÇÕES
Com o passar do tempo, aprende-se que amar não é olhar um para o outro como que em um transe permanente, mas com o olhar amoroso e consciente daqueles que escolheram caminhar lado a lado.
O segredo dos amores que duram habita nos pequenos gestos do cotidiano, nas infinitas formas de dizer "eu te amo", sem pronunciar uma única palavra. É manter acesa a centelha dos primeiros tempos. CRÔNICAS DO AMADURECER, Papo de Gente Grande - Valéria Leão

Este é um recado para o ser humano que acorda mal humorado, procure aprender com o galo que canta para agradecer, se alegra mesmo antes do dia amanhecer.

Eu Te Amo.


Em cada batida do meu coração, existe um pouco de você,
Um sentimento tão bonito que eu nem consigo esconder.


Talvez o mundo inteiro não consiga compreender,
Eu só sei que, entre tantas pessoas, escolhi amar você.


A cada amanhecer, meu pensamento encontra o seu olhar,
Mesmo quando estou longe, meu coração insiste em te procurar.


O que sinto por você
não cabe apenas em palavras,
EU TE AMO,
hoje, amanhã e em todas
as nossas jornadas.

Emanuel Bruno Andrade (nascido a 19 de maio de 1976, em Nazaré) é um artista plástico autodidata, poeta e jardineiro profissional residente em Lisboa (Beato). A sua prática artística, iniciada em 1997, explora a intersecção entre a pintura física tradicional e as artes digitais, movendo-se pelos campos do abstrato, do gestual e do imaginário.
​Percurso Artístico e Exibições
​Exibições Individuais: Conta com 6 exposições individuais de destaque, incluindo projetos como Linhas da Vida, Ontem, Monumental, Átrio, Na Guelra da Veia e Cerne (apresentada no Hotel SMY Lisboa).
​Exibições Coletivas: Possui 10 participações coletivas, com forte presença em hotéis de prestígio e luxo de Lisboa em parceria com a Arca Gallery (como o Hotel Hilton, One Palácio da Anunciada, Corinthia e DoubleTree by Hilton), além de ter integrado mostras de relevo no Centro Cultural de Belém (CCB), no Museu da Marinha e no El Corte Inglés.
​Projeção Internacional: Participações em grupos online internacionais e seleção para o ARTBOX.PROJECT Zürich 8.0 na SWISSARTEXPO, na Suíça.
​Linguagem Criativa e Inovação
​Fusão Tecnológica: Cria obras originais explorando acrílicos, óleos, impasto e técnicas de espátula sobre tela, madeira e metal, complementadas por ferramentas digitais e inteligência artificial. Realiza a materialização física da arte digital através de impressão UV de alta precisão e texturas de relevo em painéis de alumínio Dibond e acrílico.
​Moda e Design: Desenvolve o conceito de arte vestível e design de moda sob a marca EBA, integrando padrões de obras originais com têxteis de wax africano.
​Escrita e Obra Literária
​Poesia e Antologias: Escreve poesia em prosa e verso, contando com colaborações em várias antologias de poesia contemporânea portuguesa publicadas pela Chiado Books e Atlantic Books, incluindo as obras coletivas Lisboa Cidade Mágica e Porto – Uma Cidade Com Alma (Tomo II).
​Narrativa: Autor da história infantil Acreditar no transformar (centrada na figura do Capitão dos Sonhos) e da epopeia contemporânea inspirada em Os Lusíadas.
​Media e Intervenção Social
​Televisão e Rádio: Participou em programas de grande projeção nacional, incluindo entrevistas na SIC com Júlia Pinheiro, no programa Bem Vindos e À Tarde no Kubico na RTP África. Realizou abordagens radiofónicas na Rádio Belém em defesa de pessoas vulneráveis e partilha de testemunhos de vida.
​Oficinas e Comunidade: Facilita oficinas de expressão artística e desenho (como carvão e pastel de óleo) voltadas para o desenvolvimento pessoal e comunitário. O seu acervo artístico conta também com representação de obras no Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa (Júlio de Matos).

Poucas coisas são tão poderosas no universo
quanto a energia realizadora de um homem apaixonado.
E poucas coisas são tão nulas quanto o coração deste mesmo homem desiludido.


Um homem apaixonado move mundos e fundos por sua amada.


Um homem desiludido não sai do lugar, não respira, não faz nada.


É o amor que move os corações dos homens.