Veio e Passou como um Cometa

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⁠CERTO OU ERRADO é um ponto de vista! Para bolsonaristas, o errado é certo e vice-versa! Lulistas analisam do ponto até a vista!

O ódio contra os judeus é um ódio contra a humanidade.

Se ao menos eu pudesse ocupar, ou viver em um cantinho do seu coração, não importa o que aconteça sempre estarei com você.

O Presente de Natal

Num Natal, eu botei na cabeça que ia dar um presente para minha mãe.

Nessa época, eu era engraxate. Lembrei-me disso hoje porque aquele Natal também caiu num domingo.

Na rodoviária de Santa Mariana havia um bazar. Certa vez, eu tinha visto ali uma xícara com uma paisagem de neve. Era aquela xícara que eu queria dar para minha mãe.

Só havia uma.

E eu corria o risco de ela ser vendida.

Pedi ao dono do bazar que a reservasse para mim. Ele sorriu e respondeu:

— Quem chegar primeiro, leva.

Isso foi de manhã, por volta das nove horas. E eu não tinha um único centavo no bolso do calção. Meu calção tinha um bolso, mas naquele momento ele estava vazio.

O dia foi passando e nada de conseguir o dinheiro.

De repente, começaram a aparecer alguns dos meus fregueses tradicionais. Um aqui, outro ali, e algum dinheirinho começou a entrar. Mas ainda era pouco para comprar o presente.

Eu engraxava um par de sapatos e, assim que terminava, ia até o bazar para ver se a xícara ainda estava lá.

Nem fui almoçar naquele dia.

À tarde, eu já tinha conseguido boa parte do dinheiro, mas ainda não era suficiente. Continuava trabalhando e, de vez em quando, passava pelo bazar para pedir ao dono que, por favor, não vendesse a xícara.

No fim do dia, quase na hora de fechar o bazar, eu ainda não tinha conseguido juntar o valor necessário.

Então tomei coragem e pedi:

— O senhor não poderia deixar eu pagar o que falta na próxima semana? Eu engraxaria seus sapatos sem cobrar até completar o dinheiro.

Ele nem pensou.

— Nem pensar — respondeu. — E tem mais: já vendi a xícara.

Fiquei olhando para o chão, com os olhos cheios de lágrimas.

Naquele momento, pensei:

Como é difícil a vida de engraxate.

Se eu tivesse guardado o dinheiro dos outros dias...

Mas aquele dinheiro dos outros dias também fazia parte da receita da família. Vez ou outra, eu comprava carne ou alguma outra coisa para comer e levava para casa.

O que fazer?

Eu tinha chegado tão perto de conseguir comprar aquele presente.

Era para ser uma surpresa para minha mãe. Eu queria que ela ficasse feliz naquele dia de Natal.

Peguei minha caixa de engraxar, que havia deixado do lado de fora do bazar, e levantei-a para colocá-la no ombro.

Foi então que alguma coisa me chamou a atenção.

Havia dentro da caixa um embrulho de papel de presente.

E, pelo formato, parecia uma xícara.

Fiquei sem entender.

Hoje, penso que, enquanto eu estava ali, tentando negociar a compra da xícara, em algum momento aquele homem, Vitor, colocou o pacote dentro da minha caixa de engraxar.

Olhei para ele.

Ele me olhou de volta, com os olhos cheios de lágrimas.

Sorriu.

E me desejou:

— Feliz Natal.

Naquele dia, eu não consegui comprar a xícara.

Mas ganhei algo muito maior.

Ganhei a certeza de que, mesmo quando a vida parece dura demais, ainda existem pessoas capazes de enxergar o coração de um menino.

E aquele menino, que só queria fazer sua mãe feliz, voltou para casa carregando, no ombro, sua velha caixa de engraxate.

Dentro dela, além das escovas e da graxa, levava o mais bonito presente daquele Natal:

um gesto de amor.

Um tour pelo centro nervoso de Santa Mariana
Final dos anos 1950 e início dos anos 1960

De frente para a praça, seguindo em direção ao antigo Banco Itaú, virando à esquerda, começava um verdadeiro passeio pelo centro de Santa Mariana dos finais dos anos 1950 e início dos anos 1960.

Do lado direito estava o Cine Rios, que futuramente se chamaria Cine Plaza. Ao lado do cinema havia um terreno baldio. De vez em quando aparecia por ali uma barraca de “tiro ao alvo”, que permanecia no local por algum tempo.

Mais tarde, naquele terreno foi construído um salão bem grande, onde se instalou a Sorveteria Ouro Verde — a mais linda do mundo! Quando a sorveteria encerrou suas atividades, o espaço se transformou em bar: o Bar Pinguim, do Dionísio Serafim. No luminoso do estabelecimento havia o desenho de um pinguim.

Certa noite, alguém com o teor alcoólico acima do normal resolveu atirar no pássaro do luminoso. Acertou. Durante muito tempo, ficou visível o furo da bala na placa. Uma pequena história, talvez, mas que ficou na memória de quem viveu aquela Santa Mariana.

Continuando pela mesma rua, cerca de cinquenta metros adiante, encontrávamos o Bar do Mathias. Aos sábados havia música sertaneja, cantada pelos irmãos Mathias. Era um dos pontos de encontro da cidade.

Na esquina, em frente ao bar, ficava a borracharia do Pedrão. Depois vinha a casa do Mauro Japonês e, logo adiante, o posto de gasolina, onde Mauro era o gerente.

Seguindo em frente, chegávamos à Farmácia do senhor Euclides/Florisvaldo. Depois da residência do senhor Euclides, ficava a loja de ferragens do Spagolla, o Henrique.

Chegando à esquina, do lado direito estava a residência do senhor Henrique e, em frente, o Posto de Puericultura.

Virando à esquerda, do lado esquerdo, ficava o Parque Infantil, no local onde hoje está o seminário. Em frente, estava a oficina dos Bampa.

Na esquina, do lado direito, ficava a residência do padre, a conhecida casa paroquial. Em frente seria construído posteriormente o Salão Paroquial Pio XII.

Nos fundos da igreja ficavam o Paço Municipal e o reservatório de água. Ao lado direito da prefeitura estavam o Posto de Saúde e a residência da família Zanini.

Um pouco mais adiante chegávamos à rodoviária, com suas lojas e seu movimento característico.

Logo na entrada da rodoviária ficava o açougue do senhor Júlio Rossi. Na sequência havia uma lanchonete que fazia uma vitamina muito gostosa. Vizinho à lanchonete estava o Bazar do Vitor.

Depois vinham outras lojas, uma barbearia e, fechando aquela sequência de estabelecimentos, o Bar do senhor Carlito Spagolla.

A rodoviária era servida pelos ônibus da Viação Garcia e por uma outra empresa cujo nome já não consigo lembrar. Essa segunda empresa fazia as linhas que ligavam Santa Mariana aos patrimônios próximos.

Em frente à rodoviária havia várias lojas. Estavam ali a Sapataria dos Serafim, o Armazém de Secos e Molhados do Shiguetomi, a Farmácia do Kamei — acho que era esse o nome — e, na esquina, um bar e restaurante.

Ah, e havia também a sorveteria, onde, além de tomar sorvete, era possível comprar figurinhas de jogadores de futebol. Para nós, aquilo também fazia parte da diversão.

Do outro lado ficava o Posto Shell.

Descendo em direção ao Fênix Clube, depois do bar das figurinhas, encontrávamos uma loja de sapatos chamada Calçados Bata. Mais adiante estavam a relojoaria do Nelson e o Foto Suzuki.

E, seguindo um pouco mais, chegávamos ao Banco América do Sul.

Esse era, mais ou menos, o nosso centro de Santa Mariana no final dos anos cinquenta e começo dos sessenta.

Hoje, talvez poucos consigam lembrar dessa cidade. Muitos dos que vivem atualmente em Santa Mariana nem sequer conheceram aquela época. Os prédios mudaram, os estabelecimentos desapareceram, as ruas ganharam outras paisagens e a cidade seguiu seu caminho.

Mas aquela Santa Mariana existiu.

Existiram o Cine Rios, a Sorveteria Ouro Verde, o Bar Pinguim com seu luminoso furado por uma bala, o Bar do Mathias e suas músicas sertanejas, a rodoviária cheia de movimento, as lojas, os bares, as oficinas, os bancos, os postos e, principalmente, as pessoas que davam vida a tudo aquilo.

Talvez este relato seja apenas uma caminhada pela memória de um velho morador.

Mas é uma caminhada por uma cidade que existiu.

E eu sou prova viva.

Doravante, basta ao homem ser trepassado por um lampejo de luz, ou ver- se à deriva sob o brando orvalho que desce dos céus. Assim a história se finda, e o que me aprasava, agora me tolhe a razão.

230726

"A força de um coração firme vence qualquer barreira."

"Mesmo o caminho mais difícil tem um fim para quem segue."

Há um instante mágico em que a individualidade se dissolve para dar
lugar a algo muito maior. Não se trata de perder a si mesmo, mas de se
encontrar inteiramente no outro. Quando os olhares se cruzam com essa
cumplicidade, a gravidade deixa de existir. Dois seres que se unem não
caminham apenas lado a lado; eles ganham asas e voam em conjunto,
desbravando um céu que só pertence a ELES
___ENZO RUCHELL _

Às vezes, a vida nos cruza com alguém que nos acerta em cheio.
Não com um impacto que machuca, mas com uma precisão que assusta.
É como se ELA trouxesse consigo o mapa de todos os meus pontos
fracos ,aqueles que passei a vida inteira tentando esconder do mundo.
Só que, em vez de evitá-los ou usá-los contra mim, ela os toca
delicadamente. É um toque que cura antes mesmo de doer.
E, por um instante que parece suspender o próprio tempo, vem
o sopro do alívio, alguém finalmente me entende, sem que eu precise s
oletrar uma única palavra. O problema de ser lido com tanta clareza
é o que vem depois. A gente fica sozinho com essa descoberta,
olhando para o espelho e percebendo que o silêncio da casa ficou
mais barulhento. A verdade é que, depois de ser tocado por essa
compreensão, não dá mais para voltar a ser quem eu era antes.
Você me desorganizou da forma mais bonita possível, e agora eu
nem sei mais como caber no meu próprio PASSADO!
___ENZO RUCHELL _

Existem pessoas que tornam o mundo um lugar muito mais bonito e acolhedor, e você com certeza é uma delas. A amizade é um daqueles portos seguros que a gente cuida com todo o amor do mundo. Passando só para te lembrar do quanto você é importante para mim e do carinho imenso que guardo por VOCÊ.
_Enzo Ruchell_

"NÃO DEVEMOS LAMENTAR A MORTE DE UM HOMEM, MAS SIM, O CONHECIMENTO QUE MORRE COM ELE". Ademar de Borba

⁠Regeneração não é um catecismo, mas um milagre!

⁠Nessa crise Deus está nos ensinando a SER igreja sem lugar, a ADORAR sem público, a CULTUAR sem um mediador e a ANUNCIAR as boas novas sem microfone!

⁠A teologia Arminiana não é um livro de argumentos contra o calvinismo e nem a defesa do livre-arbítrio, mas a defesa do amor incondicional de Deus para com toda a humanidade. Nela, que ama a TODOS e morreu por TODOS.

⁠O resultado do quarto de oração é a comunhão com Um Deus que nos livra das falsas acusações e da cova dos leões!

⁠Deus sempre abençoa e opera em um individuo para desembocar no coletivo, no corpo de Cristo (Romanos 12.1-5; 1ª Co 12.12-27). Mateus 5.15-16: E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha; pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão ao seu redor. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus. Veja, a candeia é para iluminar todos, por isso Deus coloca algumas pessoas em posições elevadas, para iluminar a todos, ser voz de todos, abençoar a todos. Por isso, quando Deus começar a te abençoar, te levantar, você deve se lembrar de Mateus 5.15-16. Olha o que Davi diz: Então Davi teve certeza de que o Senhor o confirmara como rei de Israel e que seu reino estava prosperando por amor de SEU POVO Israel, 2ª Samuel 5.12. Davi sabia que Deus o havia levantado e abençoado por causa do povo, por causa de Israel. Portanto, a benção de Deus em nossa vida não é só para nós, mas para com todos que Deus colocou em nossas vidas e moveu seu coração para com eles. No amor fraterno do Abba.

⁠Aquele que diz ser um discípulo de Jesus e vive sua vida do jeito que quer, nunca teve uma experiência real e genuína com a graça de Deus! É triste perceber que alguns líderes e algumas igrejas no Brasil perderam totalmente o significado do que seja graça segundo a palavra (Judas 1.4). Uma experiência genuína com a graça de Deus gera perdão e transformação do indivíduo! Receber perdão e não ser transformado é o mesmo que vestir um porco com roupas limpas e deixá-lo no chiqueiro. Quem perdoa sem transformar é a graça barata que está sendo pregada por ai. Porque a graça genuína ensinada por Jesus e Paulo, além de te dá vestes novas, te transforma também em um novo homem. Se não transformou é graça barata, se não é a graça genuína então não foi reconciliado e nem perdoado. Se não foi reconciliado e perdoado é porque nunca se arrependeu.

⁠Todas as vezes que um grupo de irmãos e irmãs decidirem retornar ao princípio da igreja do Segundo Testamento, assim como Jesus, sofrerá oposição da instituição e seus coronéis. Isso é o processo histórico se repetindo na comunidade de Jesus, pois esses mesmos questionamentos foram feitos pelos líderes religiosos para Jesus e seus discípulos há muitos séculos atrás: “Com que autoridade faz estas coisas? E quem te deu tal autoridade?” (Mateus 21.23).

⁠Todas as ações de Jesus tinham um sentido profundo. Curar um cego misturando barro com saliva e colocando-os nos olhos do homem era um desafio direto à ordenança judaica que proibia curar aos sábados misturando barro com saliva! (Mishnah e Shabbat 108:20). Comia sem lavar as mãos sob o olhar crítico dos fariseus, desafiando a tradição estabelecida por eles. Jesus se recusou curvar-se as pressões da religião. Era a revolução do Verbo Vivo. Jesus não teve medo de enfrentar aqueles que tentavam impedir que o Evangelho do Reino fosse instalado dentro das pessoas. Ele nunca deixou de anunciar as verdades do Reino por causa do ódio de seus inimigos. Por isso precisamos entender que Jesus não veio apenas como Messias para libertar o povo do pecado. Não veio apenas como Salvador, pagando a nossa dívida. Não veio apenas como Profeta, dando esperança aos oprimidos. Não veio apenas como Sacerdote, mediando os homens diante de Deus. Não veio apenas como Rei. Mas Jesus veio também como revolucionário, rompendo com o odre velho, para trazer o vinho novo. Sem esse rompimento do odre velho o vinho novo não chega.