Vc pode Correr eu te Pego
Pelo sangue derramado é que eu rimo e não me calo
Quer saber do que eu falo ? ( do sangue derramado )
Música: Rimas de Sangue
Aprendi que a vida do crime é ilusão
Nessa tal vida louca eu já perdi vários irmão
Bagulho é pra quem é, pra quem nasceu pra ser
Não pra moleque igual você, que só age na emoção
Eu nunca quis agradar às multidões: pois aquilo que eu sei, elas não aprovam; e aquilo que elas aprovam, eu não sei.
E eu estou de pé. Depois de uma virada em minha vida quem sabe, depois de uma chuva forte que caiu durante uns dois ou três anos. Aprendizados que agora caem em minhas mãos, como se fossem os pingos que ficaram no telhado, arrependimentos que batem em minha porta pedindo pra que eu os enxugue, vozes que me dizem uma mesma coisa o tempo todo como uma goteira caindo e fazendo o mesmo som. Coisas momentâneas. Coisas que vão passar quando eu ver o sol nascer amanhã. Minha previsão do tempo particular me diz que ainda vão vir algumas chuvas de verão, daquelas que logo passam... Mas nada que possa derrubar o abrigo que eu fiz essa noite. Um abrigo com o telhado e as portas de amor próprio, com janelas que são à prova de barulhos que possam me fazer querer sair lá fora, e com paredes que não deixam se quer o cheiro da chuva entrar. Mas sempre existe aquela frestinha como dizem, e se algum vestígio dessa chuva entrar... E não conseguir me conter com a vontade de sair lá fora, peço que me segurem. Não quero me molhar, eu sei que não vale a pena, não por essa chuva!
É engraçado, eu me apego tanto às pessoas e me sinto tão importante para elas, mas no final eu sempre descubro que eu nem era tão importante assim.
Eu quero um colo, um berço, um braço quente, um calor no inverno, um sonho calmo, um espaço enorme, como a lua rodando entre as estrelas…
É, eu sinto sua falta muitas vezes. Mas por orgulho não vou atrás. Ainda me dói te ver largando a mesma ladainha pra cima de outras, mesmo sabendo que é uma coisa sem valor, que certamente são palavras ditas com muita falta de sinceridade. Mas me dói. Te ver me desperta a vonta do teu abraço, de ouvir tua voz. De delirar com seu sorriso e rir das suas brincadeiras maliciosas. Eu sei que talvez tudo tenha tenha mudado. O que há dentro de mim não é mais tão forte, e eu ando comemorando com isso. Talvez eu nem goste mais tanto de você, porém eu não sei viver na dúvida. Sei que sinto falta do seu cheiro, quero tanto seu abraço, meus olhos pedem seu sorriso e eu luto contra isso. E vou continuar lutando, desejando que cada um siga sua vida e que seja assim: natural. Mas só para deixar claro e ser bem sincera, às vezes o seu jeito, essa mania de achar que os outros não tem sentimentos me magoa. E eu sei que para você não é grande coisa, mas chego a pensar que não sei mesmo se algum dia você vai se cansar dessa vidinha em que o mais rápido, mais ágil, que age pela razão, o mais esperto é o que se da bem. Que iludindo alguém as coisas irão dar certo no fim. Definitivamente acho que numa dessas você vai virar para mim e dizer: “E aí, já posso levar o Oscar?” – e eu, novamente, vou sair da história como a “coitada que foi enganada”.
Eu admiro tanto isso, você sempre tão focado nas suas prioridades, tão determinado. E eu aqui, tão focada em você. Prioridade nem sempre a gente escolhe, né ?
Esta vida é absurda e ilógica; eu já tenho medo de viver, Adelaide. Tenho medo, porque não sabemos para onde vamos, o que faremos amanhã, de que maneira havemos de nos contradizer de sol para sol... (...)
Além do que, penso que todo este meu sacrifício tem sido inútil. Tudo o que nele pus de pensamento não foi atingido, e o sangue que derramei, e o sofrimento que vou sofrer toda a vida, foram empregados, foram gastos, foram estragados, foram vilipendiados e desmoralizados em prol de uma tolice política qualquer...
Ninguém compreende o que quero, ninguém deseja penetrar e sentir; passo por doido, tolo, maníaco e a vida se vai fazendo inexoravelmente com a sua brutalidade e fealdade.
Algumas vezes pelo caminho, você tira meu fôlego. Distraída pela visão, eu caio bem em você.
Eu poderia perder o meu ministério amanhã e eu nem sei o quanto de lágrimas que derramaria, mas se eu perder a minha mulher, a minha vida estará terminada.
Chega de promessas não cumpridas, de palavras vazias, de juras falsas. Eu quero verdades, sinceridades, honestidade e transparência. Quero realidade, franqueza, quero ter mais certeza. Ando precisando de apegos, apreços, carinho, atenção, de dedicação, de consideração, de gratidão. Quero intenções, atitudes. Bons ventos e pensamentos. Mais gentileza, mais cavalheirismo, mais suavidade. Chega de palavras que machucam, de atitudes que ferem, de olhares que angustiam. O mundo precisa de mais afeto, demais respeito, de mais educação, de mais consideração.
Tenho acompanhado certas mudanças, e por um momento, não me reconheci. Aí eu lembrei que o ser humano é bizarro mesmo, e que na vida passa por suas milhares de fases.
"Eu prefiro ter a beijado uma vez, ter a abraçado uma vez, ter a tocado uma vez do que passar a eternidade sem isso."
Eu não posso prometer consertar todos os seus problemas mas eu posso prometer que você não terá que encará-los sozinho.
Quis me perder, quis ser outra, que não eu mesma, mas esbarrei em mim por todas as saídas de emergência.
