Vazias
No palco da vida, quem muito se exibe, por dentro é um livro com páginas vazias.
A verdadeira riqueza se encontra no ser, na essência que pulsa, no que faz querer.
beco
nessas ruas vazias
em avenidas sem vidas
em becos sem saídas
procurei por respostas
para tanta indecisão.
e cada rua uma porta
com uma nova pergunta
a cada avenida um cansaço
de que já não há espaço para mim
e a cada beco
me sinto seco, porém suado, exausto estou
de que em todo beco
ter que se virar
e mais uma vez
voltar pra trás.
(para o meu coração, que ainda sente medo de perder ela.)
Subsistir
Uma parte de mim
abriga sonhos desfeitos
esperanças vazias
e incertezas
Sentimentos nefastos
de insatisfação
de descrença
e temor
Não obstante subsisto
resistindo ao tempo
ao sofrimento
e à morte
Pois a paixão pelo viver
é a seiva que me nutre
que me faz forte
e audaz
Em meu peito, o amor é uma canção triste, uma melodia desafinada que ressoa nas paredes vazias da minha alma. Cada promessa quebrada é um pedaço a mais da minha própria ruína, e o eco das lágrimas derramadas é a única testemunha silenciosa da tragédia que se desenrola no teatro deserto do meu coração despedaçado.
-Futuro incerto
Você costumava me deixar dormir no seu ombro, palavras vazias irem embora como um sopro.
Você foi assim pra mim. Como uma melodia sem fim.
Meu bem querer, foi um prazer em te conhecer, foi um privilégio em te ter
Quando eu te vi foi pra mim um sonho sem fim.
Uma busca incansável por algo inesperado, o que esperar de vc, alguém tão apropriado.
Eu te imagino, eu te concerto, te imagino num futuro não tão incerto. Afinal, oque esperar de um amor tão esbelto , e de alguém tão esperto.
Você me deixou sem ar, e agora eu mal consigo me expressar, me deixou sem fala, me jogou fundo dentro de uma intensa e imensa vala
O que seria de mim sem o brilho do seu olhar, será que estou a sonhar?
Não me iluda com falsas promessas. Não me seduza com palavras vazias. Não me engane com segundas intenções. Quem me respeita de verdade vai me valorizar e me amar. Quem não me respeita, pode ficar longe.
É preferível vossa solidão do que companhias vazias, palavras trocadas que não agregam tampouco preenche o coração, é preferível vossa genuína solidão do que ocupar-se com a presença insignificante daqueles que de ti só tiram a razão.
O veneno das minhas ironias...
Hás-de beber entre suas lágrimas vazias...
E hás-de encontrar-me em teu surpreso olhar...
A minha face fria...
O meu prazer de outrora...
Emigrou...
Partiu...
Não mais está com você...
Podes te dar por pago...
Que este é o preço da vida e todo o seu valor...
Amei-te em dolorosos delírios...
Mas já nada sinto...
Nada restou...
Que seja sonho apenas a esperança...
Agora eu bebo a vida a longos tragos...
Sigo meu feliz caminho...
Deixo-te como sempre quis...
Sozinho...
Sandro Paschoal Nogueira
Cansei
Cansei da espera
Cansei de me iludir
Cansei de pessoas vazias
Cansei desse raso ofertado
Cansei das migalhas
Cansei
Cansei de pessoas tóxicas
Cansei de gente manipuladora
Cansei de joguinhos emocionais
Cansei desse querer, sem querer
Cansei de palavras sem atitudes
Chega o momento em que o ofertado é tão raso que não faz sentido permanecer insistindo, na dúvida é melhor lidar com a razão.
Entre uma angústia constante e a solitude de uma vida, melhor está em paz com o seu coração.
Poesia de Islene Souza
Melancólica
Aqui guardo as minhas poesias
Daquelas melancólicas e vazias
Essa que todos vão ver
Mas ninguém vai saber quem escreveu
Não vivo nas sombras
Só não quero que me vejam
Eu prefiro admirar todos
Escrever sobre todos
Ser poeta e não poesia
Sou assim pois sei
Que só eu sei me descrever
Me descrevo como uma canção
Bem agitada, mas se for ler a letra não é nada bom
Me descrevo como uma mentira
Daquelas que a maioria acredita
Me descrevo como uma ladra
Daquelas que rouba coração
Me descrevo como uma arte
Daquelas que ninguém entende
Mas tem um significado
Me descrevo como uma dança
Da mais perturbada possível
Daquelas que tem sempre um final triste
Me escrevo
Me descrevo
Me reenscrevo
Pois sou estranha
Sempre mudo
De visual e de opinião
De razão e de emoção
Mas me reenscrevo
Pra me encontrar dentro da minha própria escuridão.
“O Amor Chegou com as Mãos Vazias”
por Sezar Kosta
Era dia de feira e chão batido,
de riso largo, panela no fogo,
e o tempo correndo devagar,
feito criança brincando na poeira.
Você chegou como quem retorna
de um lugar onde a alma se despede —
com olhos cheios de ontem
e um silêncio que sabia meu nome.
Senti, como se sente o cheiro da chuva
antes do primeiro trovão,
que algo nascia ali,
sem promessa, sem barulho.
Não foi milagre, nem reza de esquina,
mas coisa miúda,
dessas que Deus esconde nas beiradas do dia
e só revela quando a gente para de procurar o que brilha.
Desde então, meu amor é pão
saindo do forno:
quente,
simples,
imprescindível.
Você é meu destino,
mas chegou com as mãos vazias,
pedindo açúcar
e deixando tudo mais doce.
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