Valores Sociais
Cena digital
Nas redes sociais, a integridade perde o seu valor. Corpos não se encontram mais; a libido se desfaz, o amor pelos likes nos satisfaz.
Não podemos dar crédito às críticas sociais. Nossa vitória é fruto de grandes esforços que compõem nossa história. Toda glória exige coragem.🕊
Sou autêntica em cada detalhe. No meu lar, nas redes sociais, na roda de amigos, nas ruas ou em grandes eventos, você encontrará a mesma identidade, a mesma Raquel de sorrisos largos e o abraço apertado. Sei caminhar por palácios me assentar entre príncipes mas também sei caminhar nas vielas e estar na simplicidade de uma comunidade. Do básico ao extraordinário, continuo sendo eu, essa é minha essência.
A vida moderna dessa gente, com as redes sociais e a busca por atenção, criou uma epidemia de pessoas que se acham o centro do mundo. A vontade de ganhar elogios constantes deixa todo mundo com o ego inflado. Os relacionamentos ficam falsos, focados em mostrar uma vida perfeita, enquanto a capacidade de se colocar no lugar do outro some. Esse individualismo excessivo prejudica a convivência, trocando a amizade de verdade pela vontade de ser famoso. A foto de si mesmo substitui a conversa real, e a persona que se cria nas redes acaba escondendo quem a pessoa realmente é.
Cada vez mais, pessoas perturbam os ambientes que frequentam, seja no trabalho, nas redes sociais ou na internet. As redes, em especial, dão a alguns a liberdade de invadir a vida alheia, criando conflitos políticos, religiosos e sendo agressivos.
Muitos misturam questões pessoais com debates coletivos, tratando problemas emocionais como se fossem filosóficos, sem base sólida. Culpam o mundo por questões que deveriam resolver com profissionais. Também distorcem falas alheias para criar rótulos, fugindo do contexto real.
Lugar é geografia, um local para a política; comunidade evoca as dimensões sociais e pessoais de lugar. Um lugar se torna uma comunidade quando as pessoas usam o pronome “nós”.
Estamos tão preocupados com os algoritmos das redes sociais que esquecemos que a vida também responde aos nossos estímulos.
A educação com amor promove um ambiente acolhedor, desenvolve habilidades sociais e emocionais, e contribui para a saúde mental e física. Isso pode levar a uma vida mais plena e feliz.
Quanto mais cobranças sociais você segura, mais peso terá. Quanto mais peso carrega, mais cansado você fica. Quanto mais cansado fica, menos vontade de viver você tem. E quanto menos vontade de viver... tudo ao seu redor começa a perder o sentido.
A verdade é que você não é obrigado a aceitar todas as cobranças sociais que lhe são impostas desde o momento em que nasceu. Grande parte dessas cobranças não são necessárias e apenas servem para sobrecarregar sua mente e seu corpo. A vida é sua, e somente sua. Você tem o direito de decidir o que fazer ou não fazer, sem se sentir inferior ou superior por isso.
Aceitar todas as expectativas externas sem questionar é como carregar um peso que não é seu. Por isso, é necessário parar de acreditar em mentiras que a sociedade tenta impor como verdades absolutas. Reconheça essas mentiras, questione-as, elimine-as e liberte-se delas.
Olhar para dentro de si mesmo é um passo essencial. Só assim você consegue enxergar o que realmente é verdade na sua vida e o que é apenas uma ilusão criada por padrões que não fazem sentido para você. Viver com base na realidade, e não nas cobranças externas, permite que você escolha um caminho que lhe satisfaça e que realmente faça sentido, de forma livre e verdadeira.
As redes sociais são paradoxais: fazem-nos acreditar que estamos bem acompanhados, mesmo quando estamos sozinhos em um quarto.
"As redes sociais, quando aplicadas à educação a distância, rompem a barreira da frieza das plataformas tradicionais, permitindo uma interação mais fluida e colaborativa. Elas transformam o aluno de um espectador passivo em um curador e produtor de conteúdo, aproximando a linguagem acadêmica da realidade comunicacional do cotidiano digital."
(PERRONE FILHO, 2018)
Use as redes sociais com cuidado e propósito. Que faça sentido para você.
Você se expõe porque faz parte da sua identidade… ou finge que gosta de aparecer só para não se sentir vazio?
Mundos ficcionais já resolveram todos os nossos problemas políticos, sociais e econômicos; só precisamos implantar.
O silêncio não é a ausência de som, é o momento em que o ruído das mentiras sociais finalmente cessa e você é obrigado a ouvir o grito ensurdecedor da sua própria insignificância, ou, se tiver coragem, o estalar das chamas da sua própria consciência.
Eu IA acreditar em alguns vídeos e imagens que circulam nas redes sociais...
mas, o meu QI, naturalmente, não permite.
✍©️@MiriamDaCosta
Indenização ao Bom Senso
Há dias em que abrir as redes sociais equivale a atravessar um mercado onde todos gritam ao mesmo tempo, mas poucos têm algo a dizer.
A sensação não é apenas de cansaço, é também de agressão sutil.
Como se a nossa cognição fosse diariamente submetida a um teste de resistência.
Diante das parvoíces que se multiplicam
com a velocidade da fibra ótica... surge a pergunta quase irônica:
Deveria existir uma lei de indenização ao bom senso?!...
Um mecanismo jurídico que compensasse os danos morais causados por opiniões rasas, desinformação reiterada e certezas infladas pela ignorância performática?!...
A proposta pode soar autoritária à primeira vista... e talvez seja....
afinal, em uma democracia, a liberdade de expressão é cláusula essencial.
A Constituição Federal de 1988 protege o direito de manifestar pensamentos, inclusive os equivocados, os imprecisos, os tolos e até os absurdos.
O Estado não pode ( e nem deve!) tornar-se árbitro do que é inteligente e do que é absurdamente tolo.
E viva essa liberdade que nos abre ao conhecimento geral e ao mesmo tempo nos
algema à suportação da parvoíce generalizada...
No entanto, há uma diferença entre liberdade de expressão e liberdade de alcance irrestrito. As redes sociais não são praças públicas neutras, na verdade são empresas privadas com algoritmos desenhados para maximizar engajamento, isso não é novidade!
Plataformas digitais como a "Meta Platforms" e o "X" operam segundo uma lógica econômica óbvia, ou seja, quanto maior a reação e o engajamento....maior o lucro.
E poucas coisas geram mais reação do que o absurdo e a mediocridade da fofoca ...
O problema não é a existência da opinião frágil,
mas sim, a sua amplificação desproporcional. A arquitetura digital privilegia o escândalo, a indignação instantânea e a polarização simplista.
O pensamento crítico e complexo, por exigir pausa e reflexão, perde espaço para a frase de efeito e o meme inflamado.
Falar em “indenização à inteligência” é, portanto, menos um projeto legislativo e mais uma metáfora ética.
Trata-se do reconhecimento de que há um desgaste cognitivo coletivo em curso.
A saturação de ruído compromete o debate público, esvazia a capacidade crítica e banaliza o erro. Fazendo o errado parecer certo... O injusto passar por justo...
Talvez a verdadeira reparação não esteja na criação de novas leis, mas no cultivo de novas posturas.
A inteligência não precisa de proteção estatal, precisa de responsabilidade individual.
Cada compartilhamento é um ato político.
Cada curtida é uma validação simbólica.
Cada silêncio também é uma escolha.
A maturidade digital exige discernimento: saber quando curtir, quando argumentar, quando ignorar e quando se retirar em silêncio... reagir com consciência a cada provocação nas redes sociais é um gesto de força, não de fraqueza.
Em tempos de campanhas pré-eleitorais devemos redobrar nossa atenção na obtenção dessa maturidade digital, né?!
O algoritmo se alimenta de indignação
e o bom senso se fortalece na contenção.
No fim, não precisamos de um tribunal para julgar a estupidez que parece reinar... Precisamos de cidadãos capazes de reconhecer que liberdade implica responsabilidade, inclusive a responsabilidade de não transformar o espaço público em palco de vaidades desinformadas.
Se houver uma indenização possível, que seja a de preservar a própria lucidez em meio ao ruído do caos.
Em tempos de excesso de voz, pensar com rigor é resistência.
Que a nossa cognição seja "indenizada" pelo nosso bom senso no almejar uma certa maturidade nessas redes sociais...
✍©️@MiriamDaCosta
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