Vale tudo Filosofia de Vida
SONETO PELO CAMINHO
O meu fado pôs a me versejar
Pelas trilhas do destino nefando
Me fez chorar, rir, foi interrogando
Acerca do amor pôs a ignorar
Subi e desci, e a vida foi forjando
Desafinei certamente ao disciplinar
E pude segredar na noite de luar
Assim, estórias foram desfiando
Por vielas, ruas e, becos a andejar
Andei, e ele comigo foi andando
Pelos caminhos o diverso a poetar
Agora, o canto maduro, no comando
Lembranças, tudo tem tempo e lugar
Na estrada, continuo caminhando...
(até Deus chamar!)
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
20/01/2017, 14'00"
Cerrado goiano
SONETO TRISTE
Hoje acordei com meu verso triste
Escorrendo pelo papel só inclinação
Cabisbaixa a inspiração e, pelo chão
Querendo lira na sorte que não existe
Pois, cada cisma, na cisma consiste
E o prazenteiro é em vão, e assim são:
Desferrolha fagulhas infeliz do coração
Petrechando a consternação em riste
As minhas angústias querem expansão
Minha dor, está ali sozinha, é imensidão
Tão calada, não entenderão o que sente
Aí quem me dera, não a ter! Pois então?
A tenho!... E pouco cabe na solidão...
Quando caberia aqui: - verso contente!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Janeiro, 2017, 05'55"
Cerrado goiano
ventania
talvez a gente se esbarre
numa destas confusões do sentimento
onde o tempo no tempo nos agarre
nas lembranças, e nos carregue no pensamento...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Cerrado goiano
As vezes é preciso direcionar a vida e investir toda a energia nos nossos objetivos e tudo mudara. É preciso acrescentar os ingredientes certos e manter por perto as pessoas que vivem na mesma sintonia e luz só assim é que a vida avança, que as portas se abrem, que os sonhos se tornar realidade. O resto é ilusão.
SONETO AGONIADO
Agonio de ti, ó silêncio, do cerrado
Diz coisas que a sorte não vai entender
Da tua brisa saudades tu pões a trazer
Nas brumas, com suspiro empoeirado
Do teu torto cenário bruto, fustigado
Ascende lembranças no entardecer
Tão pálidas na tua secura, vão haver
Solidão, que o meu sonho fica calado
E nos teus murmúrios do alvorecer
O meu ao teu então fica encarnado
Largando lágrimas na face a perecer
Talvez um dia eu entenda o teu agrado
Por agora, o que faz é meu entristecer
Porém, todavia, és âmbito do meu fado
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano
Sinto uma necessidade de partir
Para lá dentro da minha alma
Desvendar os meus anseios
Desta vida personificada em minha visão.
Quem garante
que sou o que sou
Quando digo que sou?
Poderia ser isso...
Poderia ser aquilo
E poderia ser nada.
Poderia...
Poderia ser um peregrino do tempo
Penetrando almas e almas
Ventres e ventres
Até encontrar a combinação de moléculas
Quimicamente compartilhadas
Que pudessem formar corpo
Fragmento divinal da materialização dos deuses.
Independentemente de que tipo seja, o medo pode assumir o comando de nossa vida e nos controlar. É isso que o inimigo de nossa alma deseja. E nós permitimos. Tudo porque não conhecemos a verdade que nos liberta.
É difícil entender as pessoas que lotam os hospitais, pois que muitos lá foram para escapar da morte, outros tantos porque tentaram escapar da vida.
Paredes de Vidros
Paredes de vidros se quebram, uma mente vazia se ilude
Um coração fraco não aguenta os cacos no chão não se juntam
É tão fácil pensar que assim, a vida inteira se completa,
O vilão de uma historia covarde no final ele entra e revela.
Que o amor conquistado resume, em uma vida plena e capaz
Rodeado com as pétalas da vida, aonde a paz ali se refaz,
É tão fácil pensar que assim, o bom coração o conduz,
A beleza da alma reflete o brilho do espírito reluz.
A grandeza é a nobreza do homem, um dia vai acabar
Restando a confiança deixada, aos nobres que propuseram ficar
É tão fácil pensar que assim, os grandes não se tende a cair
Pois a queda de um gigante foi grande e o pequeno foi o Davi.
A beleza da vida se resume aos grandes momentos se faz ,
Pois os vidros quebrados não se juntam e os cacos sempre ficam pra traz
É tão fácil pensar que assim, os melhores momentos virão
A vida é tão bela, e incerta que nessa história você pode ser o vilão
REFLEXÕES DE UM ADEUS (soneto)
Calado, ouvindo o silêncio ranger
Imerso no pensamento solitário
Gritante no peito o medo a bater
Do adeus, e que no fado é vário
Agora, cá no quarto, a me deter
Angústias do cismar involuntário
Que o temor no vazio quer dizer
E a aflição querendo o contrário
São duas pontas do nosso viver
No paralelo do mesmo itinerário
De ir ou ficar moendo o querer
E neste tonto e rápido breviário
Que é o tempo, me resta varrer
Os espantos, pois imutar é diário
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Mês de maio, 2017
Cerrado goiano
Permita-se perguntar o que as vicissitudes da vida estão lhe dizendo, e não o porquê de estarem acontecendo.
"Nada mais importa .
Felicidade não existe.
O amor? .. é eterno enquanto o diz.. e deixa de existir quando "nunca existiu" de verdade .
A vida é uma ilusão, onde todos fazem questão de fazer que está tudo bem mas o coração sangra por dentro, enquanto nossa voz grita mesmo estando muda ..."
Filosofando a tal vida..
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