Use o Silencio quando Ouvir
HANIELY ROCHA
Eu vi que era amor
Quando meu mundo estava se convertendo,
Até tentei fugir
Mas no frio estava me aquecendo.
Diante da Realidade
Nunca pensei em tantas bestagem
Como essas que estou vivendo.
E depois de uns seis anos
Eu voltei a escrever
Até parece estranho
Mas vou contar procê
Buscaram minha melhor fase
E logo após tanta maldade
Eu consegui florescer
Isso é só o começo
De tudo que está por vir
E de antemão declaro
Para que todos possam sentir
Que hoje eu tô é bem
E o que agora me convém
É que vivo bem por mim.
Cansei de me preocupar
Com todas essas fofocas
A opinião dos zotos
Já não mais a mim importa
Pois tudo que é ruim
A minha alma não suporta.
"Quando eu morrer estará chovendo folhas em branco e dentro do meu caixão estarei rodeada de papel, lápis e tinta."
Tudo tem uma explicação, até mesmo quando
Somos tomados por total descontrole pessoal.
Infelizmente é impossível pensar antes de errar.
É inexplicável quando somos abatidos por tamanha desordem emocional a qual todo o mundo ao redor se dispersa e passa a ser apenas mundo. Onde pessoas são verdadeiramente humanos, professores são bravamente guerreiros e crianças são singelamente anjos...
Amar a dois...
Quando eu era, pensei não ser,
Quando eu tinha não quis saber,
Um dia inteiro pra dizer,
Mas sequer pude entender.
Os olhares misturados,
Tanta coisa pra viver,
Pouco pude observar,
Os detalhes em você.
As palavras eram ocas,
As atitudes corriqueiras,
Não valiam os esforços,
Não tinha tempo pra perder.
O tempo foi passando,
A saudade foi chegando,
A tristeza aumentando,
Já não tinha mais você.
O que menos esperava,
Logo foi acontecer,
Senti falta do teu beijo,
Do teu cheiro, teu querer.
Tentei mentir pro coração,
Dizer que foi uma ilusão,
Mas não sou eu quem manda em mim,
Quem manda em mim é a emoção.
O dia todo a pensar,
À noite inteira a chorar,
Já não podia me ouvir.
Eu então pude entender,
Tarde demais pra perceber,
Que o amor precisa de um casal,
Amar por dois é impossível,
Amar a dois, fundamental.
No Momento de Ir
...E quando o momento da despedida chegar, não me traga flores, que apesar do perfume não será o momento oportuno.
...Melhor que a beleza das rosas, traga-me folhas em branco, tinta e pincel, estes
Serão para relembrar os respingos da minha existência.
dedicatória em primeira Antologia ALB
para um ser humano "incrível" R.V.L.
" Obrigada Pai, por me fazer forte, quando estou fraca...
Me levantar do chão quando não encontro mais razão...
Me carregar nos braços quando não posso mais andar.
Obrigada por ao meu lado sempre estar"
EU.
Eu sempre estou aqui quando quero cuidar de mim,
Eu sempre olho pra mim quando quero me redimir,
Eu sempre me vejo em mim quando revejo meu lamentar,
Eu sempre me encontro em mim quando é necessário me refazer.
Eu sempre repito à mim a luta tem que andar,
EU sempre acredito em mim quando mais uma história vai chegando ao fim.
Eu sempre choro em mim lágrimas mornas queimando a dor,
EU sempre grito pra mim a vida não vai parar.
Eu sempre carrego em mim a força de um elefante,
Eu sempre reescrevo em mim que o sol ainda vai brilhar.
Eu sempre me acho em mim quando o mundo me faz perder,
Eu sempre refaço em mim a teia que me entrelaça.
Eu sempre replanto em mim a semente que vai crescer,
Eu sempre revejo em mim o amor que me fez nascer.
Quando nenhum dos dois dá o braço a torcer?!
Mágoa e saudade e logo, o amor pode morrer!
Vale então a pena não ceder?
Sabe quando você não se importa se as pessoas estão ou não te olhando, quando você está tão bem consigo mesmo que anda de cabeça erguida sem medo de errar, porque quando errar sabe bem como consertar? ... É... Este é o sinal mais claro de que você está vivendo para si e por si, não vivendo para outros e se deixando mover por opiniões alheias.
É a prova de que amar os outros não significa deixar de amar a si mesmo"
E.C.A (é, sou EU")
O sorriso é a melhor forma de expressão, quando o coração não se contém de tanta felicidade!!! Agradeça a Deus, pelos gestos mais singelos, mais simples, um abraço sincero, um afago no rosto, um beijo de uma criança!
A felicidade é o existir, um presente do Senhor!
Saudade,
Quando o coração aperta, não adianta respirar fundo, fechar os olhos, cochilar, ou mesmo cantarolar na esperança da agonia passar, haja o que houver nada acalma um coração sufocado pela saudade.
As palavras aliviam mas trazem lembranças, a música distrai mas faz chorar, os amigos acalentam mas a saudade não vai passar.
Quando o coração fica triste, o melhor a se fazer é render-se as lágrimas, é deixar fluir a dor que invade a alma e por pouco não transborda a vida.
Quanto ao tempo, pior inimigo não há! Pois se nega em passar, atrasa cada vez que olhamos o horizonte vê lá!
Quando o coração sente medo, não existe segredo que o faça andar, teima em se negar, e sequer pensa em voltar. Fecha as portas dos fundos, passa ferrolho nas janelas e diz adeus ao mar.
Triste sina é essa do coração com saudade, em meio a multidão fica cego, surdo, mudo e sem ar. Se ajeita num canto, chora mais um tanto e falece em prantos.
Quando da vida sentir saudade, não feche os olhos, respire fundo, não meça palavras, comece a cantar, se negue a sofrer, se permita amar.
Treine muito, mas muito mesmo, e quando estiver bem cansado, treine mais um pouquinho porque esse pouquinho vai te fazer melhor.
Quando pararmos de nos preocupar com cor, raça, religião, etnia, sexo ou orientação sexual e passarmos a nos preocupar com com o ser, talvez estejamos realmente evoluindo.
Nos tornamos grandes não apenas nos afirmando como grandes, mas sim quando damos poderes àqueles que não o têm.
Seja como for!
CIRANDA
Na ciranda, escapulia suas mãos das mãos.
Escapulia quando mais desejava, quando mais precisava.
E tudo o que queria... E tudo o que quer é:
Alguém que segure sua mão.
Alguém que a ache alguém.
Nem o tempo resolveu suas questões. Tinha desejos alheios a ela própria o tempo todo falava de si pra si, como se o mundo não fosse além dali, não fosse além do seu quintal com todas aquelas roupas mal penduradas, levadas de um lado para o outro com o vento. Ontem foi ao centro e sentiu-se apaixonada pela fivela da sandália que virou sua gula, por um instante sentiu-se escrava como se a sandália a comprasse, como se mais tarde a sandália que fosse calça-la, como se ela pudesse entre outras coisas ter o brilho daquela pequena fivela prateada que destacava mais ainda a beleza da sandália. “De repente meu pé podia caber ali, mas ali não cabe meu próprio mundo”. Ali não cabem suas crises, nem seu amor que partiu e a partiu ao meio, no dia que decidiu deixá-la, sem nem ao menos avisar-lhe. Ali não cabiam seus dias de infância quando corria para alcançar os outros e sorria ao encontrá-los em momentos de farta felicidade. Mas na ciranda, na ciranda sempre se perdia nas mãos, quando todos ao mesmo tempo encontravam-se ,quando as mãos abraçavam-se. Mas ela não encontrava e nem se encontrava. Estava o tempo todo e não estava. Esperou o amor no caminho de volta para casa, mas esse amor não veio. Nunca o encontrou, nunca. Por mais que buscasse e esperasse, não conseguia alcançá-lo e ainda não entendia em um piscar de olhos e outro porque ainda o via. Porque ainda o sentia, se ele não estava ali. Se ele nunca quis de fato estar ali.
A presença indesejada de suas emoções a deixava opaca escutava os gritos dos vizinhos que reclamavam da fumaça da fogueira que fizera próximo num terreno baldio. E aquela fumaça, bem que poderia vir até aqui realmente, poderia me incomodar um pouco. Não tenho tempo para lustrar meus móveis empoeirados e também eu não poderia apanhar a roupa do varal com sua chegada, dessa forma a roupa ficaria impregnada com o cheiro da fumaça, mesmo longe mesmo aos poucos ela iria me deixar um pouco dela. Mas eu também não caberia na fumaça, a fumaça não caberia em mim. Queria poder tocá-lo. Queria poder apenas uma vez tocá-lo. E assim sendo fumaça o faria ficar impregnado de mim e ainda que quisesse não perderia meu cheiro assim que eu virasse e eu estaria lá e estaria aqui. Sentada aqui, olhando as mesmas coisas, pensando mais uma vez, nos meus jarros quebrados. Deixo de ser flor.
E me torno mais uma vez a semente que precisar nascer, precisar empurrar-se ao mundo, num esforço continuo e detalhado, em dias e dias que segue num escuro abafado. Escutando, apenas escutando os sons que vem do alto, mas sem poder vê-los. Sentia o saciar de sua sede quando água vinha calmamente, mas não sentia a gota do orvalho, então entre um impulso e outro se esforçava para sair daquele lugar, para enxergar a luz da manhã, para dormir sobre as estrelas e assim tão pequena e tão frágil agigantava-se para sobreviver. E aos poucos num estado lento e continuo renascia, brotava de si para si. Mas e a ciranda?
“Como se minhas mãos não alcançassem, nunca completei a ciranda. Nunca fiz a volta. Como pedras desenhadas em jardins, eram meus companheiros da ciranda. Não tinham mãos, não tinham laços, não tinham.”
Eu não sou tão fria. Sempre abri as mãos. No fundo não queria guerra. Não tenho armas, só tenho sentimentos. E pra que armas eu só quero amor. ... Mas, o que mais ainda poderia ser?
O que mais ainda? Depois de tudo, do tudo que eu entreguei.
Não quero perder-me em sentimentos, mas não consigo chegar ao fim.
Não consigo ainda enxergar o fim. Mas o final será novamente o começo.
___ Lene Dantas
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