Use o Silencio quando Ouvir
“Somos a Voz”
Somos a voz que nasce no silêncio,
quando o mundo se cala e o medo grita,
um sussurro teimoso no peito
que insiste em amar, mesmo ferido.
Somos a voz que treme, mas não se quebra,
eco de dois corações aprendendo a falar
na língua frágil dos olhares,
onde o toque diz o que a boca não ousa.
Se o amor é ruído em meio ao caos,
somos o som que permanece,
a voz que se reconhece no outro
e, ao ser ouvida, finalmente existe.
Se quiser, posso deixar mais trágica, mais esperançosa… ou ainda mais íntima.
Às vezes me perguntam por que meu amor anda em silêncio, mas ninguém viu quando abri o peito sem armadura, quando ofereci meu melhor gesto e o mundo respondeu com descuido.
Foi ali que aprendi que amar também sangra, e que nem todo toque sabe cuidar.
É você...
É você quando o mundo pesa
e alguém fica.
Quando o silêncio ameaça me engolir
e uma presença basta para me lembrar
que ainda existe chão sob os pés.
Você não chega fazendo barulho,
chega ficando.
É você quando me entende sem tradução,
quando segura minha mão
antes mesmo de eu pedir ajuda.
No meio do meu caos,
é abrigo.
No meio das minhas dúvidas,
é certeza tranquila,
daquelas que não precisam prometer nada.
E talvez seja isso que mais importa:
você não me salva —
me acompanha.
Não me ensina a viver,
vive comigo.
Veio sem aviso, sem plano, sem pressa…
e ficou,
como quem escolhe todos os dias.
Quando te encontrei,
o tempo fez silêncio,
como se o mundo segurasse o fôlego só pra nos ver acontecer.
Teu olhar pousou em mim feito música mansa, e de repente,
tudo que era caos virou caminho.
Teu riso tem o calor de um lar
que eu nem sabia que procurava,
e teu toque escreve em mim
versos que nem o vento apaga.
É como se cada detalhe
teu coubesse exatamente
no espaço que faltava
aqui dentro de mim.
Se um dia a vida tentar
nos perder em suas curvas,
prometo te reencontrar em cada lembrança bonita que criamos.
Porque te amar não foi acaso…
foi destino com nome,
foi o universo sussurrando:
“é ela… pode ficar.”
“Amar em Silêncio”
Eu te amei nos dias
em que não havia cor,
Quando o mundo era
cinza e eu também.
Te abracei com pedaços
de mimque ainda respiravam,
Mesmo sabendo que já não era inteiro ninguém.
O teu sorriso era luz
em quarto fechado,
Mas eu tinha medo de acender.
Porque quem vive na sombra por tanto tempo
Esquece que também pode viver.
Te quis mesmo quando
o peito doía em segredo,
Quando amar parecia um
erro bonito demais.
Eu me perdi tentando
te encontrar inteiro,
E no fim… não me achei mais.
Mas ainda te amo
— e isso é o que me assusta,
Porque até na dor você ficou.
E se amar é isso… um tipo de ausência que permanece,
Então talvez eu nunca tenha te deixado… nem quando acabou.
Sinta a Minha Voz
Quando o silêncio do mundo
encosta no meu peito,
é tua lembrança que acende
a luz mais calma.
Te encontro nas pausas
entre um suspiro e outro,
como se o destino falasse
baixo dentro da alma.
Teu nome não precisa ser
dito em voz alta,
ele mora nas entrelinhas
do que eu sinto.
É como chuva leve batendo
na janela da memória,
lavando o tempo e tudo
o que eu não minto.
Se me perco,
é porque me encontro em você,
num lugar onde o agora esquece de passar.
E cada segundo que não
te tenho por perto,
vira poesia tentando
aprender a te chamar.
Então escuta…
não com os ouvidos,
mas com o sentir:
há uma voz que não nasce da garganta, e sim do coração.
Ela te procura mesmo quando eu finjo seguir em frente…
porque amar você é minha única direção.
Entre versos quebrados
O silêncio virou música quando você partiu, cada passo teu ecoou como um refrão tardio.
Meu peito aprendeu a tocar saudade em tom menor, e o amor, que era festa, virou solo de dor.
As lembranças giram como vinil riscado, promessas pulam, repetem, não seguem o combinado.
Teu nome ainda dança entre notas e ais, é a canção que insiste em não terminar jamais.
No meio da noite,
o coração muda o ritmo,
tenta ser forte,
mas falha no próprio compasso.
Entre versos quebrados
e acordes perdidos,
aprendo que amar também
é saber ficar só no espaço.
E quando o último acorde
enfim se desfaz,
não é o fim do amor
— é só o fim de “nós dois”.
Guardo essa trilha como parte de quem fui, porque toda despedida também ensina depois
Lembra-te de mim
Lembra-te de mim
quando o silêncio te abraçar à noite,
quando o mundo desacelerar e só restar o som do teu coração.
Que em meio aos teus
pensamentos mais profundos,
eu seja aquela lembrança que
te aquece sem pedir permissão.
Lembra-te de mim
nos detalhes simples do dia,
no vento leve que toca o teu rosto distraído, no céu que muda de cor
ao cair da tarde, como se cada tom carregasse um pedaço do que já foi vivido.
Lembra-te de mim
não como quem prende,
mas como quem floresce
dentro do peito sem dor,
porque o amor que em mim
ficou guardado por ti
não pede retorno — só deseja continuar sendo amor.
E se um dia o tempo tentar apagar meus rastros, se a vida te levar por caminhos que eu não vou trilhar,
lembra-te de mim…
nem que seja por um instante,
como alguém que te amou o suficiente pra nunca deixar de amar.
O silêncio não é constrangedor; só é constrangedor quando a sua sintonia não vibra na mesma frequência que o outro.
Nem todo silêncio significa rejeição
Quando estamos emocionalmente fragilizados, a mente tende a preencher os espaços vazios com interpretações. Uma mensagem sem resposta pode parecer desinteresse. Um olhar distante pode parecer rejeição. Um dia difícil pode ser entendido como falta de carinho.
Mas a realidade nem sempre confirma aquilo que pensamos.
Nossa percepção é influenciada pelas emoções, pelas experiências passadas e pelas crenças que carregamos.
Antes de transformar uma interpretação em verdade, vale a pena perguntar: “Existe outra forma de compreender essa situação?”
Essa simples pergunta pode diminuir muitos sofrimentos desnecessários.
Pepita de Oliveira
"Quando a aurora rompe o silêncio da noite, Deus devolve ao meu peito o fôlego da vida. O sol que nasce não ilumina apenas o mundo, mas também os sonhos, a esperança e a certeza de que ainda há um propósito para cumprir. Por isso, recebo cada manhã como um presente divino, vivendo com gratidão, fé e a vontade de deixar, em cada passo, o melhor de mim."
O silêncio
Quando o silêncio fala mais alto,
A alma se cala
O corpo responde
A mente se abala
A certeza se esconde
A presença se afasta
A consideração acaba
O tempo se arrasta
O ego se gaba
O orgulho se fere
A culpa fica sem dono
A conveniência é quem prefere
O coração fica tristonho.
A leitura cessa
A página é virada
O livro se fecha
E o leitor continua a sua jornada...
Lealdade verdadeira é o silêncio que resiste quando a maioria escolhe a traição como barulho.
EduardoSantiago
“Quando teu olhar encontrou o meu, o universo se curvou em silêncio — como se entendesse que, enfim, dois destinos cansados tinham achado repouso no amor.”
A mulher não faz barulho quando vai embora, geralmente ela vai em silêncio.
Ela fez barulho antes, quando ainda queria ficar.
SOLIDÃO DE GELO
Quando o silêncio
Da luz treme e acende,
Algo aparece e geme.
São esses gemidos que
Me apavoram,
São essas coisas que
Prendem,
Eu aqui e o mundo lá
Do lado de fora.
Nenhum teto
Resiste e desmorona,
E quando você dá por si,
Já tem perdido a
Carona.
Àh, àh, àh,
Àh, àh, àh...
Mãos frias,
Oceano Pacífico,
vento salpico.
Nenhum teto resiste à
Solidão.
Você sente,
Você sente,
Quando alguém esqueceu de
Pegar a sua mão.
Oh, oh, oh...
Oh, oh, oh...
Lágrimas de sol,
Girassol,
Solidão de gelo.
Bonitos são os seus
Cabelos.
Lá, lalá,
Lá, lalá...
Quando quem você despreza morrer...
será no silêncio da ausência que entenderá o valor de quem partiu.
“Os leões só ficam em silêncio quando descobrem que, quem manda na selva não é a força e nem a sabedoria, mas o dinheiro.”
Quando a conexão é forte, há sintonia inexplicável, empatia profunda, silêncio confortável, comunicação fluida e a sensação de conhecer a pessoa há muito tempo, com olhares profundos e pensamentos sincronizados que criam um vínculo seguro e natural, manifestando-se em desejo de proximidade e facilidade na interação.
(Saul Beleza)
De vez em quando eu ainda ouço
No silêncio da madrugada
Um misto de passos na calçada
e um som de sinos distantes
Que soavam nas torres das Igrejas
que existiram na minha infância
Chego a sentir o perfume
daquelas madrugadas
Iluminadas pelos vagalumes
Isso sempre me traz
um sentimento confuso:
Tristeza e alegria entrelaçadas
Eu corro abrir minha janela
Não vejo e não ouço mais nada
Somente as Estrelas no firmamento
dão atestado
de que eu um dia
Realmente tenha estado lá
Naquele tempo e lugar
Que o próprio tempo arrastou
Pra um lugar
Chamado nunca mais
Fecho a janela ciente
de que a minha vida
assim como as madrugadas
Nunca mais serão aquelas
Novamente.
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