Use o Silencio quando Ouvir
Oi.
Oi.
Silêncio entre os dois.
Quando eu te vejo, me transformo numa TV.
Com o mute ligado,
Mas também é tudo que eu sei dizer.
Então não culpo você.
Se eu estou bem,
Claro, e você?
Mesmo eu tendo escondido isso para que você não percebesse.
Novidades?
Não tenho
Acabei de lembrar que nunca contei uma para você.
Meu bone relaxa, vou parar de usar.
Já está bastante desbotado com o tempo.
A música está alta, não está dando para te escutar.
Mas é também pela distância que eu estou mantendo de você; daqui é mais seguro.
Mas você me lembra alguém que conheci.
Que espirrava 7 vezes e parava.
Sim, eu contei os espirros dela e montei um padrão.
Se eu vou ficar bem depois que eu partir?
Sim, bom, pelo menos eu espero que sim.
Pelo menos eu nunca tive certeza do que esperar em todas as vezes que coloquei a mochila nas costas.
Quando o silêncio é de amor, ele canta sem palavras, toca a alma com suavidade e diz ao coração tudo aquilo que os lábios não conseguem explicar. Porque o verdadeiro amor também se revela nos olhares, nos gestos e na presença que acolhe.
Procuro um jeito de explicar
Minha mente fica em silêncio
quando eu tento falar de você,
as palavras chegam tão perto,
mas não conseguem dizer.
Eu penso em mil maneiras,
procuro um jeito de explicar,
mas tudo que sinto aqui dentro
é grande demais pra caber no falar.
Talvez eu não saiba escrever
aquilo que você faz nascer,
porque tem sentimentos tão bonitos
que nenhuma frase consegue descrever.
E eu tento, verso por verso,
juntar palavras pra te alcançar,
mas quanto mais eu tento explicar,
mais vontade eu tenho de te abraçar.
Então talvez seja esse o segredo:
você não foi feita pra explicar.
Foi feita pra ser sentida,
daquelas pessoas que a gente encontra
e simplesmente não consegue esquecer.
Se a poesia se perde quando fala de você,
talvez seja porque, dessa vez,
meu coração escreveu primeiro
e minhas palavras chegaram depois.
Quando o Ser se Torna Silêncio
Chega um ponto em que o barulho do mundo já não faz sentido.
Tudo começa a soar igual, pesado, distante.
Então vem o cansaço, e junto dele a vontade de parar, respirar e simplesmente existir por um instante sem ter que provar nada.
É nessa pausa que algo em nós desperta.
Não é um pensamento novo, é uma lembrança antiga — a de que estar vivo é, antes de tudo, sentir.
Quando o som lá fora se apaga, a gente começa a ouvir o que sempre esteve dentro.
Sem pressa, sem pressão, as coisas se ajeitam.
A vida mostra que o que realmente importa nunca esteve perdido, só coberto pelo ruído das urgências que criamos.
O poder que ignora limites termina por destruir quem o usa.
O saber que se recusa a duvidar acaba se fechando em si mesmo.
E o amor que quer prender o outro se transforma em controle.
Nada que nasce do medo dura.
O que é leve atravessa o tempo, o que é sincero permanece.
A sabedoria não chega por esforço, ela aparece quando paramos de lutar contra a vida.
Ela vem no silêncio, quando o coração entende o que a razão não alcança.
Não é algo que se aprende, é algo que se reconhece — um saber que já estava ali, esperando calma para se revelar.
Às vezes, tudo desaba.
E a gente acha que acabou.
Mas não acabou.
Foi só o jeito da vida mostrar que há outro caminho.
O caos não vem punir, vem mudar o rumo.
A queda não é derrota, é movimento.
A gente vive entre o sentir e o compreender.
Entre o que o mundo mostra e o que o coração traduz.
Quando o olhar se acalma, o mundo muda de cor.
Quando o gesto é honesto, o tempo parece mais gentil.
Ser forte não é resistir a tudo, é saber entender quando é hora de soltar.
E quem continua bom mesmo depois de se ferir já entendeu o que é amar de verdade.
Não é preciso prometer nada nem planejar demais.
O agora basta.
Quem está inteiro no presente não teme o que vem.
Porque tudo o que muda, muda para ensinar.
O futuro não depende de crença, depende de consciência.
De gente que saiba ouvir antes de reagir, sentir antes de julgar, viver antes de explicar.
Quando o ser se torna simples, o mundo fica mais claro.
Nada precisa ser vencido quando é compreendido.
Tudo o que buscavas sempre esteve aí,
esperando o momento em que parasses de correr.
A sabedoria não é conquista, é retorno.
E o silêncio — esse mesmo que agora te abraça —
é o lugar de onde nunca saíste.
O QUE ACONTECE QUANDO A DOR FALA MAIS ALTO
Você guarda tudo isso porque o silêncio parecia mais seguro do que aceitar o fim.
E não é fraqueza, nem exagero.
É porque você acreditou na promessa do que poderia ser.
Desistir parecia destruir o futuro que você desenhou sozinho.
É por isso que você continua:
justificando o que não tem defesa
aceitando migalhas de afeto
recalculando rota para caber onde não há espaço
culpando a si mesmo pelo que deu errado
Tudo para não admitir que o barco já afundou.
Mas a verdade é simples e inevitável: você não chora pela falta que o outro faz.
Você chora pelo desperdício de tanto amor entregue a quem não soube segurar.
Quando essa ficha cai, a dor muda de lugar.
O DIA EM QUE A ESPERANÇA CANSA
Apesar de toda a resiliência, chega o dia em que o peito simplesmente… desiste.
E quando desiste, a esperança cessa.
Isso acontece quando você finalmente enxerga:
que a balança do afeto sempre esteve desregulada
que você mendigava a atenção que antes sobrava
que o seu melhor nunca foi o suficiente para quem só sabia receber
que continuar insistindo era uma forma lenta de se destruir
O inimigo espera sua reação, mas quando encontra silêncio, encontra também a proteção de Deus. O silêncio é como um escudo invisível: guarda o coração, evita contaminação e abre espaço para o Senhor agir.
"O Senhor lutará por vós, e vós vos calareis.”
(Êxodo 14:14)
"É no silêncio do medo quando oramos, que a ansiedade perde a sua voz e a confiança na fé assume seu devido lugar."
—By Coelhinha
"Quando tudo gritar pra você parar, lembre: o silêncio da persistência é o grito da vitória que vem."
"Ela pedia atenção em silêncio. Ele só entendeu o pedido quando a ausência dela gritou. Mas o tempo já havia fechado a porta."
Sou grato por você existir:
Você fica quando todo mundo vai embora.
Dividimos o silêncio sem nenhum peso.
Com você, eu posso ser quem sou.
"Dizer 'estou aqui' é um alento, mas permanecer quando o silêncio se torna pesado é o que realmente nos mantém de pé."
Quando o Sol rompe o silêncio do horizonte e derrama seus primeiros raios sobre a terra, lembre-se: há bênçãos que não chegam às nossas mãos, mas aos nossos olhos — e poder estar aqui para vê-las já é uma razão para agradecer a Deus por mais um dia.
Bruno Renan M. Soares
Quando ouvi de um professor de história justificar o seu silêncio diante das injustiças e opressões impostas pelo sistema educacional ao fato da sua necessidade de assegurar a sua empregabilidade, percebi que o neoliberalismo não conseguiu apenas transformar a escola em empresa, mas também fez alguns professores se verem como elemento funcional desse sistema.
O silêncio diz, os gestos demonstram, o olhar revela. Mas, quando houver espaço para dizer abertamente o que você sente ou o que está acontecendo, não deixe a oportunidade passar.
Fale.
Não engasgue com aquilo que precisa ser dito. Não obrigue o outro a preencher com suposições o lugar onde poderia existir clareza. Há vazios que não nascem da ausência, mas daquilo que ficou preso na garganta.
Porque o silêncio também comunica, é verdade. Mas existem coisas que não deveriam ser entregues à interpretação de quem está do outro lado. Quando puder dizer, diga. Antes que aquilo que você não conseguiu dizer comece a criar raízes dentro de você, cresça em forma de ressentimento e um dia vire distância onde antes havia amor.
Obra de Cuidado
Quando o Criador te pensou,
o mundo parou em silêncio.
Ele juntou a luz da manhã
com o sopro de um amor imenso.
Esculpiu o teu riso com calma,
misturou a poeira das estrelas,
colocou no teu olhar a clareza
que a gente só vê nas manhãs mais belas.
Pintou os teus passos na terra
com a cor do sol quando se põe,
trouxe a paz para dentro do peito
e o som de antigas canções.
Não houve pressa no traço,
nem rascunho deixado para trás:
Ele fez de você um poema
que a vida lê e pede mais.
NOCTURNO DAS PROFUNDEZAS ETERNAS.
Autor: Marcelo caetano Monteiro.
Quando o dia expira em silenciosa agonia e a noite, soberana, estende seus mantos siderais, a brisa oceânica, em delicado murmúrio, desce dos confins do horizonte como um hálito antigo da Criação.
Nos augustos braços da santa Natura, a penumbra repousa sua fronte melancólica, e o mundo, vencido pela fadiga das horas, adormece ao som litúrgico das águas. O mar oscila em cadências imemoriais, enquanto a lua, vestida de argêntea magnificência, acende seus círios sobre o firmamento e derrama rios de ouro líquido sobre as espáduas inquietas das ondas.
Então rasga-se o véu escuro do espaço, e a claridade celeste, como bênção invisível, ameniza o ardor que dorme nas entranhas da terra, enquanto as procelas respiram junto às praias onde o infinito beija a matéria.
Ali permanece o oceano: arca insondável de enigmas, biblioteca líquida de mistérios, guardião de segredos que nenhum sábio decifrou por inteiro. Em suas profundezas dormem histórias sem voz, verdades sem nome, ciências ocultas que desafiam os séculos.
Gigante indômito e eterno, não conhece repouso nem esquecimento. Nem por um único instante interrompe sua marcha, pois acompanha o giro majestoso da Terra, essa peregrina azul suspensa no abismo cósmico. E as águas obedecem apenas às leis supremas que regem os astros e os mares, como se ainda escutassem, nas profundezas da noite, a voz ancestral de Netuno, senhor das correntes e das tempestades.
E nós, efêmeros viajantes da existência, que caminhamos sobre a crosta transitória do mundo, somos centelhas de uma energia maior, fragmentos conscientes do grande mistério universal. Basta contemplar o oceano para perceber que há uma inteligência silenciosa ordenando o movimento das marés, uma harmonia invisível que transcende os cálculos humanos.
Nenhum império, nenhuma máquina, nenhuma obra erguida pelas mãos dos homens poderá reproduzir tamanha grandeza. Mesmo que os séculos se acumulem como montanhas sobre montanhas, a perfeição das águas continuará inalcançável.
Pois existe uma ordem mais alta que governa os céus, sustenta a terra e pulsa nas profundezas do mar. Uma ordem que não se impõe pela força, mas pela sabedoria. Que não grita, mas conduz os mundos.
E diante dela, resta ao coração humano o sublime privilégio do assombro, a reverência do silêncio e a humilde certeza de que toda grandeza verdadeira nasce da eterna comunhão entre o Mistério, a Beleza e o Infinito.
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