Use o Silencio quando Ouvir

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Porque toda queda de gigante começa quando alguém decide que não viverá governado pelo silêncio da impotência.

Embora você não saiba,
existo no intervalo do teu dia —
sou o silêncio que te observa
quando a cidade faz barulho demais.
Sou um admirador sem rosto,
anônimo como o vento que passa
e ainda assim conhece cada curva do teu gesto.
Não busco palco, nem aplausos,
prefiro a discrição de quem sente
e deseja em segredo.
Caminho distante da multidão,
mas perigosamente perto de você.
Admiro tua nobreza,
essa elegância que não se veste —
nasce.
Teu jeito ocupa espaços
que meus olhos fingem não habitar.
E enquanto o mundo dorme,
me permito sonhar sem culpa:
não uma festa barulhenta,
mas um encontro lento,
onde o tempo perde a roupa
e a noite aprende nossos nomes.

"A coragem nasce no silêncio da oração, quando o coração se entrega ao Criador.
Não temo muralhas nem tempestades,
pois a luz divina me veste como armadura."

Parece destinada ao silêncio e espanto, quando certas máscaras caem... "a plateia se emocionou e pedia mais, mas o ator some"!
Tem convites que é melhor recusar, para não tentar remendar o que alguém resolveu distorcer, e se igualar; o tempo mostra o que alguém colheu o que plantou!
Tem dias que doem mais que os outros e não revigora, mas com consciência humana o desamor some; toda emoção está guardada a espera de ser liberta, nos cuidados diários dos pequenos e grandes detalhes!
Um aplauso é uma oferenda que não deixa uma vida triste, mas poucos se repetem quando se cansam; posso ter na vida repetidamente a mesma causa, jamais o mesmo instante!

O silêncio é louvável, quando não permite que se profira duras palavras para alguém.

Quando você for destratado com atitudes e palavras, só há uma saída:
sair em silêncio e nunca mais voltar.

Quando o Silêncio Uiva


Noite fria, assaz silenciosa,
A calmaria em véu se estende;
Parece o tempo em pedra pousa,
E a paz — imóvel — se defende.


Mas súbito a ordem se desfaz,
O chão da noite se rompe em dor;
Já não há calma, já não há paz:
Há grito, fome, há clamor.


Que dor é essa que rasga o ar?
É fome crua? É mão cruel?
Maus-tratos? Abandono a sangrar?
Ou a ausência do gesto fiel?


Do apartamento ao lado, então,
Ecoam latidos insistentes;
O cão, sentinela da aflição,
Clama por almas conscientes.


A madrugada, antes inteira,
Agora sangra em som e pena;
Cada latido é uma fogueira
Que incendeia a noite serena.


Transparente é a desumanidade,
Patológica, fria, banal;
Quando se perde a dignidade,
O mal se instala — normal.


E no abismo mudo da escuridão,
Onde a consciência vacila em temor,
Ergue-se uma prece — não em vão
Por paz, por vida, por amor.

O Mínimo da Decência
Quando o bem não for possível, Que o silêncio seja o seu altar. Não é preciso que o mal seja visível, Nem que a raiva venha te habitar.

Evite a inveja e o veneno da fala, A palavra que fere e que pelas costas cala. Não tente diminuir quem ao seu lado cresceu, Pois apequenar o outro não faz maior quem se perdeu.

Não aponte a falha, não deprecie a conquista, Não busque o erro para ser o protagonista. Se a bondade te falta ou o cansaço te invade, Apenas não faça nada; preserve a verdade.

Pois na falta do gesto que salva e constrói, Não ser quem destrói é o que nos faz humanos. Não fazer o mal é o degrau primeiro De quem busca ser justo em seus próprios planos.

Uma dor quando bem vivida no silêncio do tempo, rasga o coração, enriquece a alma e aumenta nossa capacidade de amar!

Quando se perde um amor
Sem nada poder fazer
Choramos em silêncio
ao ver a flor desse amor
no horizonte desaparecer


Té que um dia a saudade
Vai se embora devarinho
Brota no peito outra flor
Amando a nós mesmos
Com duplicidade no carinho


Maria Francisca Leite

⁠Eu falei quando poderia ter ficado em silêncio. Eu briguei quando deveria ter apaziguado. Eu toquei quando deveria ficar distante. Eu fugir quando a única coisa que ele tinha era meu abraço... No final das contas, percebo que a escolha tem seus dois lados, e a decisão só será analisada quando a primeira lagrima escorrer pelo seu rosto, transbordando um conjunto de emoções e sensações que nos envolve na mais pura delicadeza do nosso sentir, por mais complicado que seja sentir o do outro.

A VOZ DO SILÊNCIO.

Quando o silêncio invade o ouvido
E a dor se torna um som conhecido
É como se a vida parasse de repente
E o mundo se tornasse um lugar diferente

Mas é nesse silêncio que encontramos a voz de romper o tímpano.
Que nos faz ouvir o que não se ouve normalmente.
É nesse escuro que encontramos a luz
Que nos guia através da dor e da luta

Quando a venda cai e a verdade aparece
Vemos a vida com olhos renovados
Apreciamos cada som, cada gesto
Cada momento, cada detalhe

Mas é nesse silêncio que encontramos a voz
Que nos faz ouvir o que não se ouve
É nesse escuro que encontramos a luz
Que nos guia através da dor e da luta

A dor pode ser um mestre cruel
Mas também pode ser um professor sábio
Que nos ensina a valorizar o que temos
E a viver cada dia com gratidão e amor.

⁠Somente quando a alma está em silêncio é que podemos escutá-la.

“Quando a dor me faz esquecer de agradecer, a vida me ensina — em silêncio — que há quem lute batalhas ainda mais duras, e isso desperta humildade no coração.”

"O silêncio da madrugada grita o que o dia tenta esconder."
É nessa hora, quando tudo se cala,
que a saudade fala mais alto.
O vazio aperta.
E as lembranças voltam, uma por uma…
como se meu coração tivesse memorizado cada detalhe seu, pai.
A sua voz ecoa na minha mente.
O seu jeito, o seu abraço,
as conversas que não voltam mais.
O mundo dorme…
mas dentro de mim, tudo acorda.
E no silêncio,
te sinto tão perto,
mas tão longe.
Saudade eterna, pai.

Há uma sabedoria antiga escondida no silêncio. Quando começamos a colocar a vida em ordem, estamos realizando um movimento sagrado: estamos reorganizando não apenas tarefas e compromissos, mas emoções, escolhas, prioridades e até a própria identidade. Esse processo é íntimo. Ele acontece primeiro dentro, no território invisível da consciência. Torná-lo espetáculo pode enfraquecer sua força.

O silêncio não é medo; é maturidade. Ele protege o que ainda está germinando. Assim como a semente cresce debaixo da terra antes de romper o solo, nossos projetos e transformações precisam de recolhimento. Quando falamos demais sobre o que ainda está em construção, abrimos espaço para opiniões, invejas e energias desalinhadas que podem nos desestabilizar. Nem todos torcem por nós — e isso não é motivo de ressentimento, mas de lucidez.

Existe também uma dimensão espiritual nesse recolhimento. O silêncio nos conecta com a disciplina interior. Ele nos ensina a agir mais e anunciar menos. Quem verdadeiramente evolui não precisa provar nada; os frutos falarão por si. O barulho costuma ser a necessidade do ego de validação; o silêncio é a confiança da alma em seu próprio caminho.

Além disso, quando guardamos nossos processos, aprendemos a depender menos da aprovação externa. Crescer em silêncio fortalece a autonomia emocional. A proteção não está apenas em esconder planos, mas em preservar energia. Cada palavra dita é energia dispersa; cada silêncio consciente é energia concentrada.

Portanto, colocar a vida em ordem em silêncio é um ato de estratégia e também de sabedoria espiritual. É compreender que o verdadeiro reconhecimento não vem do anúncio, mas da transformação real. Quando os resultados aparecerem, não precisarão de explicação — serão evidentes. E quem torce por você continuará ao seu lado, mesmo sem ter sido informado de cada passo do caminho.

E quando eu penso em você
O sentimento é tão intenso
É um grito no silêncio
Um adeus que sempre penso

Quando falo, repito e até falo alto é porque me importo.
O meu silêncio é mais preocupante, significa desinteresse.

⁠Quando a voz da ignorância começar a gritar, a voz da sabedoria deve se recolher no silêncio.

🤫

Quando o silêncio amadurece a palavra


É importante escolher quem são meus amigos. Falo de amigos de verdade, não de amigos de ocasião. Amigos permanecem, estejamos no pódio ou no chão. Assim como é fundamental saber com quem não devemos sentar à mesa.
Tenho mais de 40 anos, e faz tempo. Para muitos, sou ultrapassada. Antiga. Mas penso que nunca, em toda a minha vida, estive tão pronta.
Nunca soube ouvir tanto quanto agora. Nunca calei tanto como hoje. E não me calo por medo de falar. Calo porque entendi que a fala é um instrumento poderoso e que só deve ser usada quando necessária e útil. O silêncio também é palavra.
E com toda essa idade, que para alguns me faz parecer jurássica, aprendi a escolher com quem me sento à mesa e a compreender que a palavra amigo não se usa para qualquer um.
Nildinha Freitas