Use o Silencio quando Ouvir
Cada pessoa tem um contexto, um ponto de partida, um caminho diferente. Quando você tenta acompanhar o ritmo alheio, perde conexão com o seu.
SOBRE O AMOR...
O amor não é um sintoma
emocional. Amar é
escolher cuidar, quando não
detém nada em troca.
O amor é ofertar, sem
esperar reciprocidade.
Amar não é uma conjuçao
verbal, o amor é acolhimento
de forma natural.
Viana Filho
As pessoas vivem hoje correndo e pensando apenas no amanhã, e quando se dão conta que estão perdendo tempo, querem tudo para ontem.
Não se limite, principalmente sobre o significado do Amor!!!
Quando se tem a Coragem de Dizer; Eu te Amo!!!
Saiba o quanto essa pessoa teve Coragem pra dizer, nem sempre tem haver com namoro ou compromisso!!!
Mais sim pela Pessoa que você é comigo...
Pela forma que você é, pela forma que você me tratar, pelo seu jeito...
Te Amo por você ser quem você é...
Por quem você é comigo...
A coisas mais preciosa que existe na Vida é o Tempo. E quando você o usar com uma energia e frequência positiva, sozinho ou com alguém. será possível criar a essência de uma dádiva imensurável nesta dimensão onde você coexiste.
Mais Que um Acaso
Não conheço o seu abraço,
mas conheço o conforto
que existe quando você fala.
Não conheço seus passos,
mas já reconheço o jeito como você chega.
Não sei ainda
todas as suas histórias,
seus medos,
suas manias,
as coisas que o tempo
ainda vai me revelar.
Isso também já me fez perguntar:
Como pode nascer tanto Amor
em tão pouco tempo?
Como pode alguém
que ainda não esteve diante de mim
conseguir estar tão presente
em pensamentos que antes eram só meus?
Não sei explicar.
Só sei que,
entre uma conversa e outra,
alguma coisa foi acontecendo.
Sem promessa,
sem planejamento,
sem que nenhum de nós
precisasse procurar.
E agora existe você
em um lugar que eu não esperava
que alguém pudesse ocupar em tão pouco tempo.
Algumas coisas, de fato, eu não sei:
Mas não quero diminuir o que sinto
só porque ainda não tivemos tempo suficiente para entender.
Porque, se isso for loucura, como você disse,
que seja uma daquelas loucuras
que a vida nos concede uma única vez.
E não preciso conhecer ainda o seu abraço
para saber que quero um dia estar dentro dele.
Nem conhecer todos os seus caminhos
para desejar caminhar ao seu lado.
Porque, mesmo sem nunca ter tocado você,
alguma coisa em mim já tocou alguma coisa em você.
E isso, meu amor,
é bonito demais para chamarmos apenas de acaso.
Quando os braços fraternos da verdade te abraçarem, lembre-se de que o Criador Supremo do Universo só quer o melhor para nós.🇧🇷🤝🏻🌎
De repente…
Algumas coisas só fazem sentido quando acontecem.
De repente, as roupas que ocupavam dois espaços passam a ocupar um só.
A casa fica mais florida e uma rotina de regar flores começa sem que eu perceba.
As memórias reveladas encontram espaço sobre o rack e uma casa que nunca teve sofá ganha um de dois lugares.
De repente, na cama existe um lugar. O silêncio pertence a dois, o tempero da comida já não é mais o mesmo e o café ganha um sabor que nenhum outro parece ter.
De repente, eu já não preciso olhar pelo retrovisor para saber se vem outro carro.
E, quando menos percebo, entendo que nunca estive falando sobre coisas.
De repente, você chegou.
E ocupou espaços que eu nem sabia que ainda estavam vazios.
Trouxe vida para a casa e, sem perceber, trouxe vida para mim também.
Me ensinou que algumas coisas precisam ser regadas para continuarem vivas. Que dividir espaço não significa ter menos lugar. Que algumas presenças mudam até o silêncio. E que ser cuidada, às vezes, é simplesmente poder continuar olhando para frente porque existe alguém ao meu lado olhando por mim.
De repente, eu não quero mais outro olhar pelo retrovisor, outro lugar ao meu lado ou outro sabor de café.
Porque não são essas coisas que eu quero que permaneçam.
É você.
E talvez essa seja a parte mais difícil de admitir.
Você mudou a minha vida por completo e não é fácil ser mudada quando eu já havia aceitado que aquela era a minha versão final.
Eu já conhecia meus espaços, meus hábitos, meus silêncios. Já sabia viver a minha vida do jeito que ela era.
Até você chegar e, de repente, existir um “nós” onde por tanto tempo só existiu um “eu”.
Agora me vejo amando.
Te amando.
E entendendo que o mesmo amor que tornou tão bonito dividir a vida também trouxe o medo de imaginar como seria se um dia eu precisasse voltar a vivê-la sem você.
Algumas coisas só fazem sentido quando acontecem.
Mas existe uma que eu não quero que um dia precise fazer sentido:
perder você.
De fora para dentro,
o observador desperta.
E quando desperta,
não se contenta mais com a superfície das coisas.
Ele começa a investigar a memória da própria autoconstrução,
questiona a base dos seus valores,
o edifício do moralismo,
as projeções de objetivo, sucesso e pertencimento.
Então o desconforto jorra,
às vezes agressivo,
às vezes brutal,
porque toda consciência que amadurece
precisa encontrar a sombra antes de encontrar a paz.
E a sombra aparece com suas facetas amedrontadoras:
medos herdados, desejos negados, culpas mal nomeadas,
ambições disfarçadas de virtude,
feridas vestidas de personalidade.
A partir daí, nasce uma cegueira ao antigo e uma sede de perguntas para a vida.
O olhar fica frio, não por falta de alma,
mas por excesso de lucidez.
A realidade perde a maquiagem.
O véu de Maya cai.
E aquilo que antes parecia destino
começa a parecer condicionamento.
Mas o observador não tenta apenas ressignificar tudo.
Ele entende que algumas ruínas não pedem reforma,
pedem demolição consciente.
Então ele cria o novo.
Não um novo aprovado pelas vitrines do todo social,
não um novo domesticado pela moral dos outros,
não um novo feito para caber no aplauso alheio.
Mas um novo mais próximo do eu real,
um eu que não foge da sombra,
dialoga com ela.
Um eu que aprende a transformar desconforto em linguagem,
queda em arquitetura,
solidão em escuta,
e criatividade em afinação profunda da existência.
Porque talvez amadurecer seja isso:
deixar de decorar a cela
e começar a desenhar a chave.
O homem amadurece quando para de perguntar apenas “o que me dá prazer?” e começa a perguntar:
“Que tipo de homem nasce das recompensas que eu continuo perseguindo?”
Ôxe, cabra...
Tu só vai amadurecer de verdade
quando parar de perguntar só:
“Eita, isso aqui me dá prazer?”
e começar a perguntar, com o juízo sentado na cadeira:
“Que tipo de homem eu tô virando
com essas recompensa que eu vivo correndo atrás?”
Porque prazer, meu fi,
até vento em porta velha faz barulho.
Mas maturidade mesmo
é saber se aquilo que tu persegue
tá te fazendo homem inteiro
ou só menino grande
com fome usando roupa de adulto.
Método de consciência.
E quando o bule apita, o cheiro do bolo invade a cozinha e convida o aroma do café fresquinho para dançar, criando uma coreografia de memórias, intervalos e afetos.
Antes do primeiro gole, respiro. Percebo não apenas como passei o dia, mas o que o dia deixou em mim. Então observo aquilo que hoje cutuca o meu pensamento.
É assim que nascem novas linhas:
Há existências que acontecem longe de qualquer vitrine e, ainda assim, reorganizam nossa compreensão da vida.
Elas não pedem culto, testemunhas ou monumentos. Apenas nos recordam que a grande travessia não é parecer santo, perfeito ou extraordinário — é atravessar as camadas do ego até encontrar aquilo que somos em essência.
A existência não precisa ser hagiográfica. Precisa ser honesta.
Porque a espiritualidade mais profunda talvez comece quando deixamos de procurar no exterior aquilo que nossa consciência sempre esperou que reconhecêssemos dentro de nós.
Algumas pessoas não atravessam a vida fazendo barulho.
Atravessam-na fazendo sentido.
A santidade exibida produz seguidores.
A consciência vivida produz reencontros.
E quando vier o inverno, a escuridão...
Que eu domine o fogo com seu calor, luz e poder de transmutar.
E se vier forte o medo, a incerteza...
Que a experiência do escuro e do frio superados revelem o aprendizado e sua beleza.
E se vier o fim, se vier a morte...
Que me seja suficiente o trajeto, que segui sem bússola que me apontasse um norte.
Que eu tenha sido nada pra envergonhar minha essência.
Enquanto tudo fui para honrar a centelha em mim confiada de existência.
“Quando existe sensibilidade,
cada detalhe de um ambiente passa a contar uma história.”
— Daugliesi Giacomasi Souza
Que hoje possamos oferecer o melhor de nós.
Não apenas quando tudo estiver bem, mas principalmente quando os dias forem difíceis.
Não apenas para quem pode nos oferecer algo em troca, mas também para quem simplesmente precisa de uma palavra, um gesto ou um pouco da nossa atenção.
Que possamos trabalhar com propósito, falar com sabedoria, agir com honestidade e tratar cada pessoa com respeito.
Nem sempre podemos mudar as circunstâncias, mas podemos escolher quem seremos diante delas.
Faça o seu melhor.
Dê o seu melhor.
Seja o melhor que tu consegue ser hoje.
Porque, no final, talvez o verdadeiro sentido da vida não esteja no quanto conseguimos acumular, mas no quanto de bem conseguimos deixar por onde passamos.
Que seja um dia de consciência, propósito e boas atitudes.
E que a nossa presença faça diferença na vida de alguém.
Quando alguém gosta de verdade, mesmo que se afaste ou fique quieta, existe um desejo de ser notada, de mostrar que se importa. Quem não se importa de verdade simplesmente some ou se esconde sem querer ser visto.
A FEBRE
Quando o sol se despede,
uma chama se acende em mim,
não de calor do dia,
mas de um fogo que vem de dentro,
sutil, insistente,
que me envolve no escuro.
Durante o dia, rio e caminho,
o mundo me segura, me distrai,
mas a noite… ah, a noite
me consome como brasa viva,
sussurra meus medos,
faz dançar a febre que carrego.
Procuro a calma nos lençóis,
na respiração que estica e solta,
no silêncio que às vezes dói,
mas que me ensina a ouvir
a voz do meu próprio peito,
a poesia da minha febre,
que queima e revela
quem eu sou quando ninguém me vê.
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