Use o Silencio quando Ouvir
"Na Sombra do Silêncio"
Perdido no labirinto da memória,
Na sombra da tua ausência, sem glória,
Os tempos avançam, eu, um eco só,
O vazio, um abismo, na alma um nó.
O tempo enubla o que fomos um dia,
Histórias que se desvanecem com o vento,
Desperto à noite com os uivos da agonia,
Um trovão retumba, dilacerando o tempo.
Impotência e orgulho, parceiros nesta dança,
Desilusão ecoa, no campo da lembrança,
Lutei só e perdi a esperança,
O Graal já não se alcança.
Sangro em silêncio, cada gota uma memória,
Por um amor sem vitória,
Notas etéreas ao frio, ao relento,
Nossos nomes, um grito de desalento.
Enterrados estão os nossos segredos,
Não acredito que foi tudo em vão,
Acorrentado aos sonhos e medos,
Na minha nostalgia, na escuridão.
O horizonte ermo e noturno,
E eu aqui, desorientado, sem razão,
No eco do silêncio, um coração soturno,
Estou perdido, num tempo já perdido, na solidão.
O horizonte ermo e noturno,
E eu aqui, desorientado, sem razão, No eco do silêncio, um coração soturno,
Estou perdido, num tempo já perdido, na solidão.
Acho que estou perdendo a vontade de conversar, ando preferindo a sinceridade do silêncio, afinal, ele não vai embora, e acima de tudo, sempre me permite ser eu mesmo.
Uma hora a gente cansa. Cansa desse vazio, desse estado de não ter nada, desse silêncio que já não traz paz, das pessoas que não nos ligam, não nos procuram, dos amores que nunca saíram da nossa imaginação. A gente cansa das músicas, das memórias e até mesmo dos pensamentos; cansa de dormir, cansa de ter que ficar acordado, de ter que aguentar mais um dia. A gente cansa dos amigos de mentira, cansa do celular que nunca toca, e do vazio que grita. A gente cansa.
A palavra, por mais simples que seja, tem o poder de preservar a emoção, o silêncio ao contrário, a destrói.
Prefiro a melodia do mar.
Abraça o meu silêncio,
Faz dele um poema,
Sem ser preciso explicar.
© Ana Cachide
O Tempo Dividido -
Que nenhum silêncio beba
dos teus olhos ...
Nenhuma estrela toque a
tua noite ...
Que nem de madrugada
se pronuncie o teu nome
porque em ti já nada é puro ...
Não há sonhos ...
Não há ondas em mar alto ...
... nem vontade de ser livre
com o vento.
Só há coisas vagas!
Palavras vãs no interior do
tempo dividido.
Sobre o papel, minhas verdades se revelam, onde o silêncio se quebra e revela. Nas entrelinhas, ecoa o que não falei, um desabafo, um suspiro que libertei. Escrevo para transmutar o peso do não dito, para que meus pensamentos encontrem seu abrigo. No dançar das letras, encontro a serenidade, e o peso que me aflige, encontro a liberdade. Palavras se entrelaçam, formando versos, neste espaço, onde meus anseios são imersos. Na escrita, um bálsamo para a mente inquieta, onde cada frase é uma oração secreta."
silencio!!!!
Que saudade de você, se eu pudesse voltar atrás, aguentaria as angústia do meu coração, só pra ficar do seu lado!!!
No silêncio da noite, minha mente se enche de você. Apesar da distância, sinto a magia de amar e ser amado
Na névoa do desconhecimento, encontramos o silêncio sábio da mudança inquietante. Seguimos adiante, fiéis aos nossos propósitos, enquanto a sombra da normalidade paira sobre nós.
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