Use o Silencio quando Ouvir
Reencontro
No silêncio da noite te vejo
Posso te tocar e sentir teu corpo
Um momento sublime de desejo
Um segredo bem guardado no tempo
Um eterno amor que está escrito
Na alma que te procura, sempre
Não sei se é verdade ou mito
Que um outro amor nunca supre
No vazio da noite te encontro
E minha alma revigora
Nas recordações de autrora
De uma paixão desenfreada
Que parou no tempo
Para alentar meu pensamento
@zeni.poeta
Sempre que te ocorrer que não existe amor, procure observar as pequenas coisas no silêncio, depois tire as tuas conclusões
Na madrugada é que percebemos como o silêncio e a solidão as vezes nos faz bem, refletimos sobre coisas que em nosso dia a dia, não sei se não percebemos, ou deixamos passar despercebido sem a importância que deveríamos dar....
O som do vento soprando na janela, o barulho do carro que passa na rua, o sorriso de alguém, e assim, o silêncio da madrugada se torna uma trilha sonora para os nossos sentimentos, e recarrega nossa alma para o amanhã.
Catedral dos Alhures.
Tine nos alhures um sino de papel.
Corpos vãos, vão para uma missa silenciosa,
De um padre etéreo...
Um bispo morto também não está lá.
Ladainhas inauditas são ouvidas...
Rangidos distantes assombram o momento litúrgico:
“quem é injusto, seja injusto ainda....”
“quem é justo, seja justificado ainda...”
São como protestos febris de dor e desespero.
Distribui-se uma hóstia que não há,
Bebe-se o vinho da vinha sem videira.
Todos os ninguéns caminham taciturnos,
Saindo da missa...
Por um portal aberto para o vazio.
Ainda que, do lado de fora,
Lindas crianças mutiladas que não nasceram,
Correm e brincam,
Entoando em voz alta e surda,
Uma ciranda inusitada.
Bomba H, Bomba H.
POR QUE
Por que, em vez do silêncio, não me arraste?
Por que foste tu alvo, a emoção enamorada?
Por que sempre, na lembrança, és tu citada
E em cada verso o teu doce cheiro deixaste?
Por que no olhar aquele olhar com desgaste
Do desejo? por que, ó minha singular amada
Poeto, e suspira uma sensação tão desolada
De uma solidão, ó tomento, amargoso traste
Foste, e no perder não sabia o que perdia
Hoje chora no peito está resistente certeza
Que não teve intuição no que o amor dizia
Agora, vazio e poética sóbria, uma tristeza
Imaginado em que parte estás de cada dia
E, tenho a saudade numa nostálgica dureza
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Araguari, MG - 29/07/2021, 19’06”
Não te alarmes aquando da vinda do mal por parte de alguém dócil, saiba, pois, que é no silêncio onde o pecado dorme.
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