Use o Silencio quando Ouvir
O brilho no olhar… aquela paixão que transborda em silêncio, que escapa pelos olhos antes mesmo que as palavras consigam explicar, é o sentimento puro de que é isso que amamos, é isso que queremos viver com ainda mais intensidade, é algo que nos arrebata, que acelera o coração, que nos empolga e nos motiva como se o mundo, de repente, tivesse ganhado mais cor, é o brilho que reflete a alegria da alma, que nos entrega sem defesa, que nos faz parecer bobos, mas profundamente vivos, com aquele entusiasmo quase infantil e todos percebem, porque esse brilho não se finge, não se fabrica, não se ensaia, ele só existe e só é visível, quando amamos de verdade.
Existem almas feitas de templo, onde o silêncio guarda o saber. Não cobram aplauso, viram exemplo, ensinam a arte de compreender.
No teu silêncio, eu escuto o teu cansaço,
Nas tuas dores, eu queria ser a cura.
Se o mundo lá fora nega um abraço,
O meu peito é o teu porto, a tua estrutura.
Não precisa ser forte o tempo inteiro,
Deixa a tempestade lá fora passar.
O teu caminhar é lindo, é guerreiro,
Mas agora, meu amor, você pode descansar.
Eu admiro cada pedaço da tua história,
A tua garra e o teu jeito de lutar.
Se o horizonte sumiu da memória,
Eu fecho os olhos contigo até o sol voltar.
Descansa a mente, acalma o peito,
O tempo da vida sabe o que faz.
Do teu lado, do teu próprio jeito,
Eu sou teu escudo, teu amor e tua paz.
Wilson Trindade
“Compreender a voz do silêncio é aceitar que a verdadeira revolução não ocorre no mundo exterior, mas no polimento contínuo de nossa própria lente. Ao honrar o ritmo de nossa essência, transmutamos a angústia em discernimento, transformando a existência em um testemunho de propósito.”
"A injustiça se alimenta do silêncio de quem a presencia. Omitir-se diante do erro não é neutralidade; é cumplicidade. Quem busca justiça, age!"
O Senhor é Meu Pastor e
Nada vai me faltar
No silêncio da manhã eu ouvi o coração
Conversando com o céu em forma de oração
E o Senhor me respondeu com carinho e luz
Segurando minha mão pelos caminhos da cruz
O Senhor é meu pastor
Nada vai me faltar
Quando o mundo pesa em mim
Ele vem me levantar
Filho da luta e da esperança
Doce mestre da sutileza
Transformou silêncio em beleza
E fez do jazz nossa herança
Nas boates de Copacabana
Entre copos, fumaça e luar
O Brasil descobria baixinho
Uma nova maneira de amar
O Peso do Silêncio
Hoje o corpo pesa mais que o mundo,
as forças se foram, sem deixar aviso.
Sinto a fraqueza tomar cada canto,
e o ânimo ficou perdido, indeciso.
Dá vontade de parar tudo agora,
de não mover um passo, não falar nada.
Não quero pensar, não quero sentir,
deixar a vida ficar calada, parada.
Só o desejo de dormir me toma,
um sono profundo, sem sonho ou dor.
Que o tempo pare, que tudo se acabe,
que chegue ao fim esse peso, esse ardor.
É um cansaço que não vem do trabalho,
é da alma que já não aguenta mais.
Queria que tudo chegasse ao fim,
e descansar, enfim, em paz.
No peito, um quarto vazio,
paredes brancas esperando cor.
Não dói, mas lateja em silêncio,
como chão que pede passo.
Ontem vi que foste embora,
não em palavras, mas em ausência.
O vazio então se acendeu,
me pedindo dono, me pedindo vida.
Não vou preenchê-lo com sobras,
nem com migalhas de outros amores.
Vou preenchê-lo comigo:
minhas canções, minhas tintas,
meu riso fora de hora,
meu corpo que insiste em existir.
O vazio não será falta,
será território meu.
E onde era eco,
vai nascer voz.
No silêncio do abandono, existe também uma oportunidade de clareza.
Você percebe quem realmente se importa, quem respeita o espaço que você ocupa, e começa a aprender que vínculo verdadeiro não se compra com proximidade constante, mas com reciprocidade real.
É aí que a dor se transforma em força: ao invés de tentar recuperar alguém que escolheu outro caminho, você passa a se fortalecer na própria presença, na própria verdade.
Eu sequei.
Não por cura,
não por alívio,
mas por excesso.
O coração, rachado em silêncio,
aprendeu a suportar sem água,
a arder sem lágrima,
a viver com o peso seco da dor.
E nesse árido de mim,
ainda brota um cacto,
verde e teimoso,
só para provar que seco não é morto.
Esse silêncio, essa dor, é trocável, e genuína, hoje eu a senti profundamente tocando o meu peito, ouvi o meu coração gritando e as vozes ecoando na minha cabeça para eu reagir e transformar tudo em força, pude ver os meu vasos sanguíneos como em um raio X e senti-los, a conexão com cada celula ..
... Eu estava tendo um princípio de infarto.
Tem dia que a alma não quer poesia, só silêncio.
Não quer conselhos, quer sumir.
E no meio do sumiço,
um pedaço pequeno
de esperança insiste em ficar.
Mesmo cansada, ela respira.
Mesmo sem fé, ela tenta.
Porque dentro do sei lá, ainda mora alguém que quer recomeçar.
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