Uniao e Respeito em um grupo Jovem
Eu tenho a idade do tempo! Do meu tempo!
Se queres, posso ter menos ou mais que aparento ter...
Se queres posso ser e sou:
Sou jovem!
Sou anciã!
Tenho a idade para viver!
tenho a idade do meu viver!
Do seu viver se assim querer eu a sua idade ter.
O meu sistema? Simplicíssimo: deixar aos jovens plena liberdade de fazer o que mais lhes agrada. O problema é descobrir neles germes de boa disposição e procurar desenvolve-los”.
Somente uma nação que cuida de seus adolescentes e jovens fomentando estudo com qualidade, orientado por um corpo acadêmico qualificado e reconhecido, e escola acessível para todos poderá ser considerada desenvolvida.
COTIDIANO URBANO
Uma mulher elegante rasga a multidão de transeuntes a passos largos com seu salto agulha.
A tranquilidade do velhinho sentado no banco da praça incomoda alguns com sua conversa fiada e afiada.
O vendedor com voz de locutor grita na porta da loja as promoções do dia.
Uma criança sardenta chora por um picolé de chocolate do Bené, e a mãe impaciente grita com o filho: - picolé no frio não pode senão inflama a garganta.
Do outro lado da rua vendedoras bem maquiadas trocam ideias animadas na porta da loja deserta.
O barbudo ambulante vende goiabas e peras gigantes na esquina jurando que as frutas são orgânicas.
Ao seu lado um homem grisalho oferece produtos importados com o slogan “bom e barato”.
As adolescentes mal saídas das fraldas comentam animadas no ponto de ônibus sobre a beleza do funcionário da padaria.
Um rapaz “vida loka” compartilha seu funk “bombadão” com todos pelo celular barulhento enquanto observa as “novinha” passarem com seus micro shorts.
Entremeio os carros ziguezagueia um ciclista aventureiro (ou inconsequente) pendurado numa roda só.
Uma senhora de idade avançada para na faixa de pedestre, tenta atravessar a rua sem sucesso, pois os motoristas a ignoram.
Já a mulher marombeira atravessa facilmente fora da faixa, pois para o trânsito com sua roupa de academia dois números a menos, destacando suas curvas, celulites e culotes.
Uma moça em seu vestido esvoaçante atravessa a rua falando ao celular, quase é atropelada, é buzinada e nem percebe.
Já sua amiga distraída segue no mesmo caminho colocando em perigo a vida do seu poodle encardido.
E a senhora de idade ainda esta lá tentando atravessar na faixa de pedestre sem sucesso.
Um jovem oriental com camiseta de super-homem ajuda o deficiente físico com suas sacolas até o ponto do ônibus.
Aqui uma estátua viva finge-se de morta para sobreviver.
Acolá artistas de rua também se esforçam para agradar e esmolar uns trocados.
Meninos e meninas saem animados da escola, tagarelas, brincalhões com uniformes surrados e imundos depois de uma tarde de aprendizado diverso.
Um homem calvo fala ao celular, gesticula, anda pra lá e pra cá, esbraveja como se quisesse que a pessoa se materializasse na sua frente para que pudesse apertar o pescoço do infeliz.
Pessoas se acotovelam, se empurram e se espremem para entrar no coletivo lotado “soltando elogios” para todos os lados, lei do mais forte, do mais esperto ou do menos educado?
É o cotidiano urbano.
Vida que vai e vem, vem e vai.
Pulsante desafio diário, sofrível, recompensador, aprendizado.
Olhe à sua volta...
Qual o sentido da vida quando se vive uma vida de gado confinado?
Pensou na mesmice desse mosaico vivo?
E o mendigo indigente a tudo observa em silêncio tragando sua bituca de cigarro.
Rosto cadavérico, raquítico, cabelo encruado, mãos calejadas, homem vivido.
Ele é como uma sombra que quase ninguém vê, o qual a maioria prefere apenas desviar o olhar e o corpo para nele não roçar.
Ele observava a tudo e esboçava um sorriso de canto de boca por não entender a natureza humana, tanta aflição, agitação, tanta correria pra que.
Ele vive como “Carpe Diem”. Aproveita ao máximo o agora, vive dia a dia, só se preocupa com o que matar a sua fome e matar o vício antes que morra.
Sentado no chão em meio à multidão, aspira a fumaça dos veículos, a poeira dos calçados frenéticos, o odor alheio, em silêncio.
Ouvem-se as portas dos estabelecimentos baixando causando um frenesi imediato.
Ansiedade latente, a agitação toma conta do ambiente, pressa pra voltar pra casa ou ir seja lá pra onde for.
De repente a rua se esvazia de gente.
Restam carros transitando e lixo parado nos cantos da rua.
Mais um trago no cigarro, mais um gole de cachaça, mais um papelão para passar mais uma noite.
E amanhã recomeçar novamente a vida de gado de cada dia, de cada um, de quase todos nós...
Não queria me apaixonar
Só pra pra não me decepcionar
Não queria me envolver
Mas só pra não te perder
O ruim das decepções é que elas vem de onde você menos espera
Mas não podia ser com outra tinha que ser com ela
Vai ver não era pra ser
Sei lá eu só queria que desse certo
E que fosse com você
Máquina de moer jovens e afins#11;#11;
Tá! Eu me deixei levar. Mas o assédio era grande demais!#11;
Aqui na periferia é tudo meio assim, páh!
#11;Tá ligado? Difícil de segurar.#11;
E sem perceber, Tum! Seu mundo cai.
#11;Feito o mundo de tantos outros por aqui.#11;
Aqui na quebrada é foda, ninguém goza dos direitos plenos#11;
aqueles garantidos pela Constituição.#11;
Os políticos quando aparecem, agem como se fizessem favor pra geral#11;
parecem fingir que não existem problemas,
se pudessem, invisibilizariam-se. Mas não podem!#11;
De vez em quando têm de mostrar a cara.#11;
Aqui não tem praça, não tem quadra de futebol, não tem lazer pro jovem#11;
não tem quase nada. Tem muita coisa; ciladas e tal. #11;
E agora, é esse cada um por si de todos os dias#11;
essa agonia de caminhar pelo bairro observando 360 graus#11;
sendo observado, como se presa fosse. Aviso: - Fácil a caçada não será.
Posso garantir que haverá resistência, luta e sangue também terá.#11;
Talvez, amanhã, até corpos encontrem pelas sarjetas. Garanto: #11;
- Não terão pouco mais de uns verões e algumas primaveras.
#11;Dados estatísticos de uma realidade cruel, números#11;
que, infelizmente, incrementarão a próxima campanha de um político qualquer.
SEM VOCÊ
Foi com você que eu aprendi oque era o amor, oque era gostar de alguém, com você eu aprendi a força de um "fica mais um pouco"
Com você eu aprendi oque é um deixa pra mais tarde, com você eu aprendi oque é um fim de semana com animação
Com você eu aprendi novos pensamentos, foi com você que eu mudei meu ponto de vista sobre várias coisas e foi com você que eu aprendi oque é um adeus
Foi sem você que eu aprendi oque é saudade, foi sem você que eu aprendi a dor que de se perder alguém, sem você eu aprendi como é um fim de semana pensando em alguém que eu deixei escapar, alguém que eu deixei ir para muito longe, tão longe que eu não consigo estender meu braço e segurar sua mão, sem você eu parei para pensar sobre o sentido das brigas, sobre o sentindo de ter de mandado embora e foi sem você que eu aprendi a pedi "desculpas, posso voltar ?"
Foi quando você voltou que eu aprendi que meus dias de guerra viraram dias de paz, foi depois que você voltou que minha primavera ganhou bem mais cores, foi depois que você voltou que as folhas do meu outono caíram mais devagar, foi quando você voltou que meu inverno ficou mais quente por baixo das cobertas, foi depois que você voltou que o sol do meu verão brilhou bem mais forte, foi depois que você voltou que eu percebi que sua voz acabara de mudar, que seu jeito e personalidade tomam forma final e que seu novo namorado está te esperando e eu estou conversando com você
Foi depois que você voltou que eu parei pra pensar melhor, foi depois que você voltou que eu me senti completamente vazio e sem nada por completo, foi depois que você voltou que eu percebi que brincar com corpos é mais divertido do que brincar com corações, foi depois que você voltou que minha respiração parou de ser ofegante.
E foi depois que você foi embora pela segunda vez que eu percebi o quanto de minha vida que eu te entreguei e foi depois que você foi embora pela segunda vez que eu me senti inteiro.
Então pense que fiz esse poema para te trazer de volto, mas para te lembrar o quanto eu te amava.
O grande problema da periferia não são as pessoas de lá, e sim a ignorância do sistema que, sem se dar conta, cria os próprios monstros que subvertem-no.
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