Uniao e Respeito em um grupo Jovem
"Quando se é jovem ilude-se por prazeres e glórias, mas o que vai com a velhice é apenas o produto real da experiência da vida!"
Reflexo
Olha, jovem:
esse reflexo na água
revela as marcas do tempo,
memórias gravadas na pele
de tantos caminhos vividos.
Instantes de alegria,
de dor e amor;
gestos de ternura,
sonhos pacientemente
tecidos em silêncio.
Ah, esses olhos que hoje ensinam
um coração outrora partido,
tantas vezes refeito
nas madrugadas da vida.
Ah, esse reflexo que sussurra:
jovem de ontem,
homem maduro de agora.
E no coração ainda repousam
as cicatrizes do tempo,
lembrando, à margem,
que o amanhã
de algum modo
sempre encontra
o caminho de volta.
A generosidade era jovem, cheia de alegria, e transmitia tanta felicidade.
Mas com o tempo, a generosidade envelheceu.
E toda sua alegria e felicidade se tornaram fraqueza, cansaço.
E a tantos que alegrou e transmitiu bondade, afeto,
Nenhum sequer apareceu; ninguém a reconhecia mais.
Mesmo assim, em meio a fraqueza e cansaço, não deixou de ser boa, caridosa, generosa.
Esta era a sua essência, que o tempo afadigou em velhice, mas não apagou.
Ao ver a maldade que corrompia os mais vulneráveis, ela, a generosidade,
Ao ver as vítimas da maldade, prestava socorro sem questionar,
mas estando fraca e cansada.
Um dia, a Fonte de Toda Bondade a viu e se compadeceu dela,
por ser tão boa, mas ser vítima do tempo, sem perder sua essência.
A Fonte de Toda Bondade veio a ela e perguntou:
"Generosidade, o que quer que eu lhe conceda?"
Ela, já fraca, velha, cansada, respondeu:
"Que acabe com a maldade do mundo."
Naquele momento, o tempo parou, a maldade desapareceu,
E a generosidade se tornou nova, forte, cheia de vida.
Então, ela, a generosidade, se tornou uma luz pura e poderosa,
e a todos que fossem dignos, ela os iluminava com a sua luz de generosidade...
A Generosidade - Metáfora
Por Marcio Melo
Giovana era uma jovem de bom coração
O Pessoal dizia ser ela uma menina bacana
Cheia de sonhos e emoção
Mas não tinha malandragem
Sofreu por sua ingenuidade
Acreditava de mais nas pessoas
Esperando recíproca amizade
Levou uns tombos
Machucou-se;
Ganhando um pouco mais de idade
Começou a entender que amigo de verdade
É uma coisa muito rara
Mas era forte e inteligente
Levantou-se bravamente
E seguiu seu caminho
Olhando sempre em frente!
E os que a amavam realmente
Orgulhavam-se e apoiavam
Essa jovem tão valente!
Encontro em Fumaça
Sentei-me diante de mim mesmo —
mais jovem, mais leve, mais inteiro —
como quem ainda não havia aprendido
a negociar com o mundo.
Havia silêncio suficiente
para caber duas versões da mesma alma.
Olhei para ele —
e, talvez por hábito, talvez por fuga —
acendi um cigarro.
A chama breve iluminou o intervalo
entre quem fui
e quem me tornei.
Ele me olhou sem dureza,
sem reprovação —
apenas com um espanto limpo,
quase infantil.
E então se levantou.
Sem pressa.
Sem ruído.
Sem discurso.
Levantou-se como quem não reconhece mais
aquele gesto,
ou talvez —
aquele homem.
Fiquei ali,
com a fumaça desenhando dúvidas no ar,
tentando entender
em que ponto da estrada
eu havia aprendido a precisar daquilo
que antes não me habitava.
— Não era sobre o cigarro.
Era sobre ausências.
Sobre os silêncios que deixei de escutar.
Sobre os pesos que aceitei carregar
sem perceber quando começaram.
A cadeira à minha frente vazia
doía mais do que qualquer julgamento.
Mas então —
quase como um eco que não se apaga —
senti que ele ainda estava ali.
Não no corpo,
mas na lembrança intacta
de quem eu fui
antes das camadas.
Apaguei o cigarro.
Não como redenção —
mas como gesto de escuta.
E no instante em que a fumaça cessou,
algo em mim também se assentou.
Ele não voltou a sentar-se.
Mas também não foi embora.
Porque há encontros
que não pedem reconciliação em palavras —
apenas um pequeno retorno
àquilo que nunca deveria ter sido deixado.
E ali, no silêncio,
sem precisar dizer nada,
eu me reconheci de novo.
— ainda inteiro,
mesmo depois de tudo.
Paulo Tondella
Sangue tóxico
Em pensamento já feri milhares
Em minha alma reina obscuridade
Se ser jovem significa se intoxicar
A juventude não pode me representar
Nenhuma droga me acalma
Nenhum vício me sustenta
Dispenso os falsos abraços
Prefiro beijos prolongados
Há quem ache prazer no veneno
Outros reclamam de tudo
Como se o destino tardasse
Ele decide bater na porta
Não há devedor para acertar
Nem a conta pode ser quitada
Diversas bocas querendo falar
Mas eu não quero ouvir nada!
Um sangue que contagia
A honra sendo confrontada
Um truque que parece magia
E várias famílias desabrigadas
Inferno é jogo, sofrer é treino
Juro que agora não mudo
Mesmo se me obrigassem
Sou eu que traço minha rota.
De fora, quem observasse veria apenas uma jovem mulher solitária, olhando pela janela, o rosto refletido no vidro molhado.
Agora senti firmeza! Mulher jovem, cheia de vida e calor, charmosa, sexy, tudo de bom! Parabéns. Beijos.
“Quando jovem, os adultos me diziam que mentir era errado.
Hoje, o errado sou eu por ter acreditado em quem mentiu.”
Vejo montanhas
Sim, eu vejo montanhas
As nuvens são belas demais
Tão jovem, tão pura, tão gentil, tão doce, tão plena, tão cedo
Agora tudo é começo
Mas você quem diz se é infinito
A vida vai e vem
Você vem e vai
Agora já é outro dia
Já é mais uma lua
E o mar não está calmo
Mas você precisa estar
Seja luz, seja amor, sempre que for e para onde for.
Chove.
Uma pessoa jovem que entre no mercado de trabalho a partir dos anos 2000... quase não tem qualquer hipótese de trabalhar para a mesma empresa nem uma década. Neste mundo as pessoas têm que tomar a responsabilidade pelos seus próprios futuros. Não podem simplesmente contar com a subida numa escada de carreira.
Quando jovem, reclamava dos velhos rabugentos e antissociais da vizinhança! Para minha surpresa, me tornei o resmungão-mor!
O triste conto da baratinha;
Lá esta o jovem pai, noites a fio
conta para seu filho o conto da baratinha.
Quem quer ficar com esta baratinha que tem muito dinheiro na caixinha, e o coelho ligeiro
já gritou no desespero; eu quero, eu quero.
E a exausta baratinha continua; Quem quer ficar com esta baratinha que tem muito dinheiro na caixinha. E grita a sábia Coruja; eu quero, quero.
E assim termina o triste conta da baratinha se passaram 50 anos a jovem baratinha agora sozinha e já bem velhinha se despede com o dinheiro na sua caixinha, porém sem nem uma companhia. Morreu a baratinha não levou junto seu dinheiro nem deixou um companheiro muito menos filhos. O dinheiro ficou, coitada dessa baratinha se despediu da vida, mais sua fortuna aqui deixou. Fortuna é claro superficial, porque riqueza de saúde e alegria esta triste baratinha morreu e jamais conheceu...
Hoje o Jovem que estuda, que acorda cedo, que trabalha de forma honesta, honrada e que constrói a sua vida passo a passo é ridicularizado.
É chamado de "otário" ou de "atrasado" por aqueles que escolheram o caminho da trapaça, da exposição degradante ou da ilegalidade camuflada.
Criámos uma sociedade onde o trabalhador honesto sente vergonha da sua simplicidade, enquanto o vigarista se orgulha sua esperteza.
Essa sede cega por dinheiro a qualquer custo está a matar a dignidade humana
Entre marés e silêncios,
cada criança, cada jovem,
aprende a navegar.
E quando encontra acolhimento,
descobre que pode florescer
mesmo em meio ao mar.
EU - PARTE I
Jovem ainda... talvez...
Ouvi tantas histórias quando criança
Rezei, senti medo, cresci...
Ganhei feridas , perdi tantas vidas
E ainda, vivo, estou aqui.
Jorge Floriano.
"Por que caminhas a esmo, jovem menino? A quem procuras? Vejo em ti uma centelha de luz, mas vejo também uma vontade avassaladora de ser ouvido, de ser protegido, de ser alguém, ainda que tão jovem. Por qual razão derramas tuas lágrimas? Roga pelo acolhimento de tua mãe, és dela e ela é tua. O colo materno é o refúgio mais caloroso que existe, um abraço seu é capaz de arrancar-te de tua perturbada noosfera e te entregar, ainda que por um breve instante, à mais pura tranquilidade, resgatando-te dos martírios de uma existência amargurada.
Como dizes? O que sussurraste? Não te sentes seguro ao lado dela? Não podes confiar no seu abraço? Mas ela é tua mãe, e as mães são perfeitas... Não são?
Pobre alma. Venha ao meu encontro. Percebi que não tiveste a sorte do resto do mundo, notei que vieste até aqui e aqui permaneces completamente só. Compreendi que maldito seja aquele que moldou a droga, e malditos sejam o ego e o orgulho que constroem uma vida miserável. Vem a mim, jovem alma, e eu te servirei de escudo contra a desgraça que consome a tua vida."
- Emanuel Horácio
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